02 Setembro 2014

M(ont)anha pariu um rato

Alguma coisa de especial no fecho do mercado? Não, Campaña é tão ou mais desconhecido do que José Angel e, anteontem, ninguém diria que são jogadores do FC Porto. Há um mês, Falcao ia para o Real Madrid. Aliás, como Leonardo Jardim há anos tinha sido sinalizado (pelo Rascord) como futuro treinador do FC Porto. Ah, não, Falcao ia para o City, dizia-se ainda ontem. Manchester, sim, mas o United. Ausência da Europa? Who cares! United é United, rio-me é com os 54% de adeptos num inquérito da BBC ou SkySports, whatever, que achavam Falcao não ser o avançado necessário para o United. Os adeptos ingleses mal sabem o nome dos primos da Rainha, quanto mais os jogadores bárbaros do continente e provenientes de outros continentes muito menos...
 
Por exemplo, não sei se Cristante, Crisante, Cristiano ou Crocante é famoso para, chegando ao Benfica, ser apelidado de reforço: é italiano e tem 21 anos, não faço ideia quem é mas admito que seja capa de pasquim tuga. Aquela velha teoria de que o Benfica faz vender jornais...
 
Ora, repito, parece que a montanha pariu um rato. Mais ou menos, depende do que for montanha ou rato. Manha tem muitas coisas, mas a verdade é que, mesmo perdendo 8% nas vendas de um ano para o outro, período homólogo considerado, João Querido Manha conseguiu estancar a queda vertiginosa do Record. Sim, porque se vermos bem, o Janeiro-Junho de 2013 foi ainda da autoria dessa sumidade calva, qual esfinge monástica e supostamente meditabunda e acertada, um tal Alexandre Pais que só saiu do Rascord em Julho. Portanto, os anteriores 45 800 e tal do 1º semestre 2013 da época de todos os títulos falhados do Benfica, foram da responsabilidade do cabotino director que, hoje, lançou a notícia em Twitter e para a qual o Jorge da Porta 19 me alertou. Por causa disto publicado no sábado.
É mesmo, o director que assumiu, no tempo do sr. sobrinho da Lola Flores, fazer capas para agradar ao Benfica e prometer embrulhar o produto com o melhor enfeite para ser vendido, esteve 10 anos a matutar como descer as vendas 10% ao ano em média: entrou em Fevereiro 2003 e até Julho 2013 viu o jornal cair de 92 para 46 mil exemplares diários de vendas. O director que parecia ufanar-se no Twitter de a Direcção do Record ter durado apenas 13 meses (Julho 2013-Agosto 2014) era o mesmo que baixava as calças a Luís Filipe Vieira quando um cronista do jornal, Ferreira Fernandes (sim, o do DN) criticava a Direcção do clube de que é adepto e foi FF quem saiu e LFV quem ganhou a parada. Da mesma forma, no jornal que teve provas de Rui Costa ter esmurrado a cabina de Lucílio Baptista num Boavista-Benfica de 2007 ou 2008, no dia seguinte o jovem jornalista foi repreendido pela Direcção do jornal e a manchete a ferver era Rui Costa INOCENTE, em maiúsculas, só porque o valente árbitro da escola de Carlos Valente não mencionou no relatório os insultos de que foi alvo pelo impoluto Rui Costa. E cosi via...
 
Ora, para todos os efeitos, mesmo que o Benfica vitorioso de 2014 não tenha acrescentado vendas a um jornal dirigido por um fanático benfiquista, a verdade é que nunca o Record deixou de cair. Porque é difícil erguer um produto acima da média, mas muito fácil destruí-lo. A verdade é que o Record não caiu entre Abril-Maio e Junho-Julho. Manteve os 42 e tal de vendas, pelo que é incompreensível que a mesma administração capaz de sustentar 10 anos um mostrengo canhestro que dizia ter "saudades dos tempos em que os árbitros eram cuspidos na chegada aos balneários" e punha Rui Prantos na ordem negando-lhe o acesso ao jornal depois de insinuar que o comentador queria ter sido director no lugar do director como o grão-vizir ser califa no lugar do califa, para depois admiti-lo como colunista e com elogios, esse director foi mantido, de forma lunática e com complacência de Vénus mas nunca marciana, com quedas de 10% ao ano que se traduziram na redução a metade das suas vendas. Mantido algures a escrevinhar merda como só ele e seus acólitos, lá saiu com a "bomba do dia" e não era uma transferência, mas uma demissão. Com a ironia, fina a condizer com o personagem, de a notícia sair, em tom sarcástico, pelo iluminado que afundou o jornal para não mais se levantar, que não o seu ego límpido e luzidio como uma melancia careca...
 
Uma demissão que, li por aí, causou regozijo na comunidade sportinguista enfastiada pelas capas prò Benfica... Os sportinguistas, que devem regozijar-se com o regresso, propalado, de Marcelino acabadinho de reduzir o DN de 34 para 17 mil de vendas diárias em apenas meia dúzia de anos vendido ao Oliveira que detestava e passou a incensar, vivem aluados como os vizinhos. É natural, vêem a lua dos dois lados da estrada e é a mesma lua, sem dúvida. Por exemplo, não lembram uma capa do Rascord de há um ano em que Vítor, ex-Paços de Ferreira, era o maestro de Alvalade tudo porque os intrépidos repórteres do pasquim tinham vislumbrado uma série de qualidades, enumeradas na capa, num treino à porta-fechada. E uma edição que na capa nada trazia de FC Porto, nem uma cor azulzita para animar a malta que se sente tão bem representada nos pasquins desportivos como no Torto Canal criado para os enfastiar mais ainda...
 
Ou seja, a transferência do ano nem foi o Hernandez moço e desconhecido que preferiu o célebre Hull City para sair do Palermo e recusando o colosso do Colombo, isto depois de um incógnito g.r. alemão do Mainz ter preferido as margens do Reno aos meet de Lisboa com gente suspeita. E se Chicharito Hernandez era uma referência já costumeira nos últimos dias na pasquinagem embevecida pelo encanto que o Alto dos Moinhos suscita no estrangeiro, talvez confundindo-se com a Torre de Belém, pois ao menos pode o Benfica dizer que se interessou por um jogador que, colosso por colosso, preferiu o Real Madrid. Quanto a Falcao, como se sabe, há uns anos, à semelhança do Lisandro Lopez que conta e marcava golos à brava, foi garantido no Benfica pela pasquinagem já nesta década (2010) do novo e maravilhoso século das luzes com o seu infindável séquito de jornaleiros a soldo.

01 Setembro 2014

Gestão com responsabilidade

Não sabemos se o folhetim Quaresma irá prolongar-se, agora que ele também foi titular mas acabou substituído num jogo, até ali, muito fraco do FC Porto. Mas, como já sublinhado, enquanto discutem amendoins o macaco come as bananas sem escorregar nas cascas. Calma mas firmemente, o FC Porto segue o seu caminho e o jogo com o Moreirense, no 1º ciclo de jogos superado com distinção na forma e no conteúdo ainda que sem brilhantismo que seria estultícia pedir e muito menos exigir, acabou a confirmar que o chip da Champions é que está bem, por ser o mais utilizado, não necessariamente o mais titular. Porque Herrera e Rúben Neves ficaram de fora, pediam descanso e tiveram-no, Alex Sandro estava lesionado (como está Tello) e estreou-se José Angel, impôs mexidas no meio e para lá caíram Oliver Torres, o menino do futebol adulto e uma réplica mais demolidora do que era Diego Ribas, e Brahimi, entrando Quaresma e Ádrian para as alas.
 
Oliver sempre o desejei no meio, já Brahimi gosta da zona mas parece mais letal nas alas. Certo é que, com o desgaste do trepidante início de época e a rotatividade assumida mas também imposta, a 1ª parte foi do pior que se vira deste novo FC Porto. E a 2ª, embora com mais intensidade, não melhorou muito, ainda que o cerco apertasse a área do Moreirense. Casemiro, como outros, era imagem de fadiga e falta de imaginação. Conclusão: meter os rodados Herrera e Rúben Neves e a coisa lá pegou outra vez, saiu também Quaresma e Brahimi caiu nas alas. Foi a equipa que esteve mal no seu todo, também por mérito do atrevimento da zona alta do Moreirense a bloquear as saídas de bola na 1ª fase de construção do FC Porto. E foram os roladores do meio-campo que trouxeram a vivacidade e a dinamização para surgirem os golos, até um penálti falhado por Quintero.
 
Jackson bisou e pede sempre mais jogo, está animado como nunca e esta fase inicial da época, com tantas caras novas e processos a assimilar por muita gente, já começa a definir os mais titulares, ainda que a tónica seja também a rotatividade pela abundância de jogadores para todas as posições de modo a poderem entrar quatro sem problemas de maior e fazer três substituições que dêem sempre mais dinamismo à equipa.
 
Lopetegui tem gerido com responsabilidade um plantel que mostra idoneidade, maturidade apesar da juventude predominante, muita segurança defensiva no sector que menos é mexido (já abordei antes esse aspecto essencial). E com as alternativas disponíveis, mesmo sem Ádrian aparecer como é esperado e Tello ter encostado às boxes - vamos ver agora com Oliver -, o Ferrari do Dragão, ao contrário de há um ano, não corre o risco de se espatifar numa ponte.
 
E com todas as atenuantes e a agravante de passar 10 dias sem metade do plantel, além de definir dispensas ainda hoje, Lopetegui tem um teste de fogo contra o líder à média de três golos por jogo, em Guimarães. O FC Porto com o 3-0 de ontem já poderá argumentar ao mesmo nível e disputar a liderança onde não era suposto.

30 Agosto 2014

A (outra) falácia sobre o Benfica: (não) vende jornais?!...

Um mito de algumas redacções lisbonenses que, estupidamente, para não regatearem cobertura do clube do regime, as nortenhas, já raras, tentam respeitar, servilmente, porque como antigamente o respeitinho é muito bonito: o Benfica vende jornais.
 
Não vende. Melhor, não vende o que se apregoa, vende a parte respeitante à sua proporcionalidade - e quando perde sobressai mais a horda dos que gostam do Glorigozo! - e que é bem inferior ao que se divulga.
 
Podem é os jornais, de calças na mão mais em cima ou mais em baixo, venderem-se ao Benfica. A Cofina entregou-se às cercanias do Colombo e dos abarracados à volta, da Media Markt ao volume de contraplacado cuja cobertura às vezes voa em dia de dérbi...
 
Podem os pasquins vender estórias da treta e multiplicar os reforços sonantes enquanto um (como se Hernandez fosse famoso e o Palermo a Juventus só porque amiúde também joga de cor de rosa) troca o colosso do Colombo pelo Hull City e outro prefere ficar no Mainz (não é maionese, vá lá!) a coroar-se no Alto dos Moinhos, g.r. de quem já esqueci o nome.
 
Só há um jornal, porque vende goste-se ou não, que de há anos publica os números da APCT, a entidade que controla tiragens e vendas da Imprensa, supervisão à qual A Bola sempre se esquivou não importa aqui porquê. O Correio da Manhã que tem mais de metade do mercado de leitores de jornais. O único que cresce, porque faz jornalismo ainda que em muitos aspectos questionável e mesmo censurável, além da parvalheira congénita e facciosismo militante. Ontem, 6ª feira, publicou o quadro com os números mais recentes, de Janeiro a Junho.
 
Repare-se, no tocante aos desportivos (O Jogo, sem nunca se assumir, mal saiu do patamar 16-20 mil de sempre), que o Record aparece com 42156 vendas diárias em banca. As subscrições são episódios residuais em todos os jornais, daí nunca serem relevadas e, amiúde, esquecidas. Aqui, porém, contabilizam todas as vendas, mas as diferenças não são significativas. O panorama geral da Imprensa é este: todos juntos venderam 190 mil jornais a menos face a 2013.
 
É curioso que os 42156 ora registados para o Record são exactamente os 42156 antes registados em média de Janeiro a Abril (CM, de 7/7/2014). A notícia, que não sei se o pasquim agora com outra Manha e um par de bandarilheiros à volta para afastar as chocas no final da faena, é que o Record susteve as quedas. Não é mau.

Mas há mais coisas para além dos números e isto não é demagogia política dos carroceiros do costume. É que se em Abril já era notória a "cheia" lua do Benfica, em Junho já tinham sido consumados todos os títulos domésticos (faltava a Supertaça) e uma final europeia, a segunda consecutiva após repescagem de um falhanço clamoroso vulgarmente atirado para debaixo do tapete, em que nem perdeu e lamentou o g.r. contrário permitir-se mexer-se na hora dos penáltis, o desgraçado.
 
Pois é, não só os títulos do Benfica não vendem, como se vê, como os títulos ganhos e o sol no seu zénite do Benfica ainda venderam menos do que os títulos falhados do Benfica na época anterior.
 
É que no período homólogo Janeiro-Junho de 2013, o Record vendeu em banca 45825 jornais (CM, 31/8/2013). Já de si era uma queda de 13,8%, face aos 52225 jornais do período homólogo (Jan-Jun 2012)
 
Notável, não é?
 
E, entretanto, preparava-se  para o Verão de 2013 a mudança de director, decerto um cargo amaldiçoado pelo Marcelino ele agora ejectado do Diário de Notícias porque até os fretes têm limite e o sócretinismo não ressuscita apesar das narrativas postas a correr e os delírios habituais. Saíra um esfusiante Alexandre Pais, o mais cretino e cabotino director falhado em muitos projectos, até em revistas de gajas (uma que existiu nos anos 90 em que elas mal tiveram tempo de despir-se) que em 10 anos no cargo conseguiu a proeza de ver as vendas caírem de 92 mil para 46 mil - o visionário que anunciara que as vendas de 100 mil, antes dele registadas, não mais se iriam repetir. Há profetas na praça que são um portento. E administrações criteriosas que mantêm bestuntos destes uma década a afundar, o que diz bem dos gestores compreenderem o fenómeno dos jornais e daí o escabroso panorama geral com os novos donos do JN/DN pensando que vão fazer mais com menos, cortando pessoal e pensando em jornais vendedores. Idiotas.
 
Ou seja, a lamúria dos títulos perdidos, o Campeonato Kelvin, os 90+2 replicados em Amesterdão na cabeçada magistral de Ivanovic, tudo aquilo conseguiu vender mais jornais do que a choradeira de o Beto se mexer na nova final de Turim, algo nunca visto em g.r. borrados de medo ante os temíveis marcadores de penáltis do temível clube a cuja passagem os jornais abrem as suas páginas venerandas como vestais na escadaria do Senado de Roma.

É, o Benfica falhado de 2013 vendeu 45 825 jornais.
O Benfica triunfante de 2014 vendeu 42 156 jornais.

Já agora, se não fizerem como o outro PM que mandava fazer as contas, são 8% menos. Os títulos do Benfica venderam -8% do que os seus falhanços.
 
Deve haver mais leitores, pelo menos, mais felizes com as derrotas do Benfica do que os que as gozaram mesmo. O que comprova, enfim, que o Benfica não tem os 6 milhões que se apregoam - outra estupidez nacional, mas muito natural. Mas sobre a representatividade do Benfica na sociedade - que não é a dos "famosos" e das cores clubísticas na corte de deputados - já as audiências dos jogos televisionados tinham demonstrado o mesmo.

A verdade é que o boom dos diários desportivos, em termos de vendas, foi nos anos do Penta portista, com todos os jornais a saírem diariamente a partir de meados de 1995. E ter sido o Boavista campeão (2001) entre dois títulos do Sporting (2000 e 2002) não alterou de forma significativa as vendas, à época ainda na ordem dos 100 mil diárias no Record. O declínio começou por aí e não mais parou, à média de -10% anuais até o chico-esperto do Pais ter perdido metade das vendas em 10 anos.
 
Os grunhos da Silva que se alimentem da palha habitual e os pés-de-microfone sujeitem aos ditames do politicamente correcto. A vida é como é, os jornais é que a pintam como gostariam que fosse. As tv's, então, dão cor à parvalheira no seu conjunto. Bom proveito e boa sorte.
 
É claro que isto, como tudo o que se publica, não deve dizer nada aos parolos que acreditam nas histórias da carochinha.
 
Por exemplo, ainda e sobre histórias da carochinha.
 
Junho compreende também o mês do Mundial e do Portugal de pernetas que o saloio Bento levou ao Brasil rodeado da corte de idiotas com canetas e microfones. A euforia, que depois do social e quando tocou ao futebol, deu lugar à depressão, não ajudou a vender os pasquins que nunca antecipam os fracassos porque vão na onda dos descobridores até desaguarem no deserto da sua incompetência. Nem o Melhor do Mundo, nem as rapariguinhas histéricas, nem a poupança a visitas de índole social que quase todas as selecções fizeram menos a do "país irmão", nada salvou Portugal. Com a estupidez reinante, nada salva a selecção, nem os pasquins.
 
Vale a pena pensar nisso, aproveitem o fim de Agosto antes de entrarem na realidade.

29 Agosto 2014

Glorigozo ou glorioso: qual faz vender mais jornais?

Amanhã respondo num post esclarecedor, agora que já são conhecidos os números da APCT de Janeiro a Junho.
 
Se tiver opinião e atrever-se a dá-la, palpite lá sobre o tema do momento: o Benfica a perder ou a ganhar, quando vendem mais os pasquins?

Ronaldo faz o que quer e tem lesão debelada: depois do Sargentão o Bento é só cabo de vassoura

Nunca há-de ocorrer uma renovação, muito menos revolução, na Selecção.
 
Se CR7 afirma ter a lesão debelada, embora precise de "mais duas semanas para estar a tope, e o bentinho não o convoca, alguém está a mentir. Mais uma vez.

O Parvo do Bento entendeu mal o que CR7 disse à Judite: não está preparado para cagar casar, não para não jogar.
 
A Selecção é a galdéria que todos usam. Mas sem a melhor na montra, será que, depois do exibicionismo parolo no Brasil, alguém vai ver um jogo de Portugal, a começar por Aveiro daqui a uma semana? Ou o Continente já nem bilhetes com 50% a acumular em cartão, antes oferecerá os bilhetes para não perder clientes no supermercado a bem do arroz e das massas?
 
Depois do Sargentão, que cagou-se para a renovação não feita há 8 anos, segundo acusou o presidente pacóvio que sucedeu ao pacóvio presidente da FPF, Paulo Bento, afinal, nem cabo é.
 
A não ser cabo de vassoura. A porcaria na Federação é que nunca será limpa. Carlos Queiroz tinha razão há 20 anos.

Momento Kelvin: perdura a azia

A indiferença da pasquinagem face ao que não lhe interessa, julgando publicar algo de interesse para o público para verem apenas as costas dos leitores e a frente dos números de vendas do desassossego que lhes mina a subsistência mas não elimina a teimosia editorial alegremente à beira do precipício, é proporcional à cobardia indiferenciada dos que nem tugiram nem mugiram - ruminantes, apesar de tudo - sobre o dossiê que até o (Bo)Ronha teria vergonha de publicar, para mais sem se demitir, no rescaldo do Mundial.
 
Ao ver as capas doas pasquins desportivos de hoje na net verifiquei que nenhuma ligou ao mágico momento 90+2 que há um ano e picos deu brado e praticamente o campeonato ao Porto, o Campeonato Kelvin. Kelvin passou à história, apesar de perdurar no Dragão enquanto sobra a azia no mundo e arredores de Lisboa, e um jornal avança até que será dispensado do Dragão. É provável, o mítico Preocupações Fonseca, com a cobardia e irresponsabilidade da SAD, tratou de o pôr gradualmente fora de circulação. Infelizmente, não foi só isso, o que duplicou, triplicou e redimensionou à escala estratosférica a cobardia e a irresponsabilidade da SAD.
 
Ora, Kelvin, precisamente, esteve emprestado ao Rio Ave antes de voltar ao FC Porto. Aliás, uma dupla maravilha que o FC Porto também tratou de desvalorizar, fez furor em Vila do Conde. Era Kelvin e Atsu e mais 9. Kelvin e Atsu, helàs, que tinham fabricado um e marcado outro dos golos no 2-2 que em 2012 tinha empatado o Benfica nos Arcos, resultado que automaticamente deu o título ao Vítor Pereira mal-amado mesmo quando viria a bisar os títulos no FC Porto.
 
A falta de imaginação, quando o primado é fazer um embrulho que leve o leitor a levar o pacote de indigências escritas para casa sendo que o leitor já não se deixa embrulhar pelos parvinhos das redacções, editores "puppies" e directores de sub-informação, leva à uniformização, daí ser recorrente vermos títulos iguais às vezes nos 3 periódicos da bola. Não admira que nenhum se tenha lembrado de evocar Kelvin aos 90+2, o minuto de glória para o Rio Ave. Quem sabe se Kelvin não voltará para lá, com o estímulo europeu que o Produções Fictícias lhe cerceou na época passada, ao ponto de um pascácio pé-de-microfone se lembrar de algum zumbido perturbante que lhe possa agitar o serrim em cabeça oca.

Os grupos da Liga Europa, como na época passada, não dão esperanças a qualquer vitória, mas pode acontecer, até porque apesar dos favoritos ao apuramento (dois primeiros) serem evidentes, a dificuldade, no seu todo, não é de maior monta, pois havia adversários muito mais inacessíveis.
Estoril com PSV Eindhoven, Steaua Bucareste e Dínamo Moscovo, este para tentar evitar o último lugar.
Rio Ave com Dínamo Kiev, Panathinaikos e Aalborg, este também à mão de semear.

Ou seja, da Liga Europa, cujo vencedor na próxima época entrará na Champions se para ela não se qualificar via o seu campeonato nacional, é melhor esperar por quem vai cair da Champions e sonhar com glória europeia em Varsóvia por repescagem indecente.

A Liga Europa que, na próxima época, já não levaria com o Rio Ave, pois o finalista vencido da taça no seu país perde lugar europeu em favor da melhor equipa do campeonato nacional que não se qualifique para a Europa e tenha de esperar pela final da Taça.

28 Agosto 2014

BATE leve, com cuidado

Reencontro com Shakhtar, já não em Donetsk devido à guerra (para muitos) dos fascistas da Ucrânia contra os libertadores comunistas russos, rever o Athletic Bilbau, 1º adversário europeu de sempre (1957) acabado de eliminar o Nápoles na estreia da nova catedral de San Mamés; estrear-se com o BATE bielorrusso que nesta altura da época não pode ser levado a brincar, que o diga o Bayern de Heynckes futuro campeão europeu mas derrotado em Minsk por 3-1 em Outubro - já ninguém se lembra e foi há duas épocas... - mas onde já não está o brasileiro-bielorrusso Renan Bressan, Herói nessa noite, chegado agora para o Rio Ave. Desta feita não temos Kléber, que até deu a vitória de encosto no 1º jogo com os mineiros ucranianos, mas também não temos Hulk, decisivo depois em Donetsk. Há um ataque forte e Jackson para estourar a sério na Champions. E o Athletic basco de onde é oriundo Lopetegui já era temido no play-off, que o diga o Nápoles.
 
Não é mau de todo, até porque ficou o suspense até à (pen)última de sair a Roma, caída por fim no grupo de Bayern e City que voltam a ver as caras um ano depois. Parece acessível mas tudo vai do começo, não pelo resultado - lembre-se a traumática vitória inicial em Viena - mas da forma e este FC Porto parece estar em forma.

Por acaso, é a receber o BATE que se começa. Importante, porque é depois de uma difícil visita a Guimarães. Bom ainda porque depois há a recepção ao Boavista. E antes da 2ª jornada e do fim de Setembro, o FC Porto vai a Alvalade (6ª da Liga), num jogo seguramente antecipado para uma 6ª feira (26/9), porque o Sporting, que começa a visitar o Maribor, recebe o Chelsea enquanto o FC Porto vai à Ucrânia: o Shakhtar em princípio jogará em Kiev ou, provavelmente, Lviv, na fronteira com a Polónia, devido à guerra no Leste.

Ou seja, é entre Porto e Sporting que a preocupação deve ser mantida, por isso quis esperar pelo calendário saído apenas, como era previsto, pelas 19,.30h.

O FC Porto pode encaminhar o apuramento nas duas primeiras jornadas, depois tem o duplo confronto com os bascos e acaba a receber o Shakhtar, em princípio o rival directo por um lugar na qualificação. Já o Sporting tem não só um duplo embate decisivo com o Schalke, como acaba a jogar em Londres e o calendário afigura-se mais complicado. A ida a Alvalade será crucial para definições no campeonato e ajudar a perceber o futuro na Champions.
 
E pode ser que, num ano de 3 equipas lusas na Champions, o FC Porto seja o único a passar, como nas 3 ocasiões similares já ocorridas. Benfica tem um grupo de médio calibre com Zenit, Leverkusen e Mónaco, já eliminou os dois primeiros recentemente mas nenhum lugar está garantido a nenhuma equipa e qualquer classificação é possível. Hulk e Falcao e Moutinho de visita a Luz do Apagão deve causar calafrios a alguém... Sporting recebeu uma pêra doce no Maribor, mas Chelsea e Schalke são claramente os favoritos, o primeiro por mérito e o segundo por tradição, se os eslovenos não continuarem com umas gracinhas, mas para os leões não é mau de todo face ao tremendismo que se prenunciava com equipas mais difíceis nos níveis acima e no último pote.
 
Além de tudo se parecer repetitivo, com inúmeros reencontros - Arsenal e Dortmund 3 vezes nos últimos 4 anos, PSG e Barça ainda há dois anos se viram de frente embora nas eliminatórias, CSKA leva de novo com City e Bayern e Ajax tem outra vez dois tubarões pela frente em Barça e PSG de novo sem hipótese de seguir em frente -, a mise en scène já domina até o site da UEFA com a maquilhagem na página inicial antes do sorteio como se fosse aparecer por aí a Judite de Sousa... e tivemos o antipático Schmeichel a substituir o português Pedro Pinto não se sabe porquê mas revela de novo o ascendente escandinavo nas fileiras da UEFA onde há vikings por todo o lado. Para variar, e evitar o nojo das tv's tugas, segui em directo no site da UEFA, tinha som mas preferia os quadros à minha frente em vez do vídeo no ecrã do pc.
Por falar em maquilhagem, CR7 foi eleito o melhor da época para a UEFA. Percebe-se duas coisas: não é importante se pela selecção o Mundial foi uma merda, importante é o clube e Ronaldo bateu todos os recordes da Champions como marcador de golos. E, ainda pelo clube, fez bem em agradecer aos colegas. Por exemplo, di Maria teve 12 votos e em 10 lugares ficou no penúltimo, apesar do título europeu e do vice-campeão do Mundo. Messi, com época atípica, foi o melhor do Mundial com surpresa e teve 24 votos, ficando em 5º lugar e arredado do pódio. Umas vezes o Mundial conta, noutras não, não contou as duas coisas, não foi toda a época que esteve em análise e não é só no Real Madrid que não gostavam de di Maria, por isso foi vendido. Mas destas votações está o futebol cheio.
 

Da autocensura

Imaginem um tipo a dizer que fulano, apesar de ter de lutar para voltar ao top dos melhores, deu um passo atrás na carreira ao trocar de clube - ainda por cima por empréstimo, que desprestígio. Que capa sairia em vez da que saiu? Ah, os sportinguistas sentiram-se diminuídos, mas eles dizem que nenhum jornal os protege, aliviam-.se com o canal do clube, os arrufos do presidente e as 10 contratações de desconhecidos que só a do Nani contrabalança por si. Ora bolas...
 
Do outro lado, um presidente que, como noutras vezes, afiança uma pergunta de estúpida. Há decisões estúpidas e declarações idiotas. Nada transparece noutros jornais e, contudo, a pergunta é mesmo estúpida - só os estúpidos insistem em bater com a cabeça na parede - e a resposta nem é novidade, de resto identificando a manada dos pés de microfone.
 
Imagine-se qual jornal não arrisca trocar a sua idiossincrasia escarrapachada na capa? E os que, apesar da indecência dos discursos não ser novidade e escondê-la das capas não as apaga, preferem ser politicamente correctos e, nos dois casos, não fazerem ondas?
 
Uns presos por excessos e contradições, outras por cobardia politicamente correcta.
 
Venha o diabo e escolha. No sorteio da Champions também.

O "meet" da vaidosa com o vaidoso

 
Da mesma forma, a jornalista que dizia "ter lá tempo para ver as redes sociais" quando instada por  Medina Carreira a ver o que na net/blogs se escrevia da ignorância compulsiva dela e não só enquanto directora de sub-informação, ou vice-versa se vos der jeito, tem utilizado o seu FB - eu não tenho, por isso não ligo - para se promover. O reino de lágrimas que é o santo Portugal de comoção fácil e adulação bárbara a um tuga incensado nos me(r)dia faz o resto. Por entre as lágrimas, as coisas saem às pinguinhas.

Os jornalistas - para que servem? - vão caindo no ridículo: entre divulgar um pretenso "arrastão" em Carcavelos, que nos consumiu um dia creio por um 10 de Junho; contarem quantas escadas sobem frente à AR a desafiar a PSP os manifestantes manipulados ideologicamente e que levam de arrastão os jornaleiros e seus editores "puppies"; e anunciarem "meet" em directos à hora de almoço (ontem), fiando-se no corrupio das redes sociais, helàs!, que não se concretizam, assim enfiando na cabeça orlada por orelhas grandes (e não só o Rodrigues dos Cantos) os costumeiros e recorrentes banhos de água gelada como se não bastassem os Baptistas da Silva que os vão comendo de cebolada nas pantalhas de toda a mediocridade e saloiice pegada

Então, caído um túmulo de silêncio em torno da vedeta, eis que começam a sair as "nutícias", estrategicamente colocadas porque isto não surge ao acaso e os pupilos de Mourinho, basbaques em geral, sabem que sem táctica não há estratégia, ou vice-versa se der jeito, e se um burro (jornalista) não parte e reparte e não fica com a melhor parte não sabe da arte.

Vai daí, num dia soube-se que ela ia voltar ao ecrã, porque ela o fez saber, via FB.
Depois, li num jornal, caiu outra pinguinha: foi o Ronaldo que "mostrou disponibilidade", contou ela.
Ou seja, o CR7 é que lhe telefonou: «Judite, estás em baixo e eu desde a final de Lisboa que não mostro os meus peitorais sucessos aos portugueses, coço-te as costas e tu coças as minhas, serve aos dois? Ela aceitou.
A TVI mostrou-se veneranda: à directora de sub-informação e ao jogador que a TVI vende tanto como o Tony de Matos Carreira. Anunciou o anúncio da volta dela e com Ronaldo, who else?
Já passou umas imagens ontem na TVI precisando que a conversa da treta será sobre o Ronaldo humano, o das lacas e depilações, das escovas de dentes eléctricas e dos shampoos, só para dizer que a meninice do rapaz será escarrapachada depois das dificuldades contadas pela mãe do clá Aveiro em livro que as venerandas tv's lá foram ouvir - mas, depois, ainda li que, afinal, a entrevista, decerto sumarenta, é para hoje e amanhã: hoje coço-te as costas, amanhãs coças as minhas.
 
Ou seja, o "meet", seja lá o que isso for" - faz-se a dois e por dois dias. É a vaidosa e o vaidoso. Ela aproveita para mostrar o luto, ele prova saber também vestir os peitorais e viver numa casa decorada a preceito e com piscina.
 
É o jet-set no seu melhor, com a vedeta da tv que há uns meses metralhou um "playboy" que ninguém conhecia para o fazer sentir mal com a fortuna herdada e alegadamente mal esbanjada. Há quem questione se ela vai confrontar a pobreza dos portugueses, e o berço de lata madeirense do Ronaldo Aveiro, com o amontoado de carros de alta cilindrada do rapaz que tem Madrid a seus pés e obriga uma petulante da tv de Lisboa a ir à capital ibérica sabe-se lá porquê.
 
Eu não acho nada disto casual. Quanto ao "meet", prefiro "meat" de gajas boas, nem que sejam as tolas de Hollywood que as Judites deste país passam nas suas tv's da treta, e não jornalistas pretensiosas e gajos pirosos.
 
O que é o sorteio da Champions à beira disto? O Fábio Espinho do Ludogorets junto com o Marco Morais do APOEL à beira do craque eleito Melhor Jogador do Mundo de 2013 mais fracassado no Mundial do Brasil?
 
Não, sai mais um pedestal para o clã Aveiro que dá emprego a muitos "prêt-a-porter" e cabeleireiros, enxameando algumas revistas de "famosas merdas" para colorido das bancas prenhes de jornais cinzentões à rasca para sobreviverem. Nada de Porsches e Veyrons, antes os calções rotos e os pequenos-almoços parcos das cumeadas da Madéra e mais um sonho de menino a sustentar a sua família.
 
Acho que a piroseira - que um dia quase chorou porque o Carreira cantou uma música do "sonho de menino" - vai bater as célebres mas ocas entrevistas da Fátima Campos Ferreira a Pinto da Costa.
 
Judite de Sousa acabará por confessar que o seu amor de mãe a impeliu para uma entrevista da tanga. Depois do divórcio com o peça careca de Sintra, a artista das nutícias não é que arranjou uma reportagem para um telejornal da treta com as relações conjugais?
 
Que sofrimento atroz e maleita do coração a fará mover outra vez para comungar com a plebe o seu mimetismo com o povo apesar do encoberto pendor "socialista" que não a deixa ver mais do que a espuma das núticias?
 
A preocupação com a selecção de vaidosos e incompetentes?

Podia entrevistar o Marcelino: como se destroem jornais?; como deixou o Record com 100 mil de vendas diárias e hoje vale pouco mais de 40 mil?; como entrou no DN, outro jornal do regime, e as vendas passaram de 34 mil para 17 mil?; onde chega o poder angolano no controlo da Imprensa?

Podia preocupar-se com as câmaras falidas que querem ser ajudadas sem serem intervencionadas, à moda do Salgado, para não se ver o que há lá dentro?

Podia aprender Economia, não entrevistando o oco Seguro ou o calhau da Costa, mas deixando os preconceitos ideológicos do "sonho de menina" para perceber, já que com Medina Carreira nada aprende, como se afunda o País?
Porque não entrevistar Sócrates? Ou até o Coelho? Podia perguntar-lhes sobre as suas infâncias no interior desolado, as passagens pela escola, as eventuais licenciaturas de um e de outro, ah essa ela já ouviu com o Zé Alberto em mais uma entrevista de fretes feita por freteiros...

Porque não os mortos que votam no PS? Alguma tv da parvalheira reportou localmente sobre o tema, as quotas pagas, as cotas que se revoltam, os votos que se compram? Algum director de sub-informação teve tomates para não padecer de câncro da próstata para mostrar ao País os podres da Democracia e a inutilidade da Informação?

Mas é com meet e social media que muitos se dão a conhecer, mesmo que não tenham tempo para ler blogs...
 

27 Agosto 2014

Parece que o Celtic arranjou um Preocupações Fonseca na Noruega


O Maribor há 3 ou 4 anos eliminou o Rangers da Europa, desta vez o Celtic vai ainda jogar na Liga Europa. O Benfica pelo menos perde o receio de jogar de novo no antigo Parkhead, onde se decapitavam os mais honrosos emblemas. Mas foi daí para cá, com uma despromoção administrativa pelo meio por questões de finanças, que o Rangers afundou. Gosto de saber disto para perceber o que pode suceder um dia, se...

Nunca percebi como Celtic, ou Rangers, escolhem jogadores desconhecidos e absolutamente brutos que nem o antigo William Wallace pretenderia para o Tartan Army ou um torneio de "no rules, great scotch", uma "dye hard performance" temperado pelo épico "Braveheart". Uma espécie de filmes de há um ano com o Barcelona: 2-1 no dia do 125º aniversário, 1-2 sofrido aos 94' no Camp Nou e um 2º lugar à frente do Benfica no grupo da Champions.

Para isto, tive de ir à wikipedia saber de Ronnie Deila, ainda não tinha fixado o nome e duvido da forma que é escrito, e ler a crónica do Celtic-Maribor no Daily Record. É preciso ter "guts", só o Celtic não os teve no sítio.
 
Recorde.-se que só sobreviveu na Europa pela secretaria, perdendo os dois jogos com o Légia de Varsóvia por uma utilização indevida de um jogador castigado, apenas durante 4', no Celtic Park. Esta barraca com o Maribor, replicando a tragédia do Rangers, é só o fim da picada.
 
Se o Porto precisa de um avançado ainda, vá buscar o Samaras, o barbudo grego de cabelo comprido, na hipótese de vender Jackson Martinez. Who knows? O Benfica com o Samaris e o Porto com o Samaras.