25 maio 2015

Entre Carlos Eduardo e Quinzero...

Tal como o clube, dono da Informação, não informou ter desistido de disputar um "Veraniego" na América do Norte, também Pinto da Costa não dá toda a informação sobre a próxima época. Às vezes também é porque não se lhe pergunta, espera-se apenas que diga alguma coisa.
 
Vem a propósito de dois dias consecutivos - uma maré da Nazaré"! - de falares e notícias em O Jogo e no JN. Dá para um ano de silêncio e inacção. Mas deu para confirmar que Bueno e Sérgio Oliveira vêm, como já tinha sido noticiado, além do regresso de Carlos Eduardo, menos previsível ainda que estivesse no Nice por empréstimo e lá conseguiu um raro recorde em França: 5 golos num jogo!
 
Ora, como Carlos Eduardo não foi um 10, muito menos o 20 atribuído a Deco que uns tontos imaginaram, na época passada, fico preocupado mesmo que signifique a saída de Qunzero, inadaptado absolutamente e sabe-se lá se alguma vez será jogador a sério. Confirmar que Carlos Eduardo volta, esperemos que mais maduro, e não perguntar se tal significa a saída do colombiano é nem abanar a árvore a ver se cai mais alguma coisa, é apenas esperar que caia uma maçã e não tirar alguma conclusão ou ideia, já nem digo uma inovada teoria da atracção ou gravitação como Newton imaginou...
 
De Bueno, nem mal nem bueno, não sei e não é algo que suscite interesse. Sérgio Oliveira não parece, ainda e mais uma vez, ter estaleca para ser titular no FC Porto, mas a ver vamos. Carlos Eduardo também não desperta uma emoção por aí além.
 
Pelo que o mais importante é saber se se consegue manter Casimiro e Oliver Torres. Também não acredito que Casemiro fique no Real Madrid, onde volta após empréstimo. E com Ancelotti de saída, o novo treinador não imaginará o percurso que o brasileiro fez esta época. Vou pelo regresso de Casemiro. Já Óli Torres foi muito seguido pelo Atlético e Simeone e dirigentes sempre elogiaram a sua progressão. Vejo mais difícil, mas Pinto da Costa sabe da sua categoria e disse que, tal como Casemiro, espera manter o pequeno produto da cantera colchonera.
 
Também nunca dei por garantida a saída de Jackson. A Liga tuga começa a ser curta para o tri melhor marcador e Jackson ganhou o respeito de todos os adeptos, mesmo dos outros clubes rivais, pela sua estatura profissional e marca de jogador de eleição. Pinto da Costa disse apenas que sairá se baterem a cláusula de 35ME.
 
Bem, admito que Jackson acabe no Atlético de Madrid, onde Mandzukic não ficará e Falcao dificilmente voltará depois de ter-e sugerido uma troca com o Mónaco, detentor do passe do colombiano, se o croata fosse para a equipa de Jardim no Principado. E Jackson+35ME bem valeria a insistência em Oli Torres, ainda que tenhamos de descobrir um goleador e está cada vez mais complicado.
 
Helton fica, era o que faltava e falta saber quem um dia ocupará a baliza, depois de tanto ter-se esbanjado em g.r. de opção e não como titulares, como era e é o caso de Fabiano, claramente sem vida para a função no Dragão, apenas como alternativa.
 
Para já sai apenas Danilo, como se sabia, e é preocupante que dado como adquirido e oficial a sua saída Lopetegui não tenha confiado em Ricardo Pereira em Munique, preferindo uma desastrosa adaptação de Reyes com os resultados que se conhecem e o reconhecimento do erro colossal cometido a substituir o mexicano pelo português com a burrada feita.
 
E não vaticino ou opino mais nada. O futebol é muito volúvel, escasseia informação e ainda se pensa que esta dose de opacidade ajudaria alguma vez clubes em Bolsa...

24 maio 2015

Saber de Comunicação preserva princípios inabaláveis: a lição em Madrid e dupla reprovação no Porto

Em Madrid:
 
Isto é uma notícia, mesmo que não divulgada em Portugal e muito menos pelas pantalhas da parvalheira que seguem o Ronaldo como seguem o Carreira. Carletto não ganhou nada, mas sai (sairá?) com o respeito de todos, parece que menos do presidente desejoso de "Florentinálo" pelas costas.
Não é já uma notícia, seria requentada, mas recuperar o sentimento de inimizade dos mesmos (basicamente) jornalistas em relação a Mourinho que antecedeu Ancelotti e semeou discórdia em todos os sectores incluindo o balneário e zangas com praticamente todos os jogadores de Casillas a CR7 passando até por Pepe que a dada altura saiu em defesa do g.r. "que é uma referência do RM" (sic) já seria algo a aduzir sem problemas - se a Informação tuga tivesse coluna ertebral e por cima algo semelhante a massa cinzenta que não de cimento puro e duro. E, lembre-se, o balneário do RM deseja a continuidade do técnico, mesmo que as estatísticas digam que perde mais do que ganha com equipas espanholas do mesmo gabarito: 4 pontos em 16 possíveis esta época com Barça (1v 1d), Atl. Madrid (2d e uma por 0-4) e Valência (1d1e "agónico" chegando a 2-2 após 0-2 em casa), os clubes de Champions. Também o balneário em contraste com Mourinho que desejava vê-lo pelas costas.
 
Também neste caso os jogadores não olharam aos resultados. Os jornalistas não olharam aos resultados. A educação desportiva e comunicacional é outra. Mourinho criou sempre anticorpos porque julgava que lhe beijavam os pés: vitimizou-se como tuga mal comportado!.. Há muito mais a aprender com Espanha, como sempre digo, do que copiar os templates de alguns jornais mais patuscos (o Rascord quis inspirar-se tanto na Marca, eu prefiro o Ás, que até algumas notícias copiou...).
 
Num dado ponto percebe-se que há comunicação, duas partes entenderam-se sendo tão antagónicas nas suas funções com o treinador A como com o B, mas em que o entendimento falha com outros protagonistas. Quem muda é só o treinador.
 
No Porto:
Parabéns aos Heptacampeões!
Mas...
 

O pasquim informou mal, mas o clube informou pior e a reboque. Faz lembrar o câncro do Robson: não tem, como se dizia há 20 anos, nenhum câncro no estômago, respondeu Pinto da Costa. Pois não, era na região nasal...

Há coisas que nunca mudam no FC Porto: a estupidez institucional de julgar ter o mundo todo contra si mas nada fazer pelo seu mundo associativo e simpatizante, uma crítica recorrente que muitos não aceitam mas preferem o chorinho da vitimização sem verem se internamente algo muda para melhor e estarem sempre à espera que a Virgem apareça.
 
Não há portista que se sinta confortado pela rede de Informação do clube, diria até da própria relação com o clube para quem a mantém e da qual desisti há muitos anos por não aceitar ser enxovalhado em vez de seduzido e desde então tive, e mais ainda este ano, milhares de exemplos para não dar a confiança da minha adesão a um clube que maltrata os adeptos, a Informação que lhes chega e claro, em ultimo caso, o próprio emblema.
 
Volto ao ponto da Newsletter que mal soube da sua anunciada existência disse logo: chega tarde, sai cedo (ao fim do dia de trabalho) e porventura terá de reagir tarde ao que sair nos pasquins do dia seguinte. Já tinha devidamente caracterizado o Torto Canal e não me enganei. O Dragões Diário também não.
 
Este é um ponto, mais uma vez, que confirma a minha tese de total inadequação de meios, gente e saberes do que deve ser uma comunicação de um clube. O FC Porto dá tiros nos pés permanentemente. E nenhum adepto pode ficar tranquilo. Alguns devem ter e sentem vergonha
 
O FC Porto veio informar 6ª feira os seus adeptos de que, afinal, não participará mesmo numa competição para a qual já se sabia o calendário e na qual, em dia de promoção e divulgação, Rui Barros até participou, voando para os EUA logo a seguir ao Benfica-Porto. O site do FC Porto de 27 de Abril tinha a notícia do torneio e dos jogos a realizar no Canadá, EUA e México. A foto do Rui Barros lá, também. E, contudo, quase um mês depois, somos confrontados com a notícia, NÃO DADA PELO CLUBE, de que afinal não há "Champions Cup" na América do Norte.
 
Não é pela competição, que vale o que vale e também não vejo que ir ao México, directos de NYC, estragaria os planos da nova época pois o FC Porto desta vez não jogará o Play-off e entrará nos grupos da Champions directamente.

Poderiam explicar em que atrapalha a planificação ir ao Azteca com Herrera e Reyes nos quadros, o que parecia de todo normal e consentâneo com a divulgação do clube com dois expoentes da selecção tricolor?).
 
Esta asneira do FC Porto é ser forçado a divulgar um facto por força da publicação de uma notícia, mesmo que enviesada pela costumeira clubite. Mas o pasquim fez o seu papel; o clube não! A Newsletter não serviu para dizer que, afinal, o FC Porto não vai porque não gosta e o FC Porto já sabia e nada disse. E não serviu a Newsletter que alguns patuscamente apreciam mas ignoram o mau timing e o ter de reagir atrasado, por ter saído de véspera, para desmentir uma notícia da manhã seguinte (como era previsível), precisando meter um reparo no site.
 
São precisos jornalistas para esta merda? Não, basta serem totós, os charlies e os charlots do costume. Tem lá licenciados e tudo, um deles até passou a vestir a fatiota do FC Porto como quadro para a área do Internacional (vide sorteios da UEFA). 
 
Espanta-me, isso sim, que alguém da tarimba de Francisco J. Marques faça a figurinha que acaba a fazer, pela autoria que lhe atribuem (não sei se assina a coisa). Quando foi anunciada a sua inserção na área comunicacional do FC Porto, creio que para director de Informação, elogiei-a e julguei ser um passo certo na afirmação dos conteúdos informativos e afirmação institucional do FC Porto. Um ano depois dei a mão à palmatória por não ter visto nenhuma mudança e nenhuma diferença com a presença do Xico que conheço há muitos anos e com ele trilhei várias das sete partidas do mundo e das coisas da bola.
 
Não espanta, porém, ver um jornalista sabedor e até prestigiado, como sempre vi o Xico, perder a educação e exemplar formação como elemento da Comunicação e os princípios sagrados que não podem ser manietados ao trabalhar para um clube - em geral os clubes aproveitam patos-bravos e não catalogo o Xico nesse painel.
 
Há dias, tomando em conta, de novo via terceiros porque não sigo directamente nada de onde nada (comprovadamente, como se confirma) espero obter (site e panegíricos do FC Porto aí por blogues da treta por muito amigos que sejam), também foi má a forma como a Dragões Diário reagiu - invocando até o bloqueio de Cuba em vias de terminar - às pás e picaretas que, com piada e com civismo, alguns adeptos mimosearam os jogadores antes do primeiro treino da semana, tendo depois a resposta adequada - e que aqui antecipei por ser esse o meu sentimento - dos alegadamente visados Superdragões.

A chamada de atenção feita aos adeptos ou a ironia (têm direito) destes pelo seu desapontamento: qual delas seria subscrita pelo jornalistas Francisco J. Marques no Público ou no JN, ele que também não se poupava a criticar o FC Porto apesar da sua afeição? Quase apostaria os meus tomates em como ele subscreveria como piada oportuna e realçaria o civismo da ocasião a atitude nada desrespeitosa dos adeptos. Mas se teve de ser ele a chamar a atenção e a evocar Cuba sabe-se lá porquê, pois teve a resposta, todos viram, no jogo com o Penafiel.
 
Nesse episódio, os Superdragões reagiram bem, ao que li. A SAD espera só que os adeptos batam palmas? São os adeptos que percebem faltar "ADN de portismo à flor da pele" aos jogadores (e mesmo à SAD cada vez mais distante das bancadas)? São os adeptos que esperam melhor informação do clube e para a qual vão percebendo ter mais educação na função do que os supostos profissionais, muito bem pagos, colocados amigavelmente nesses lugares que, afinal, nada dizem. Os adeptos vão percebendo que há distinções incompreensíveis e promoções internas inconcebíveis a não ser por amiguismo e até nepotismo. Como nunca veremos accionistas, patrocinadores e outros "amigos do croquete" encherem as bancadas, têm de ser alguns 16 mil a garantirem gente no Dragão. E isso os adeptos são os únicos a cumprir, não são totós nem charlies nem charlots.

Enfim, mais um episódio de atavismo interno de quem julga ter o rei na barriga e pensa estar a falar para cubanos ou norte-coreanos. Um episódio que cava a distância associativa - desta vez nem assobiativa - para quem perdeu a ligação à terra. Uma marca deprimente do FC Porto avesso aos ventos da mudança e enredado nos seus miasmas estruturais que muitos adeptos até pressentem mas, venerandos e submissos, custa-lhes admitir mesmo sofrendo sempre cada soco no estômago.

Se preferirem sempre matar o mensageiro, ficam com a Informação cubana ou norte-coreana que é a que merecem. Por isso a Imprensa do Porto definhou, por falta de compradores e de leitores interessados e intervenientes. O portismo instalado manieta o clube. É o que é.

23 maio 2015

A curiosidade insólita ao arrepio da regularidade alarmante do campeonato

O campeonato da pouca-vergonha encerra hoje com praticamente nada para decidir, fora a pendente questão do 6º lugar que tem Nacional, Marítimo, Belenenses e P. Ferreira na liça e uma vaga europeia em aberto mesmo que para começar a nova época muito mais cedo por causa das qualificações da Liga Europa.

E depois de tantas interrogações, tantas antecipações sobre o que sucederia, tantas coisas bizarras numa época com fenómenos dignos do Entroncamento, eis que um adversário do Benfica pode enfrentar o campeão sem jogadores suspensos. Não, não me refiro ao Monterrey que vai inaugurar o seu estádio a 2 de Agosto e cuja Imprensa local destrata o clube local e o clube convidado como nesta capa do "Afición" - com o cume de lhe diminuírem, ainda por cima, uma estrela!...

Nada melhor, em sequência, do que rematar o campeonato para canto sem uma supervisão e muito menos a garantia da Verdade Desportiva ao passo que se critica o excesso de zelo policial na festança bêbeda de um título claramente manietado pela Máfia instalada da bola tuga. Incidentes fora do campo e fora de horas que não mereceram um ui nem um ai de reparo, suspiro, condenação ou instrucção disciplinar e siga para bingo- Também o que foram fazendo aos desmandos do Jesus na terra ao longo destes anos e ainda dele no ano passado precisamente em Guimarães e com um polícia também envolvido e sempre com o Benfica de permeio mais a sua inimputabilidade e imunidade, pelo que isto é só mais do mesmo "o futebol é um estado dentro do Estado" tão em voga há uns anos e agora convenientemente guardado na gaveta como o socialismo da treta.

E Liga, FPF, Arbitragem, como diria o Oliveira a propósito de carimbos, jogadores fraudulentamente inscritos e "estive envolvido na maior fraude do futebol" (caso N'Dinga), "caladinhos que nem ratos"!...

Nem de propósito também, há um Gil Vicente-Belenenses, que pouco decide. Mas em 2006 ou 2007 levou, de novo por má inscrição alegada do jogador Mateus, à despromoção gilista na secretaria depois de o 1-0 final ter ditado a descida do Belenenses no campo mas salvo na secretaria pela Cunha Leal que deu outras manigâncias - e em 2005 um título escabroso ao Benfica! - no palco fértil da podridão do futebol tuga. 

Porreiro, pá!

22 maio 2015

Jackson não quis despedir-se como Danilo faltando só as enxadas para a SAD

Danilo culminou mais uma actuação dedicada e extrema de abnegação com um golo nos instantes finais do último treino do FC Porto antes das férias. Jackson ainda teve tempo, mesmo assim, para corresponder a um dos raros bons cruzamentos de Quaresma entre os momentos em que o seu desacerto o revoltava contra placards e postes que não tinham a ver com aquilo. Parecia que Danilo, oficialmente de saída, teimava em despedir-se com elevação e acerto. O outro ponta-de-lança, Aboubakar entrado para o lugar vago do desaparecido Brahimi, tinha marcado um golo subtil numa desmarcação inteligente a que a sua capacidade técnica não corresponde inteiramente e aprimorou uma assistência com passe de ruptura que quase nunca entra, muito menos na área e com uma defesa plantada por parte do adversário em autocarro de duas linhas. Foi Aboubakar a destacar-se, enquanto Jackson falhou o inimaginável de cabeça a meio da 1ª parte e esbanjou clamorosamente o último sopro de vida que Quaresma lhe concedeu. Pior do que Jacskon só mesmo o Brahimi que ainda fez pior mais perto da baliza e já a sentir tanto o intervalo quanto a chegada das férias em que entrou desde o regresso de África em Fevereiro.
 
Uma noite surreal no Dragão a que acorreram uns 16 mil estóicos para não aplaudir, entre eles meia dúzia das claques que primaram pelo silêncio em geral e a ironia em particular, dispensando pás e picaretas e outras ferramentas de trabalho sério e duro que a absurda e apática SAD terá de usar para desenterrar uma equipa ganhadora durante um Verão quente e já marcado pela idiotice da mal explicada ausência de uma competição amigável mas de relevo internacional a que (a SAD) teve de sair, forçada, a terreiro para nada dizer. Nada dizer, nada fazer, nada protestar, nada mostrar, nada indicar para o futuro a não ser o atraso institucional e comunicacional a que se deixou remeter. Foi a ela, a SAD, que o silêncio, os assobios concertados por alguns minutos, o virar de costas à espera que os administradores, os patrocinadores e os accionistas encham bancadas cheias de cadeiras vazias, tudo foi dirigido. A pasmaceira do último treino com cariz oficial de competição condiz com a estupidez instalada nos corredores longe do balneário em cujas cercanias parece não existir vivalma.
 
Dois parágrafos que resumirão a noite patética e o fecho de uma semana que ridiculariza o FC Porto e enche de vergonha quem se sente portista: os adeptos e alguns jogadores, mesmo entre aqueles que se despediram - emotivo adeus de Danilo! - ou estariam em vias de fazê-lo, mas Jackson deve querer repensar ficar para continuar a falhar ridiculamente tanto quantos os que costuma marcar brilhando intensamente.
 
Mas uma nota, ainda, no fim: se José Angel foi sempre certinho, raramente comprometendo, e já nem comparo ao Quinzero que esperemos tenha assinalado condignamente a despedida sem saudades, como é ou para que é que Lopetegui o preferiu em vez de Alex Sandro senão para comprovar a inutilidade do esforçado mas limitado lateral espanhol (à imagem de Campãña, como já salientei noutra ocasião)? O Projecto 611 falhado com a cara de Antero Henrique, um chico-esperto ex-amanuense de escrita na revista que ninguém lia mas paulatinamente chegou a soba do regime pintista, não produziu um jogador de jeito para a equipa principal e nem uma amostra de um lateral-esquerdo tuga que não é possível ser inferior a Angel? Tal como a história macabra de encontrar 3º g.r. alhures sem se aproveitar tantos que passaram pelas camadas jovens?
 
Numa época de tão grande vazio, saber que meia equipa titular pode partir mas que meio plantel de pouco serviu é avaliar o trabalho inqualificável da SAD em prospecção e projecção para exponenciar uma equipa que prima só em falhar. A cara e a inacção dos seus responsáveis a quem eram dirigidos os civilizados protestos a que faltaram as enxadas para cavar a sepultura de uma cultura de desperdício e snobismo burgueses onde vão sendo enterradas as esperanças de recobro do que foi um clube de trabalho identificado com a cidade.

Há 4 anos, alguém se lembra?

Neste dia, em 2011, o FC Porto chegava ao Jamor com um campeonato ganho só com 3 empates concedidos em 30 jornadas e uma Liga Europa disputada de fio a pavio ganha com um voo de Falcao em Dublin. Para compor o ramalhete, uma goleada das antigas e James a marcar 3 golos o que já não sucedia há 30 anos na final da Taça de Portugal. O V. Guimarães foi desbaratado com 6-2 e a época de AVB ficou como uma das melhores de sempre.

Hoje fecha-se um campeonato triste e vigarizado, em que o FC Porto aceitou fazer o papel de bobo da corte, deixando-se a dado ponto emudecer pelo politicamente correcto discurso em vigor até perto do fim.
 
Pode ser a despedida de Jackson com mais um título de melhor marcador, o terceiro em outros tantos anos de Liga tuga em que logrou um título de campeão, um 3º lugar da temporada finda do experimentalismo patético de uma SAD à deriva e um 2º posto desconsolado desta época na senda do aventureirismo, necessário face ao descalabro de 2014, que trilhou mau caminho e deixou uma época sem troféus pela primeira vez em mais de 30 anos.
 
Pode ser o sinal dos tempos, pode até apanhar alguém esquecido, um parolo deslumbrado com certeza, mas deveria reflectir.
 
Porque em 2011 iniciou-se o ciclo de outro tri, um tri condimentado por mais dois títulos e só uma derrota e sabemos bem como houve paixão com o galo de Barcelos.
 
Em 2015-16 pode iniciar-se outro ciclo de tri, mas sem campeonatos ganhos.
 
O declínio é evidente, já perceptível após o Tetra com Jesualdo Ferreira e a desconsideração pelo treinador que soube ser grande sendo antes ter sido campeão como técnico principal. O resgate casual com AVB teve o martírio insuportável de um Vítor Pereira bicampeão escorraçado por grunhos e desvalorizado também pelos mesmos da Administração.
 
E, contudo, não parece fazer sentido qualquer paralelismo.
 
A não ser, voltando a James, um paralelismo a modos do grunho do Carvalho que desconfiava dos 60ME de James e hoje, despudoradamente, avalia apenas potenciais talentos leoninos com uns pornográficos 60ME e sem se rir nem ninguém fazer ondas, quando vimos James numa época formidável mesmo sem ter ganho nada no Real Madrid mas carregando o melhor que o campeão europeu teve durante a época.
 
Não se esqueçam, enfim, que falamos sempre do FC Porto. Que hoje, sabe-se lá com quantos adeptos desencantados, se despede com o último, o Penafiel, com o qual há 10 anos, no seu estádio 25 de Abril, se abriu o ciclo do Tetra que Jesualdo soube prosseguir mas deixou Adriaanse, o revolucionário maluco, pelo caminho, ainda de novo tiro ao alvo de uma SAD que abateu todos os treinadores vencedores e acaricia os perdedores porque por eles é responsável máxima.

Dia de despedida deve ser também para Olegário Benquerença. O árbitro que só queria ser profissional se pagassem bem o suficiente para ter de aturar os nomes dados à sua mãe e às virtudes da sua vida particular ainda há dias se baldou de um jogo qualquer em Arouca. Já acabou a carreira internacional e dificilmente tem mostrado empenho em manter-se por aqui mais uns tempos. Não se perde grande coisa, pois nunca foi bom árbitro embora pudesse querer mostrar independência ainda que sem firmeza e muito menos convicção nas suas decisões. Mas sem dúvida que os que ficam são do pior.

21 maio 2015

Forma de campeões e tourada de informações

ACT: Tudo bons rapazes. Aqui sobre a vítima de quem se fala... Será verdade? Bem, o JN, vi esta tarde, diz que não, houve um detido no Freamunde-Leixões mas será outro, quiçá um primo ou primata...


Depois de todo um campeonato com arbitragens absurda e exclusivamente a favor e marcando a campanha do Benfica a encarnado vivo, mesmo com o FC Porto a cometer erros de principiante, literalmente, que lhe custaram o título pelo menos desistido precocemente, sem dúvida que os festejos e eventuais alegados excessos e algumas tropelias ariscas de gente de boa inducação caiu que nem ginjas para abrilhantar a faena. Algo que se repartiu por vários dias, inversamente aos erros dos jogadores camuflados da APAF. Veja-se a unanimidade dos pasquins generalistas de ontem, todos a focarem a Polícia e sempre de ângulos diferentes, como se fosse a Polícia a provocar desacatos, a queimar casas de banho (?) a arrombar compartimentos e assaltar lojas ou, na rua, a vandalizar tudo e até a Polícia...

Deste último aspecto há uma curiosidade: não foi destaque a prudência da Polícia ao desaconselhar a "festa" dita do Marquês. É curioso, porque cada vez que mete a Polícia é normalmente o Benfica em causa. O Benfica, já dentro do seu estádio, desautorizou a Polícia lisboeta várias vezes no tocante a organização de jogos. A Polícia local, através de um superintendente, que chamava "aquela gente do Norte" aos adeptos do FC Porto que arribassem à capital da pouca-vergonha. A Polícia local que teve uma superintendente chamada à atenção por não perceber nada daquilo quanto a perímetros de segurança num jogo de alto-risco.

Quanto a destaques, informativo era falar do Ano I depois da Troika, essa malvada, galdéria, estouvada que nos atormentou 3 anos+1 ano já sem cá estar. Assim por alto não dei conta de nada nos pasquins e só ouvindo na rádio, casualmente, o debate quinzenal na AR ouvi falar dos progressos de Portugal 1 ano após a Troika. Eu até acho que isso da Troika parece que foi ontem e, se calhar, que ela devia permanecer mais um tempinho, mas quem a chamou e negociou o MoU que agora faz por esquecer - a venda da TAP ali contemplada, por exemplo, entre cortes e austeridade definidos pelo prisma socialista de ser bom para todos, segundo a comunicação "Ó Luís, estou bem assim?; ou assim?" do PM que depois achou que o (actual) Governo devia "tirar-nos da situação em que nos meteu" - calculou bem o tempo para a Troika não ser empecilho, quatro anos depois, para enganar os pacóvios que votam pela ideologia e a socialidade socialista...

Também só é Charlie quem quer e normalmente são os Charlots desta vida. Porca miséria. E, afinal, mesmo não gostando de quem é, Portas tinha razão há um ano ao assinalar a saída da Troika. Um ano depois continuo sem saber se deve ser celebrado ou lamentado. Tivemos um período em que forçosamente nos conhecemos muito melhor uns aos outros. E como esta choldra é, se comporta, reage e se vitimiza.

Tal e qual como nos vândalos da bola, nos pilotos da TAP e nos FP que não queriam a Troika mesmo sendo ela a arranjar o dinheirinho para manter a vidinha e o emprego por precário que fosse. Veja-se a Grécia, aquela imagem com que nos condenavam a olhar ao espelho. Ah, a Grécia, a espiral, a recessão, o forçoso novo MoU, a crise, as exportações, o consumo, a confiança e, claro, os mercados, esses malditos que deixaram Portugal a flutuar e parecem condenar a Grécia às profundezas de uma Atlântida.

Entretanto, o Observador com méritos que tenha e tem, também fez um ano, sem Troika, mas não assinalou a saída da Troika, foi ouvir um maduro que já foi Bloco, Avante, Força, Podemos e o que se queira chamar. Isto pega-se ou é mesmo assim por ser estúpido?

 
Uma tourada completa digna dos forcados amadores a puxarem o rabo do animal que Vi-te ó Pereira tão ciosamente nutriu toda a época. E a idiota Imprensa descredibilizada a precisar de uma Troika e ajuda dos mercados anda em guerras de alecrim e manjerona caminhando alegremente, ela sim, para o abismo. Como diria o chamador da Troika, damos um passo em frente...
 

20 maio 2015

Depois do frete, «a lavorare»


O frete do Restelo foi inadmissível, com as consequências que se sabem. Daí que o "convite" a trabalharem a sério mostre aos futebolistas que não cumprem o seu dever profissional de defender a camisola até à última gota de suor e o emblema até onde for humanamente possível alcandorar seja bem feito. Os italianos costumam cantar ?a lavorare, andate a lavorare, a lavoraaare, andate a lavoraare».
 
Depois das cenas costumeiras de pancadaria, violência, roubo, vitimização, indignação parvas pelos do costume, dentro e fora do estádio em numa zona central de uma cidade a 400kms de distância do palco do jogo truculento e feioso do género também habitual, mais o coro de virgens ofendidas dos charlies e dos charlots, a acção dos adeptos do FC Porto caiu bem, além de atingir o alvo: a alma dos jogadores.
 
E a SAD também não sai ilesa de responsabilidades, obviamente. 6ª feira vê-se o ambiente com mais cadeiras, mas não pelo ar, ou mais adeptos, quiçá dispostos a assobiar?
 
São os adeptos, e não os accionistas e muito menos a SAD transitoriamente instalada, ainda que há muito tempo e com laivos de monarquia institucionalizada, quem mostra o que é ser FC Porto. Poucos, bons e correctos vs. feios, porcos e maus.

19 maio 2015

Lopetegui - ano I

Acredito que Lopetegui seja para continuar, nem faria sentido outra coisa tomando o exercício da sua entrada com projecto para 3 anos. Lopetegui mostrou bons princípios e a meio da época até questionei a sua educação/formação e forma de estar no seio deste truculento e desonesto futebol tuga. Trocar de treinador, embora no futebol nada seja garantido e sabe-se lá que parte estica a corda e impõe condições (lembre-se Adriaanse!), seria mais um ano de recomeço. O próximo, com o basco ao leme, será o ano do relançamento, passada a aprendizagem acelerada e aos solavancos.
 
Lopetegui, no ano zero, cometeu erros mas eram próprios do contexto em que aterrou, refazendo uma equipa; mesmo com muitos jogadores ditados pelo seu gosto e conhecimento, não era líquido que resultasse. Sempre é melhor ter um Tello que um Licá. Já duvido que Campana seja válido acima de alguns valores da casa que entretanto foram saindo, lembro Castro que não caindo nas minhas preferências sempre tinha a cultura da casa e não é inferior ao espanhol. Podemos questionar a validade de algumas contratações, do g.r. ao lat. esq. que nem brilharam nem comprometeram. Essa relação custo-benefício não foi má mas para o mesmo, não se destacando por aí além, chegam produtos nacionais se não forem inflacionados.
 
O problema é que a tónica despesista acentuou-se e o modelo de negócio de comprar-vender tornou-se porta giratória por onde escapam milhões sem que o clube/SAD fique saudavelmente situado. A antiga suspeita de bolsos cheios nunca ganhou tanto como agora...
 
Resta saber se Lopetegui vai ter o plantel em 2015-16 aproximado ao de hoje, sob pena de reconstruir com bases falíveis e não na senda da continuidade como era norma no Dragão.
 
A senda da descontinuidade assumida esta década é da responsabilidade da SAD. Que nem os seus técnicos valorizava, vide Vítor Pereira e mesmo AVB embora este saísse pela sedução do dinheiro, o que é tão válido para ele como para a Administração sendo que esta, ficando ao leme, tem de mostrar títulos que paguem os seus serviços. Esta é uma lógica que os adeptos insistem em não compreender, pensando que são "o clube" e não os apartados do negócio que só passa por eles para irem ao estádio e pouco mais. Também é apropriado para quem tanto se alheia do clube à margem das quatro linhas e exige pouco, quase nada, aos administradores. Uma letargia nas bancadas é o que não faz falta ao FC Porto, sob pena de terminar a década a perder troféus ao modo de começar o milénio com três anos a seco no campeonato e decerto então com equipas bem melhores do que a actual mas que, potenciada por um treinador a sério, viriam a ganhar tudo e do mais importante que há.
 
A gestão do futebol teve um balanço positivo nas receitas, com a Champions cheia e mais a caminho pelo incremento dos prémios na próxima época, sendo previsíveis uma ou duas vendas no defesa. Que ao menos sirva para estabilizar a equipa e pensar "desportivamente" nos troféus a ganhar mesmo em 2016.
 
Já quanto à continuidade de Lopetegui, decerto o treinador aprendeu o meio em que (sobre)vive o futebolzinho tuga. Já conhece a Imprensa, já conhece os campos, já conhece as rivalidades, já conhece os árbitros. Já não vai precisas de fazer tanta rotação no início, sendo que a vantagem da rotação vai até ao fim e a quebra portista dos últimos jogos teve também a ver com a falta de rotação de forma a explicar a ausência de alternativas e a persistência em jogadores gastos e que pouco deram, como Brahimi e Herrera. Mesmo Oliver, se ficar, tem de verticalizar mais o jogo e faz falta um médio, dois de preferência, que só pensem na área contrária.
 
Na área contrária temos a dúvida maior de Jackson, um valor enorme que se perde neste mar de gastos supérfluos que, muito à semelhança da época passada, não potenciaram a valia imensa do colombiano. Sexta-feira, com a antecipação do jogo com o Penafiel para encher calendário e talvez permitir-lhe uma época de mais golos na Liga e o terceiro título de artilheiro-mor, será um dia de despedida do Cha Cha Cha, seguramente, o que reabre a questão do ponta-de-lança que Adriãn López não é, como 9 de área, e o jogo de posse e extremos em 4x3x3 de Lopetegui não admite outro cenário, sendo Aboubakar muito verde ainda.
 
Para Lopetegui será, então, o ano de afirmação, corrigindo os seus erros a não ser que a teimosia o leve por maus caminhos e aí não cumprirá o contrato à falta de títulos.

18 maio 2015

2 no Nacional+2 em Belém

Apesar de seguir, enfastiado, o péssimo jogo do FC Porto em Belém, via Twitter, dando conta do meu desagrado desde o início e com o incómodo de nem o frouxo golo de Jackson me suscitar algum entusiasmo, não consegui por diversos motivos actualizar o blog para pôr os pontos nos ii. Genericamente, dizia, o FC Porto roçou o ridículo (ainda com 0-0), o 0-1 foi fortuito na concretização apesar de o FC Porto assediar a baliza do Restelo mas com o Belenenses a criar mais oportunidades de golo na cara de Helton inclusive; e era claro que, mesmo a perder e refugiado no seu meio-campo quando devia lutar pela vitória que lhe abrisse um lugar europeu na tabela, o Belenenses iria incomodar os pategos médios portistas.
Hernâni voltou a mostrar que pode ter muita vontade, e mais corrida, mas é demasiado mau tecnicamente para resolver no 1x1 (uma vez na área azul) e numa ocasião em que podia sair em contra-ataque a aproveitar a sua velocidade deixou morrer o jogo e tocar a bola para trás.
Esta falta de decisão e empenho demonstram, mesmo num recém-chegado, o ponto de não retorno do FC Porto, porque é extensiva a todos os médios em que se pode incluir o ex-vitoriano sendo um flanqueador/extremo. Porque a linha média do FC Porto não só passou a 2ª parte a jogar para trás e para o lado - o Belenenses a perder continuava refugiado no seu meio terreno - como quando tocava a bola no meio terreno do Belenenses era patética e estapafúrdia a eficácia de passe dos médios portistas.
Não é que fosse esperado o golo do empate, mas sendo a equipa portista incapaz de se galvanizar sabendo do resultado empatado do Benfica em Guimarães não era admissível deixar cair a dinâmica frouxa e a intensidade de jogo inexistente - prova de perdas sucessivas de bola no 1x1 mesmo com Evandro em campo - para deixar fugir mais uma vitória que, somada à mesma aselhice do jogo com o Nacional depois de o Benfica ter perdido em Vila do Conde horas antes, demonstra como o FC Porto entregou os pontos e o título.
Uma vergonha, leio agora na última página do JN, a motivar a ida de umas centenas de adeptos, alguns vindos do Restelo, para apupar os jogadores na chegada ao Dragão.
Continuo a achar que a pasmaceira de uma SAD paquidérmica e anquilosada é a responsável pelo descalabro desportivo do FC Porto em risco de se acentuar mais na próxima época.
A obrigação de lutar até à última jornada não foi cumprida e era o mínimo exigível. Eu pelo menos não acreditava na conquista do campeonato, atendendo à formação da equipa e a inexperiência global patentes desde o início da época, a que se somaram uma inusitada quantidade de resultados forjados pelos árbitros. Mas exigia e esperava que a equipa lutasse. Não lutou. Traiu-se a si mesma. Não é digna de aplausos. Merece o vexame. Porque se entregou sem lutar. Perdeu.
Como a falta de ambição, de decisão, de expressão, toda a tristeza que marca a actuação institucional do FC Porto está espelhada na equipa. E este mal-estar não é de agora.
Em cada campeonato vou sempre lembrar-me de Vítor Pereira: percebeu bem que a "estrutura" não é o que dizem dela e não merecia os adeptos que tinha no seu encalço. Para mim ele sai sempre a ganhar. E talvez seja altura de guardarem no Museu um lugar para o último treinador campeão pelo FC Porto. Mas isto também já digo desde que ele cá estava.

16 maio 2015

Fará dia 21 seis meses...

Sai mais um livro de Sócrates (anteontem), mas sem ser ele a escrevê-lo. Nem é "de", é "sobre". Dele tivemos "O menino de oiro do PS" nem sequer escrito por uma assessora oficial  do partido mas por uma jornalista da rádio oficial do Estado, Eduarda Maio, o que não causou engulhos nos charlies nem nas charlots.
 
Convém avisar os mais distraídos para não irem pedir uma dedicatória a Évora. Pinto da Costa poderia ser tentado a retribuir uma cortesia que o ex-Primeiro-Sinistro fez ao lançamento de um livro que prometia mais 31 anos de vitórias em cima das conseguidas em 31 anos. Estes projectos de poder e de garantir vitórias são tramados.
 
Há trocadilhos complicados. Tortura, por exemplo. Se servir para acabar com os reumáticos pindéricos que aí andam será um serviço público. Por falar em serviço público nunca prestado...
 
Vai cumprir-se meio ano da detenção e prisão. Portugal mudou muito em seis meses. Embora não tanto como devia e podia. As forças de bloqueio, o sócretinismo instalado, as "instituiçlões políticas e económicas extractivas" que sugaram tudo da sociedade em proveito de uns poucos, esse Portugal ainda não acabou. E estas notícias confirmam-no, enquanto PGR andam a discutir livros e viagens prontamente reveladas num telejornal subserviente, o penico do poder. Estrebucha e por ele tivemos de pagar mais 23% acima do que se passou em 2013 pelas PPP. Era uma festa. É um desastre.

O que acho delicioso e revelador é isto que o grande público nunca sabe nem imagina - até alguns jornalistas, como Henrique Monteiro do Expresso e o próprio José Manuel Fernandes hoje no Observador mas então no Público, denunciarem o crápula que perseguia jornalistas e não só com os capatazes do PS, muitos deles do Porto como o sinistro Santos Silva e o pacóvio Sousa Pinto ou mesmo o novo edil lisbonense Fernando Medina:

"Luís Bernardo tenta tranquilizar o chefe. Arquitectara um plano de damage control. Nesse dia irá, juntamente com o seu colega de assessoria David Damião, fazer uma ronda telefónica pelos directores e editores dos principais jornais, estações de rádio e de televisão, a sensibilizá‐los para a alegada «falta de credibilidade» da notícia do Público – tem de se evitar a todo o custo a formação de uma onda informativa imparável que, a verificar‐se, poderá ser ruinosa para a já pouco católica imagem pública de Sócrates.
A tarefa, quase impossível, é parcialmente conseguida. As televisões não pegam no caso e, entre os jornais, só o Expresso o começa a investigar".

 

Mas a queda começou na altura da sua ascensão. Pena foi ABC, o professor António Balbino Caldeira no seu blog "Do Portugal Profundo", ter esperado a entronização do PM para lhe atazanar a vida sem parar.  Só dois anos depois o Público pegou, jornalisticamente, na história, sem remeter para a fonte de todas as informações. Nunca se retractou. E a bola de neve cresceu a amedrontar o que passou a ser Primeiro-Sinistro mas sem alguma vez pará-lo. Até ao abismo incontornável que cada vez mais o deixará isolado como o 44 de Évora. Mas esta peça do "Observador" só toca na parte jornalística do Público, sendo que tudo já estava escarrapachado no blog de ABC. Menos estas escutas actuais trazidas a público aqui.

Por acaso faz hoje 31 anos da final perdida de Basileia com a Juventus. Felizmente houve muitas vitórias e nem todo o passado é mau. Mas o futuro preocupa com o que pode vir aí. O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente (Lord Acton).