24 Abril 2014

20 dias em 40 anos de 25/4

A 16 de Setembro de 2013 trouxe aqui uma história, de Abril, vivida por mim sobre um concurso público em que me serviram um Português escabroso e uma verificação de prova inqualificável- Contei-a e foi replicada nalguns blogs amigos e atentos, enquanto todos os órgãos de comunicação social instados a reportar sobre o tema se fecharam em copas, inclusive as três televisões generalistas, o semanário mais vendido e o jornal nortenho mais referenciado.
 
Pelo meio fiz vários relatos do sucedido a várias instituições da República, da PR aos partidos com assento parlamentar, do MNE que tutela embaixadas e consulados extensões de Portugal no Mundo e, em meados do ano passado, até a Provedoria de Justiça, enquanto chateava pela segunda vez as entidades antes colocadas a par do assunto que desprestigia Portugal, desqualifica alguns dos seus serviços e funcionários e empequenece a vontade (ideia?) do "Ser Português". Foi que, em Agosto, recebi, após quatro meses de espera, cópias da minha prova, onde se comprovava a ineptidão da avaliação a que fui sujeito. Nessa base, precisamente, instei o MNE e a Provedoria de Justiça a agirem, à luz de todas as provas recolhidas. Pedia duas coisas: avaliação da "avaliação" feita no Consulado-Geral de Zurique e reembolso das despesas incorridas. No início deste ano (Fevereiro), quando me aprestava para perguntar em que paravam as modas, recebi uma informação crucial da Provedoria de Justiça que, como eu, soube indirectamente, de que o concurso público em apreço fora, afinal, anulado. Tudo isto, resumido, resume também o estado a que isto chegou, além do "estado de arte" do que o CG em Zurique, uma entre tantas instituições públicas que representam o País e servem os cidadãos, me presenteou e mostrar a que nível está.

Fiquei a saber que o concurso - declarado inválido não foi jurídica e legalmente dado a repetir-se em bases regimentais de acordo com a Lei - que tenho razão, mas apenas por razões formais. O "conteúdo" da prova não foi avaliado e a avaliação dos "avaliadores" não foi concretizada. Um camelo, mesmo em Zurique, pode passar despercebido nas malhas largas e difusas do Estado Português. Um iletrado mantém o vínculo ao Estado e é pago com (parte dos meus) impostos dos portugueses. Uma sacanagem foi, basicamente, mandada repetir por ilegalidades várias, o Estado não depura os seus serviços (de alto a baixo, deste pequeno exemplo à famosa supervisão do Banco de Portugal), deixa cristalizar a asneira e perdurar a incompetência. E, por fim, dizem-me que tenho razão mas não se dispõem a ressarcir-me dos prejuízos incorridos: as despesas ascenderam a pouco mais de 500 euros e estão documentadas, obviamente.
 
Instei, na minha carta de 31 de Março e enviada a 1 de Abril com menção ao interesse em despachá-la (foram 10 cópias por várias instituições) para poupar nos portes antes da subida prevista para dia 7 p.p. nos Correios e para pensarem nisto na hora dos discursos, enfadonhos, de Abril e por Abril, a que se pense como este pequeno exemplo, como muitos outros haverá de vários cidadãos confrontados com o Estado que os esmaga em vez de proteger, ou pelo menos acariciar e não favorecer, espelha de novo o estado a que chegamos mas passará ao lado, salvo as preocupações com a "justiça social" que tem de ser paga e exigir riqueza nacional e a "saúde da Democracia", dos discursos do costume, entre celebrar Abril seja lá o que isso for - os "interesses" e grupos de sempre estão presentes e dispersos, como o corporativismo do Estado Novo - e papaguear os lugares-comuns em "momentos solenes" que nunca assisti.
 
Ainda bem que na 2ª feira, com data de correio de dia 16/4, a Sra. Presidente da Assembleia da República, Dra. Assunção Esteves, da parte do seu Gabinete, dedicou-me duas linhas numa carta em que o Estado gastou 42 cêntimos em correio, para me dizer que remeteu o episódio que relato e as minhas reclamações, para os grupos parlamentares que eu informei individualmente, conforme constei ter providenciado cópias para essas entidades. É que do MNE e sua Secretaria-Geral não soube nada apesar de me terem prometido que o conteúdo da minha queixa fora tido em conta e que me dariam informações, mas nada...
 
Ao fim de 20 dias tive uma resposta que, por exemplo, por duas vezes, contando com a 1ª exposição dos factos há quase um ano, nenhum partido me deu, até 2ª feira. Não foi mau, até porque antes não informara do sucedido a Presidente da Assembleia da República e ela pôs alguém a dizer-me que remetera o caso para os partido. O caso é, simplesmente, com o concurso público anulado sem haver "accountability" nos serviços do Estado, o Estado assobia para o lado na hora de ressarcir-me dos prejuízos tidos com a minha presença num concurso público viciado: assobia para o lado no tocante a assumir despesas.
 
Isto aflige-me porque, para lá dos aspectos legais e financeiros, além de morais e até de ligação espiritual a este estado de coisas que há muito me desaponta em Portugal, há uma contínua fuga às responsabilidades e a negação da "accountability" a que devemos, exigentes, sujeitar a Governança. E essa contínua fuga às responsabilidades - que impede muita gente ilustre de ir para a prisão rapidamente e em força - resulta da falta de entendimento real do que se passa e de não se saber meso Português. Constatei-o ao ler o Ofício da Provedoria da República em que se explicita a anulação do concurso em causa, por vícios legais e formais, dizendo que o assunto está resolvido e a minha queixa atendida. Mas esquecendo que os erro têm consequências e a minha queixa integrava a parte chata de reclamar pelas despesas incorridas. Para acrescentar insulto à injúria, a Provedora-Adjunta de Justiça fecha a "informação" de forma sibilina dizendo que as despesas correm sempre por conta dos concorrentes, o que é bom num concurso normal, saudável e certificado mas não numa trapaça, sem apurar-se responsabilidades internas (doutro âmbito e noutra sede, seguramente), em que o Estado reconhece a sua incompetência e, em toda a anormalidade, acha que não deve pagar o que será justo.
 
A argolada não teve consequências e sai barata ao Estado.
 
Por estes dias, enquanto os "militares de Abril" reclamam acesso ao pódio que nunca foi suposto ser deles na AR que é a emanação da Sociedade Civil representada, bem ou mal, pelos partidos políticos num sistema democrático em que eles são votados, a mesma gente de há muitos anos aparecerá com o cravo na lapela e o discurso na língua, mas também o mesmo exemplo de sempre que é o de manigâncias várias e direitos adquiridos através da hierarquia do Estado, dando vivas à República com a qual se locupletaram de privilégios, mordomias e serventias várias que acusavam ser ilegítimos nos tempos monárquicos. Um regime a cair de podre, de cheiro nauseabundo, com os epígonos do costume aos microfones dos serventuários do poder que ajudam a perpetuar estas merdas sem nada questionar. Temos os patetas, bem resguardados do sistema democrático, que defendem o situacionismo mesmo que, disparada e anacronicamente, contestem o situacionismo, do xéxé Mário Chulares que tanto se revia nos comunistas há 40 anos como metia o "socialismo na gaveta", ao hediondo sapo engole sapos Fretes sem espinha vertebral do Amaral, prócere de outros tempos e primeiro contestatário da CRP (que o CDS votou contra em 1975) e símbolo dos vira-casacas como na fase de transição do Estado Novo para esta Velha e decrépita República das corporações de sempre e das heranças da maneira de "Ser Português".
 
A nata da Revolução - entre os que se acham pateticamente revolucionários a sério e os que são tidos como beneficiários líquidos do sistema bolorento que fatalmente se impôs -pode-se achar muito importante e clamar que prossegue a "luta" por um País digno, "igual" e, direi, decente. Mas nos exemplos diários de falhas nos sectores mais básicos como Educação, Saúde e Justiça, em cujo seio integro o meu caso, percebe-se que esta gente não se olha ao espelho: faz de conta que não entende, faz de nós parvos e faz que assobiam o hino. Fazem de circunstância. Fazem de fachada. O anterior regime, caduco e caído de podre como no episódio da patusca rendição de Caetano no Carmo, entre amadorismo e paternalismo saloio nos dois lados da barricada, também era fachada e circunstância.

23 Abril 2014

Atlético como o Barcelona

Li hoje a análise de Mourinho. O  Chelsea frustrou o Atlético e ao ver o jogo parecia o Barcelona frente ao Atlético.  Ja o Chelsea parecia o west ham que Mourinho disse ter futebol do século XIX...

22 Abril 2014

Xistrema tem título e benemerência

O Xistra que ainda há dias negava um golo a Jackson, com o Belenenses, por suposta falta do avançado do FC Porto, aliás o mesmo Xistra que na época passada deu um segundo amarelo a Mangala em Aveiro por falta "atacante" quando o central portista tentou cabecear para a baliza do Beira-Mar, é o mesmo Xistra que, já não avesso a contactos físicos normais no futebol, deixou o Benfica iniciar duas jogadas que deram golo. 

 
Ouvi de passagem num telejornal avulso ontem ao jantar que o árbitro parvalhão de Castelo Branco vai promover uma festa de beneficência, o que acho bem, com o acicate de leiloar a "bola do jogo do título".
 
Parece-ne indicado para testemunhar a "transfiguração" das arbitragens em relação ao Benfica, a benevolência para com os benfiquistas e a complacência da Imprensa quanto à sua acção, colaborante, na festa do título.
 
Como não ando a dormir e reajo bem ao que vejo e associo ao que sei e tenho visto, diz a cara com a careta. O andor está perto do altar. Os cordeiros sacrificaram-se em pleno, não em vão. Águas passadas não moveram moinhos, bastou partir uns dentes aqui e umas montas ali.

21 Abril 2014

Quin te quero, rapaz?

Das muitas controvérsias e incongruências pelas quais ninguém foi responsabilizado, nem o Produções Fictícias, ressaltou sempre a renitência em chamar Quintero. É certo que é um puto, mas é inegável que tem qualidade técnica acima da média, faltando-lhe capacidade dupla em táctica e desempenho físico. Hoje fez duas assistências, para o penálti que Jackson sofreu e converteu e para o golo em dois tempos de Herrera.
 
Nesta estúpida temporada portista subsistirão enigmas sem resposta até ao fim já declaradamente desastroso de época. Não é um acesso via play-off à Champions, como 3º classificado, nem uma eventual conquista da taça da treta que alterarão os epítetos. Os mistérios desta malfadada época restarão na mediocridade dos gabinetes e na confidencialidade dos responsáveis.

O árbitro algarvio que voltou a protagonizar uma arbitragem medíocre também espelhou os males, insanáveis, do sector desacreditado por falta de qualidade. Nuno Almeida já subiu e desceu umas três vezes de escalão mas continua o mesmo de sempre e terá em breve o destino do costume. Num espelho do sistema organizativo e de gestão do FC Porto, a arbitragem está igualmente uma boa merda e para pior.

 

Coisas de que não se dão conta (XI)

A expectativa para a recepção ao Rio Ave passou a ser, esta noite, o total de espectadores no Dragão. Muitos ou poucos, provavelmente poucos, a curiosidade não é verificar se, por uma vez, como há uns anos se ouvia, soarão cânticos contra a SAD e em, particular, alguma tarja dirigida a Pinto da Costa. É mais expectável que apupem os jogadores...
 
Há muitos portistas que gostam de escrever nas vitórias e nunca se atrevem nas derrotas, quando umas e outras devem ser encaradas de forma séria e descomplexada. Isto para quem tiver senso comum e autocrítica e não viver da ansiedade sobre o que a SAD vai decidir. Esses limitam-se a pedir que se faça a reflexão necessária e não se repitam os erros. O costume... Já nas vitórias dizem esperar pelo fim da época para "fazer balanços e fazer as críticas", sob o argumento de que não se deve perturbar o comboio em andamento, dar trunfos ao adversário e condicionar a própria equipa. Vivem de cócoras e julgam-se grandes. Muitos estarão lá esta noite, mas a maioria não. De certeza.
 
Tal como nas contas da SAD e nas contas do plantel, seu número e seus energúmenos, há uma coisa que os portistas conhecem tanto quanto os portugueses face às Finanças e Governança do País: accountability. Dão roda livre a gente que suscita dúvidas e deparam-se com fracassos quando menos esperam, porque não verificaram, não escrutinaram, não exigiram. Esperaram. Foderam-se.
 
Esta época, antes de todos os fracassos acumulados, já era, é a que menos espectadores levou ao Dragão.
 
Quanto ao (ansiado por muitos) Museu, não se sabe.

20 Abril 2014

Em 2011 eram os resquícios da Páscoa e o Porto virava a eliminatória na Luz

Outro golo que não foi «gooooolooooooo» mas apenas (incredulidade) «Ah...»

Realmente, merece o YouTube...
 
O periodismo ou pardieirismo tuga chegou a isto. Acho que nem nas (antigas) rádios piratas depois legalizadas por aí...

Uma dessas (antigas) rádios piratas (anos 80) tornou-se a TSF. No Braga-Porto foi assim (ah, hum, o quê?, como?)...

De resto, ouvindo por exemplo o telejornal da SIC sobre qualquer merda a diferença não é muita. A vantagem é que se vê as caras...

Coisas de que não se dão conta (X)

Há 30 anos foi assim: final da Taça com o Rio Ave (4-1, a 1 de Maio), seguida de um Rio Ave-Porto (0-0, 5 de Maio) que nada decidia no campeonato; final da Taça das Taças com a Juventus (16 de Maio, em Basileia).

Para quem prometia mais 30 anos de vitórias, recuamos a 1984 e vemos que o FC Porto falhou o duplo reencontro com a História. Em 1984, a 25 de Abril, logrou ir plantar um cravo Vermelhinho no Aberdeen que, mais do que sob o comando de um tal Alex Ferguson, era o detentor do troféu (ganhara ao Real Madrid 2-1 após prolongamento em 1983, Gotemburgo).
 
Desta vez foi atropelado pelo Sevilha e deixou-se humilhar pelo Benfica. Nem Rio Ave para o reencontro no Jamor nem a Juventus com vista para a final.
 
Mais: 30 anos de vitórias garantidas por Pinto da Costa, decrépito e sem crédito, começam com a reedição da dobradinha do Benfica, exactamente a primeira desde 1983 quando tinha uma grandiosa equipa que só a Taça UEFA não venceu (perdida com o Anderlecht).
 
Pinto da Costa está de parabéns. Abriu o Museu mesmo a tempo. Hoje pode contemplar a sua obra quando o FC Porto receber o Rio Ave sabendo que o Benfica já é campeão e estará no Jamor.

Coisas de que não se dão conta (IX)

Já aqui evoquei as épocas, pós-faustos vários por títulos em barda, em que a SAD malbaratou, saindo muito caro passe o paradoxo, o trabalho feito. O círculo vicioso de comprar-vender-comprar pagou-se sempre assim mas nunca se aprendeu com os erros cometidos. Os pacóvios, dos simples adeptos a ouros mais afoitos que escrevem sem laivos de autocritica à espera que suas excelências tomem a iniciativa de dar palha a burros, até a jornaleiros e alguns jornalistas, acreditam que após a turbulência vem a bonança. Exemplo, sempre brindado: depois de más épocas foi-se desencantar Mourinho e até AVB. Pois, mas como lembro, Mourinho nem veio directo, andou pelo Benfica e até começou uma época em Leiria... AVB foi um acidente tão feliz quão inesperado e, pelos títulos finais, extremamente feliz. Há quem acredite que a sorte repete-se três vezes, esquecendo as vezes em que se delapidou património competitivo inigualável - mas burro não aprende nunca e jamais chegará a cavalo apesar de trabalhar muito...
 
O ponto é que, quando as coisas correm mal, tudo resulta de montes de jogadores sem categoria. Tornar-se-ia fastidioso enumerá-los. Mas há coisas mais concretas: nas más épocas utilizam-se muitos jogadores ao longo do campeonato, provando a forma errática, até absurda, como cada época é preparada. Após um Penta podia-se comprar Pavlins e Pizzis, Quintanas e Esnaiders, Kaviedes e Ntsundas ou Tsunamis, com comissões em barda a distribuir pela clientela interna, agora de novo na ribalta dos corredores do poder difuso, como em cada época conturbada, do Dragão. Em 2002 foram quase 30 jogadores utilizados e esta época vai pelo mesmo caminho.
 
Para quem considera que os mesmos responsáveis têm crédito pelos títulos somados e experiência pela bitola atingida não se percebe como os mesmos erros se repetem, como se outro círculo vicioso tenha de ser engendrado na roda do êxito-inêxito. A verdade é que certos actos de gestão do futebol deviam dar prisão mas merecem a condescendência dos pacóvios dos aplausos que cegam à luz de um título ou outro. A vergonha está de novo à vista e algum dia o ciclo de sucessos será interrompido com repetidos anos de vacas magras.
 
Como nunca me revi nestes actos de gestão e sempre critiquei apesar dos títulos é tempo de pôr as coisas na perspectiva verdadeira. E não, não acredito que esta gente que delapida património como um Sócrates lunático tenha capacidade para reerguer o futebol portista. A vantagem é que ainda ganharam e lucraram muito, na SAD, ao contrário do Pinócrates que afundou o País sem deixar de perder a vergonha pelo feito e ter o topete de acusar os outros de erros primários e propaganda intoxicante que só tolhe as cavalgaduras do costume.

19 Abril 2014

Coisas de que não se dão conta (VIII)

Não fazia ideia disto, por não acompanhar a formação. Também André Gomes, pelo que vi e em especial no último Mundial sub-20 na Turquia, nunca me entusiasmou. Mas esta é uma acha para a fogueira infernal que foi o inútil projecto Visão 611, cuja cara principal se conhece e onde Luís Castro foi director in chief.

Não chego aqui pelos pasquins da capital, o link explicita o blog BiTri e já escrevi isto na 5ª feira, como toda a sequência de coisas de que não se dão conta (até amanhã!). Portanto, não é ideia minha aproveitar um facto aleatório e casual para querer atacar alguém. Isto foi a actualização necessária face ao que foi publicado ontem na Imprensa. O resto já estava escrito e mantenho: apontar o dedo é a um projecto inútil e a quem o concebeu sem prestar contas pelo vazio obtido. Por acaso, meramente por acaso, Luís Castro já lá estava metido no Visão 611 e a sua postura no plantel profissional principal não ponho em causa nem o seu contributo para um certo reencontro da equipa com o seu futebol: não lhe pedia mais, queria apenas que frente ao Benfica, depois da incúria dos dirigentes que são os únicos responsáveis desta tragédia, o FC Porto desse luta, só falhou na Luz agora e o treinador não esteve também à altura mas não vejo o fim do mundo nisso, antes numa SAD que não responde por nada e pela qual se diz, agora (ontem na capa de O Jogo) aquilo que é uma base do futebol a de escolher o treinador porque depois, se ele for bom, o resto da estrutura não serve para mais nada pois nem falar sabe nem consegue - a estrutura é uma vergonha! Escolheu um treinador de merda e não assumiu a sua própria escolha de merda, o presidente até disse que renovava com ele em 3º lugar, se fosse necessário, na patética entrevista de Janeiro. Portanto, estamos conversados e sobre aproveitamentos de jogadores basta ver que o Hulk andou perto do Olival (Vilanovense) e teve de ir à 2ª divisão do Japão para voltar...

O fracasso absoluto do Visão 611, sem qualquer aproveitamento; origem da actual crise não é, mas solução foi-a muito menos. Desperdiçou-se dinheiro e... talento se havia algum. Até a equipa B já não assegura a liderança na segunda divisão. Os talentos que aparecem (Anderson, James e outros) vêm do nada; o plano ordenado em casa dá casos como Atsu que depois é tratado ao pontapé, tal como outros africanos - mas tivemos de ir buscar o Bah para meter nojo...

Percebe-se que o FC Porto tem talento às cagadas carradas. A SAD foi de vitória em vitória até à derrota final. E não vejo bem como irá reerguer-se. De resto, todas as críticas fi-las há muito tempo e normalmente sem precisar de seguir ondas ou agendas de alguém, antecipei muitos problemas, pus o dedo nas feridas perante a indiferença geral e são muitos agora que pegam nesses tópicos.

Como sempre disse, de resto, Vítor Pereira ajudou a salvar a face de muita gente e a encobrir a miséria que se pressentia no Dragão. Começara pelo vazio do 611, tudo com origem ainda no tempo de Adriaanse e depois com Jesualdo que lamentavelmente não foi aproveitado. Não foram os treinadores nem muitos jogadores: o Iturbe é um mistério insondável mas o Atsu já ajudou a perceber muitas coisas. Só os dirigentes não mudam. O FC Porto não sai do sítio, para muita pena e renitência em ver o óbvio da generalidade da bluegosfera.

O sábio é o que molda o seu saber às evidências. Fartei-me de enumerar os erros crassos cometidos esta época e que alguns vinham de trás. Habituem-se.