24 abril 2015

Troika interna merece bandeira da Internacional



Ideólogos e defensores da limpeza informativa como se OCS não fossem já domesticados (feitos charlots armados em charlies)
"Mas há aspectos positivos. Em tantos meses o CAA passou a comer menos e a perder quilos enquanto se redefine de ex-liberal a feroz defensor do estatismo, pior que dúvida existencial. A Inês artista já não tem viagens pagas a e de Paris :) o que é um prosaico cartão de visita
Já o patético Telmo Correia, não admira andar nisto por duas coisas:
1) depois de enterrar Eusébio no Panteão, amordaçar a CS é digna de outro benfiquista truculento-esquizofrénico
2) o famoso Rui Grunho da Silva, aka ex-parlamentar vociferando contra a liberdade de MRS a quem impediria simplesmente de falar.
Em traços gerais é isto :)"
(comentário meu no Blasfémias)

No "24 de Abril" não havia disto!

Um dia quis vasculhar o livro de Francisco Louçã e Cª "Os Donos de Portugal". É uma peça de história. Comprei. Registo. Fora as diatribes ideológicas às quais só alguns tolinhos dão atenção e garantem votos.
 
Hoje é isto. Já se sabia. Os donos estão lá fora. Muita coisa desapareceu. Alguma foi ficando, transformada contra tudo e contra todos. As OGMA, por exemplo. Mas a TAP tem de ser dada, seja como for. A RTP idem. Transportes ibidem. Eles não acabarão. A mama de uns sim. Agora é isto.

22 abril 2015

Passada a tormenta

 
É cair na realidade. A maldita TSU parece que, afinal, vem açucarada de virginais virtudes. Os salários da FP, que uma deputeda chucha garantiu na AR que seriam respostos na totalidade mal a teta fique ao alcance dos chuchas certos, não serão devolvidos senão em tranches, mais 10% menos 10%. O creximento vai avançar e já estou a ver o novo combóio japonês a 600km/h em vez do vetusto TGV. A populaça já se baba de gozo.
 
Se o FC Porto não põe um travão no delírio "consumista" do desenfreado "mercado interno" a "puxar pela economia" como a BMW e a Opel pelo Bayern, estamos feitos ao bife. Ah, mas do tenro, que os pobrezinhos andam a passar fome...

We'll always have Viena!


21 abril 2015

A dura realidade dos meninos de fraldas

Já se sabia que os centrais são lentos e Fabiano treme enormemente. Até ao 4-0, dos 14 aos 36 minutos, três dos golos do demolidor Bayern podem ser assacados às ineficiências reconhecidas nesses pontos nevrálgicos. Thiago Alcântara não pode marcar de cabeça naquele local e Fabiano reagiu tarde e mal aos 2-0 e 4-0, com o 3-0 surgido de uma jogada de toque que é um hino ao futebol.
E como vejo o Bayern há mais de 40 anos, revendo até o equipamento original desses tempos de lançamento europeu, não esperava outra coisa que não um vendaval de futebol como foi sujeito o FC Porto mal plantado e sem estratégia clara para conter os danos. Bastou aquilo tudo mal lançado desde o início. Em parciais, o FC Porto ganhou duas partes (2-1 e 1-0), empatou uma (1-1) em Munique, e perdeu 5-0 noutra. O suficiente para destroçar qualquer um. A eliminatória não teve 180 minutos, nem 135 até ao intervalo de hoje. Teve 45 minutos apenas. Maus.
 
Só Rúben Neves entrou bem no jogo, ao intervalo. A colocação de Reyes a lateral-direito, sempre em dificuldades pela falta de ritmo e de adaptação para mais frente a um tecnicista de bola no pé como o marcador do golo mundial de 2014, Mario Goetze, foi um sinal de que as coisas iriam correr mal. Tuitei e pensei que RQ7 iria ajudar a defender e ainda ajudou, mas a equipa não saía de trás. Guardiola aproveitou-se desta vez das debilidades portistas na defesa. E Lopetegui voltou a perder a aposta no futuro: se Danilo vai para o Real Madrid e Ricardo Pereira é a opção natural, não apostar nele num jogo destes é mostrar não confiar no jovem também ele adaptado a defesa mas mais natural do que Reyes. E trocar Reyes por Ricardo aos 20 e tal minutos é o reconhecimento do fracasso, já com 3-0 no papo. O Bayern jogava entre linhas, trocava e subia, mudava e insistia, apertava a área com uma tenaz. Deu festival. É normal. Bayern, feiern (festejar em alemão). Mais uma rodada para a mesa bávara.
 
O 3-1 do Dragão enfureceu os bávaros, como era de esperar, depois da tempestade interna causada pela fricção e demissão do departamento médico. Em tão pouco tempo os alemães recuperaram uma condição física invejável e jogaram sempre de frente para a baliza, o que seria impensável mas revelou a fragilidade e falta de entendimento do meio-campo permeável e desunido. Com Brahimi mais uma vez fora do jogo (desde o regresso da CAN), o apoio a Jackson foi inexistente e sem um remate à vista o FC Porto chegou ao intervalo a ameaçar sofrer a maior goleada da sua história na Europa. Os médios nunca se entenderam e sempre mal posicionados e batidos em velocidade e tabelinhas tornou-se imparável a onda germânica e a defesa é que sofreu.
 
Os alemães também sempre me habituei a vê-los reagirem assi,. Especialmente o Bayern. Enfurecem-se até em público, põem os pontos nos ii, não evitam sequer declarações bombásticas, amiúde são as estrelas do passado, como Rummenigge e Beckenbauer, a zurzirem sem piedade nos jogadores e a não admitirem fracassos como o que se adivinhava. É assim o Bayern, sem meias medidas nem paninhos quentes. Um vulcão permanente. Mas que na hora da verdade, normalmente, responde assim. Dá a cara em público. O seu público reconhece-o. O FC Porto sofreu uma lição para a vida. Acabou 6-1, mas mais vale ser com o Bayern do que com o AEK Atenas (lembro-me em 1978 de a ligação via rádio não funcionar e quando ligaram da Grécia já estava 3-0 aos 20 e poucos minutos também...).
 
A dura realidade competitiva é esta. Lopetegui falhou na estratégia e nas opções. Brahimi não rende. Os centrais não melhoram. Fabiano, claramente, não tem a categoria de Helton. Dediquei umas linhas ao assunto aqui há tempos. Faltaram os laterais, mas iria ser sempre difícil. O pior é que Ricardo já está amaldiçoado para o futuro, tal como Reyes. E Lopetegui falhou aí também. É certo que a próxima época será outra época, mas a actual pode começar a ser mesmo perdida no domingo. Um resultado destes não tranquiliza para a Luz.
 
Jackson ainda reduziu, ameaçou um segundo que merecia, a solo e com a sua categoria só, o FC Porto ainda fez correr e suar os de Munique que festejavam merecidamente ao intervalo. O 5-0 ameaçava mesmo romper os 7-1 do Sporting na última visita portuguesa à arena pneumática (forma do revestimento e cobertura do estádio parece um pneu). Xabi Alonso acercou a humilhação e foi a desforra total dos passos e passes errados da semana passada no Dragão. Andava cansado e por arames o Bayern? A meio da 2ª parte ainda não tinham sido feitas substituições e o 5-0 dava todas as garantias. Certo que contou a eficácia, os erros defensivos, mas muito calibre alemão para tão pouca espessura europeia do dragão.
 
Não me admira nem estou chocado com o sucedido. A equipa é a mesma, jovem, que pode borrar-se em fases do jogo, sem poder mudar as fraldas. É o processo natural do crescimento. Não era difícil admitir um 2-0, como disse antes, a dado ponto do jogo. Mas já com 4-0 os bávaros corriam sempre por mais. Sempre os vi assim, o Bayern foi sempre grande mesmo com pontuais derrotas fulminantes, como em Viena e no Dragão. O FC Porto é o único em Portugal que sabe vencer o colosso que é o motor também do futebol alemão campeão mundial. Muita gente esqueceu-se disso. Quem não sabe e não aprende tem estes dissabores. Nada a apontar. Cada um dá o que tem e Lopetegui, com menos meios do que Guardiola, tem muito ainda a aprender. Fica o resultado contundente mas sem beliscar a bela campanha europeia.
 
Mas subsiste o temor de a equipa não aguentar adversários mais fortes e no domingo tem a final da época da qual só pode sair vivo sob pena de morrer cedo depois de tanto querer revitalizar o futebol amorfo implantado já um ano. O bombardeamento mediático vai começar e será torturante...
 
Espero ver o Bayern reabilitado, com Robben e Ribéry, para voltar a ser temível e poder ganhar a Champions. Aquilo não é eficácia, mas futebol do mais alto nível. Gosto destes gajos, admiro-os desde muito jovem, sempre foram uma lição que até os soberbos ingleses aprenderam a contemplar e respeitar seriamente (onze para cada lado e ganham os alemães, Lineker sintetizou). São fortes, determinados, ricos mas esforçados e trabalhadores como poucos. Creio que Barça e Madrid ainda devem ser superiores, mas o 0-4 e 0-1 da época passada não deve repetir-se com os merengues se se reencontrarem e falta estes passarem o Atlético sempre duro de roer.
 
O FC Porto tem de fazer o trabalho de casa, continuar o seu caminho e evitar um desastre no domingo. Não será pouco. O desnorte durou de princípio a fim, com Marcano desastrado nas entradas e expulso e Lopetegui, sabe-se lá porquê, igualmente corrido mais cedo do campo, o que fica mal quando nada justificava.

20 abril 2015

Apenas um (mau) sinal, mas perigoso

 
Os alemães tudo farão para reverter o 3-1 do Dragão. É da praxe. Ganhar 2-0 ao FC Porto nem será do outro mundo, mesmo que nunca tenham recuperado uma eliminatória com essa desvantagem da 1ª mão. O FC Porto, sim, eliminar o Bayern será um dos maiores feitos da sua história: dependendo do resultado só poderá ser comparável ao afastamento do Dínamo de Kiev em 1987.
 
Mas já se percebe que tipo de "intervenção" o conjunto germânico é capaz. Confusão, sururu e por aí fora não é exclusivo da América Latina. Na hora de pressionar, agitar o público, enfurecer os adeptos, ensurdecer os árbitros, intimidar os adversários, o Bayern jogará tudo. Como qualquer equipa grande na iminência de uma eliminação europeia dolorosa e bastante imprevista.
 
Por sinal tenho confiança em Martin Atkinson, que considero dos mais íntegros e serenos árbitros ingleses. Temeria o parvo Clattenburg de Basileia ou o já retirado Webb que sempre fez mal ao FC Porto em múltiplos jogos. E um árbitro inglês na Alemanha é sinal, isso sim, de firmeza. Até por este já poder antever que a final de Berlim fica fora do seu alcance e não que esteja mais próximo se eventualmente ajudará os bávaros a seguir em frente.
 
Vai ser preciso fazer das tripas coração, como Guardiola sugeriu que Jackson fez para jogar. Fica mal a Guardiola, ou outro qualquer, sugerir que algo indevido ou menos próprio aconteceu. Se o médico do Bayern acabou de demitir-se, sem razão aparente, incomodado com o descontentamento do técnico espanhol sobre a condição clínica dos jogadores, já que a condição física compete ao treinador e sua equipa técnica, já se percebe como estas intervenções causam mossa.
 
Se fere dentro, pretendem ferir fora também.
 
O FC Porto anda nisto há muitos anos. Eu também. Não me admira nada disto, embora julgue vulgar e inapropriado de alguém como Guardiola. A boutade sobre Jackson não vai influenciar, mas destapa até onde pode chegar o cinismo do vencer a todo o custo. De resto, se sofri como nunca em 1977 com a galopada do M. United a tentar recuperar o 0-4 das Antas (e acabou 5-2...), esta noite será, como dizia o outro já falecido, roer as unhas até dos pés...

18 abril 2015

Uma dentro de recarga e quatro fora de ridículo

Salvou-se o essencial no golo de Hernâni. Custou a digerir reservas e a gerir 1-0 adiando a sentença. Académica poupou-se na luz como se no dragão jogasse a champions.

Digno de um Dragão de Ouro

É claro que hoje até poderia ver em zapping o Porto-Académica e o Belenenses-Benfica, que alguém em boa hora inventou para uma simultaneidade só comparável ao poder de ubiquidade que o recluso 44 parece ter além da sua aura de líder dos vigaristas encartados.
Isto de se dever favores a alguém é fodido.
Já diz a sabedoria popular: "Não peças a quem pediu; não sirvas a quem serviu".
 
Para bom entendedor.

17 abril 2015

Merkel (sem erros BEsicos) diz a Passos Coelho que FC Porto tem bom governo

"Ihre Einstellung war gut und schnell zu unserer Überraschung"
 
(O vosso ajustamento foi bom e rápido para nossa surpresa)

ADENDA DO (BOM) DIA: por falar em criatividade :)
.. é difícil fazer pior mas onde está o Wally? 

16 abril 2015

Global e com recordes vários

O Barça vencer em Paris não é nem novidade nem surpresa: grande jogo de uma equipa que está em alta e, quando leva os jogos a sério até ao fim, ao contrário do sucedido em Sevilha no sábado, é imparável.
Pelo que o 3-1 do Porto ao Bayern é que tem dimensão mundial. E em Portugal, portistas, desfrutem das capas dos pasquins desportivos... O tom monocolor habitual não é esse...

Tem estrelinha mas também é para criancinhas vibrarem
 
A vitória de Viena em 1987 era a única que equipas portuguesas registaram alguma vez com o Bayern, fossem Benfica ou Sporting, Belenenses, Setúbal, Braga e Boavista já o tentaram sem sucesso, alguns mais de uma vez. Esta é, pois, uma vitória para recordar e já gravada a ouro. Porque ainda da última vez que o Bayern visitou Portugal correu Alvalade a 5.0 e fez o upgrade que se sabe com 7.1 em Munique, cortesia de um golo de notável remate de longe de João Moutinho...
 
Se Viena foi campo neutro, e ainda assim a 400kms de Munique, o Dragão foi um vulcão.  O Bayern deu-se mal com a pressão portista e já nem adianta lembrar que nem em dois jogos de alguma eliminatória europeia uma equipa portuguesa, mesmo o FC Porto, logrou marcar 3 golos ao Bayern sequer!

Uma curiosidade do jogo que releva da táctica de pressão alta a sério do FC Porto, em UEFA.com:
Statistics don't tell the whole story
Alonso had a 100% pass completion rate with Dante (93%) and Jérôme Boateng (88%) close behind. Yet it was an unhappy evening for all three players as they were implicated in Porto goals one, two and three respectively. One of the images of the night was Alonso beating the ground in frustration in the second period as Martínez almost managed to rob him again
 
Mas não só. Onze anos depois da conquista de Gelsenkirchen, consegue-se um registo de invencibilidade que só Mourinho, foi capaz de 11 jogos sem perder entre a recepção (1-3) ao Real Madrid (então com Carlos Queiroz ao comando), em Outubro de 2003, e a final com o Mónaco (3-0), passando por M. United, Lyon e Corunha nas eliminatórias e ainda deslocações a Marselha e ao Bernabéu na fase de grupos.
 
Lopetegui leva 11 jogos nesta Champions desde a pré-eliminatória com o Lille. Não perder em Munique valerá não só a eliminatória e as semifinais, como igualar o recorde de imbatibilidade portista e de qualquer equipa portuguesa na Europa (o Benfica conseguiu 10 jogos), pois ao registo de Mourinho houve só mais um resultado positivo a acrescentar, o 0-0 com o CSKA de Moscovo na estreia europeia de Victor Fernandez pelo FC Porto - tendo sido Mourinho, já no Chelsea, com 3-1, a quebrar a imbatibilidade que ele mesmo iniciara (12 jogos no total).
 
Isto na época seguinte ao desastre que foi a campanha na Champions com o pior registo de sempre: 5 pontos, nem atenuado por uma transição para a Liga Europa interrompida em Sevilha de forma deplorável.
 
E, entretanto, na Europa o FC Porto já superou a % de vitórias do Benfica. Já com mais jogos disputados na Champions do que o Benfica (208-203), o FC Porto conta 47,8% de vitórias pelas 165 em 347 jogos no total das presenças europeias. O Benfica reteve-se nos 47,5%, de 171 vitórias em 360 jogos da UEFA muitos graças às repescagens recentes que transitaram os encarnados da Champions para a Liga Europa.
 
Mesmo que estes recordes passem despercebidos em Portugal até na Imprensa dita Desportiva e alegadamente especializada, certo é que ganhou ressonância mundial o 3-1 portista mais do que o 3-1 catalão na noite retumbante de ontem. O site da FIFA não o fez por menos. A foto acima tirei-a de lá, mesmo que a Champions não lhe diga respeito.