24 Novembro 2014

Camões com o olho cego deixa-se à vista no JN e o bafio do Porto na Antena Um centralista

Ao terceiro dia da detenção de Sócrates, não há qualquer razão para acreditarmos num risco de fuga e não lhe é conhecida a acusação. Sabemos todos que tolerar ou promover o alarido mediático e sustentar o pelourinho das condenações desfazem os princípios da equidade e da presunção da inocência, tornando o justiceirismo num instrumento de manipulação política, típica de estados falhados, mais a mais quando há eleições à vista. Enquanto a Justiça não falar, límpida como deve, os únicos quesitos que conhecemos são os da Felícia. Mas não há reputação de país que resista a tal abalo.
Acho que nunca me cruzei com o meritíssimo, mas trilhámos em comum muitos caminhos. Confio que ele sabe, mesmo quando tudo parece desmoronar-se à nossa volta, que o básico é confiarmos nos pilares, nas traves e sobretudo nos alicerces da construção de mil anos que nos trouxeram até ao Estado de direito, à ética republicana e à democracia. Ignorá-los seriam mil anos de civilização e Portugal a morrer dentro de nós.
Acontece que Carlos Alexandre é juiz e eu sou jornalista. Ao melhor dos meus amigos eu diria, de caras: detém-te no direito e faz justiça! Deixa as notícias com o jornalismo, onde o desafio é o da credibilidade. Esta é a altura de estarmos, uns e outros, ao nível do melhor de nós mesmos. O país e os portugueses não merecem menos.
 
Quem escreve isto, hoje, no JN (sublinhados meus), não é um órfão socrático ou viúva da irmandade chucha.
 
Quem dá lições de jornalismo a um juiz é um alegado jornalista.
Está bem. Mesmo tratando-se de um jornalista que, hèlas, passou por Macau num período faustoso para uma certa maneira de estar e de viver com o regime, a coberto das amizades e conluios vários que, no regresso, o deixaram a fazer a gestão da Lusa informação tuga - exactamente, no período de só cretinismo onde era proibido escrever certas palavras (crise, justiça, défice, dívida) nas notícias dignas de agência! Tudo isso foi denunciado ao tempo, embora muita gente, inclusive jornalistas, o esqueça... Como esqueceram a forma vil como Sócrates condicionou a Informação no País e quis silenciar, além de perseguir vorazmente, jornalistas como nenhum outro dirigente da Nação. 
 
Este gestor que virou traste jornalista - como se o gestor ex-cervejeiro da Ponte passasse a relatar os jogos da Champions na RTP - além da bondade (lá saberá) de acreditar não haver perigo de fuga do detido, além de tolerante também, também é um jornalista eventual, ocasional, pontual que, pasme-se, recusa o alarido me(r)diático, mas labora sobre um arroz de "Polvo" de Justiça e Estados falhados como se não saiba do mix tóxico da coisa e quiçá não tenha estado por dentro e conhecendo a famiglia chucha.
 
Este tipo que se dá ares tão doutorais, denunciando-se nas dores alheias, é só o novo director do Jornal de Notícias, Afonso Camões. Só cretino maior seria difícil de encontrar e da sua nomeação, este mês, logo dei o alerta do que aí vem.
 
O JN será a última vítima do estado de coisas que arruinou a Imprensa livre do Norte de Portugal e do qual resta como único representante e tão grande já foi!
 
Há 10 anos, precisamente, estalado o Apito Dourado, lembro-me do antecessor José Leite Pereira, outro ex-maoista no seu tempo de juventude patética e delirante, dizer que, da equipa justicialista da Mizé Tung Morgado esperava um êxito (sic) na demanda doentia investigativa ou seria a Justiça a cair no ridículo - eram grandes as expectativas logo no dealbar do golpe que o portuense JN acatou como seu!
 
Mais sobre a matéria.
 
Casualmente, depois do almoço que para mim foi tardio, dei de contas com a "Antena Aberta", na RTPI, depois das 15h. Convidado o Camilo Lourenço que a maioria dos canais despreza por ser inconveniente para o politicamente correcto. E uma tal Rosário Lira, dizem que da Antena Um no Porto que mostrou, igualmente, um discurso delirante e totalmente ao arrepio do Jornalismo.
 
Concordo que há excessos me(r)diáticos mas não é novidade para ninguém e ajuda a separar o trigo do joio no lixo informativo: não se pode, não se deve é falar da Justiça e esquecer o alvo das investigações, como se voltou agora a fazer. Que há ainda quebras do segredo de justiça, mas agora até se revelaram muito menos do que noutras ocasiões, o que significa que estão a acertar agulhas e a diminuir os prejuízos para os detidos em termos de reputação e imagem, é evidente, mas não foi neste caso tão gravoso como no passado. Nem tem comparação. Mas dou toda a razão neste ponto. Porém...
 
Agora, ver jornalistas a cavalgarem a onda de pretensa indignação porque alguém logrou filmar a chegada e saída de Sócrates no aeroporto quase sem se ver é um excesso de cretinice saloia de gente comprometida e sempre com dores alheias. E não preocupadas com o Jornalismo!
 
Pior, ainda, como ouvi, é quando uma jornalista de rádio julgar achar que a PGR devia dar todas as informações básicas sobre quando, onde, a que horas e por quanto tempo uma pessoa é interrogada (sic)...
 
Retrógrada e bafienta, esta jornalista de meia tijela - como o Camões vesgo que espicaça a (Felícia) Cabrita como se o JN não tenha bons informadores e jornalistas na área da Justiça e com muitas e boas "cachas" sobre os meandros da Justiça - achava-se contente com meia dúzia de parcas informações e iguais para todos os OCS emitirem - salvaguardando, alegadamente, o segredo de justiça mas sonegando informação que cada OCS e cada jornalista seja capaz de sacar por si próprio e é na diferenciação que o leitor ou ouvinte escolhe o jornal, a rádio ou a TV que vê e pela qual se prefere ser informado.
 
Foi pena os dois números de telefone indicados em rodapé não funcionarem (?) quando tentei ligar para confrontar a jornalista da treta que quer ser servida por informação básica igual para toda a gente e poder dormir descansada quanto ao objecto da sua nobre missão.
Jornalismo centralista, radicado no Porto, tão pobre e irrelevante como o que julgam criticar, preferindo a versão unânime tipo Pravda do regime em vez da liberdade de vasculhar tudo o que for preciso para chegar à Verdade, não a da Justiça mas a que os meios jornalísticos permitirem alcançar.
 
Este é o sincretismo informativo não do século XIX, mas do século XXI.
 
Inacreditável? Não, desde que vi um ex-presidente do órgão deontológico do Sindicato dos Jornalistas, Óscar Mascarenhas, ter o comportamento que teve em processos antigos e depois aparecer como Provedor do Leitor do DN onde foi director João Marcelino que em tempos vituperou este Óscar de fraco gabarito é sempre como rever os porcos a andarem de bicicleta. Ou como o "amigo Joaquim" (Oliveira) antes tão atacado pelo Marcelino no Record se tornou no super-director dos OCS da Controlinveste do mesmo "amigo Joaquim" (citação de Armando Vara para José Sócrates, este mesmo lembrando a Ricciardi Espírito Santo que o primo Ricardo não se esquecesse do "amigo de Paris").
 
 
Amigos destes são o terror da informação democrática e livre, por muito bem que falem e presunção distribuam para o Povo ler as suas patacoadas. Os indignados com a República dos Juízes e a crise do regime. Mas o que os jornalistas deviam discutir dias a fio, e hoje pouco se falou das andanças já reveladas quanto aos indícios de crimes vários, é aquilo que queima jornalistas e comentadeiros comprometidos. E recuperar nuances passadas sobre matéria fiscal, enriquecimento ilícito que o PS nunca quis legislar na AR nem enquanto Governo nemk agora na Oposição, e coisas realmente relacionadas e não teorias da conspiração. Porque dar livre-arbítrio a comentadores e seus predilectos ídolos de barro é o câncro das tv's e colunas de opinião inenarráveis e indesculpáveis.
 
Nem de propósito, todos especados à espera das medidas de coacção de Sócrates y sus muchachos, dei comigo a ver o Marcelino falar da Justiça e não da Corrupção na abertura do telejornal apresentado pela viúva Esteves. E logo seguido do sonso beirão Pinto Monteiro, que em tempos aderiu a literatura de cordel da Carolina Salgado também aspergida mas sem Espírito Santo, falar do almoço, em segredo revelado pelo Sol e a Cabrita no domingo como revelador do que é a gente denunciada e não do Jornalismo de investigação, em que Sócrates apareceria de ganga ou de gravata, à espera 10 minutos ou uma hora, e patati patatá do ex-PGR que encobriu os escândalos ("não havia corrupção", nem na comprovada ficha dupla de Sócrates na AR enquanto deputedo) socráticos uns atrás dos outros e mandou destruir escutas sem poder fazê-lo - outro que devia ser investigado pelos seus pares que ajudou a perseguir numa tentativa de manietar a Justiça como foi a de manipular, comprando, vários OCS.
 
 
O Porto definhou com esta mentalidade tacanha e servilista centrada em Lisboa e no Poder servido na capital.

Entretanto, os telejornais esgotaram a adrenalina para desespero dos pacóvios pivots e editores de pacotilha. Até eu fartei, desconfiando que a demora da notícia do dia teria a ver com a minha teoria da conspiração de que há muitos indícios e crimes para pôr no papel que, lido, servirá de entertainer para comentadeiros do regime e vilões associados, mas tive de sair, por uns dias, e fechar a loja.

De qualquer modo, a minha acusação está feita e creio que bem fundamentada. Tenho nojo desta gente e nunca me dei com gente de quem tivesse nojo.

De repente, pelo alarme...

... pensei que tinha sido, finalmente, preso. O destaque, a cor, o enunciado, o título...

Sincretismo informativo - balanço do novo século de tiranias

A SICk voltou à carga com a fraude BPN. Em tempo. Passou à 2ª fase. Apanhei de relance, num zapping, excertos e apontamentos de nomes, alguns tidos como "maiores devedores" da agora Parvalorem (que resgata, se puder, dinheiros perdidos por aí, talvez até 40% do incobrável).

Uma pergunta, sabendo-se de notícias de quem deve 17ME à coisa:
- Luís Filipe Vieira apareceu na reportagem ou por facto de ter "peanuts" a ver com aquilo ultrapassou o facto de ser dos mais me(r)diáticos (poderes) do País?

Eu não vi, mas aposto em que não apareceu, não interessa, são "peanuts" e o regime, nalguns recantos, pode continuar descansado. Se alguém tiver informações em contrário que mo diga.

Ou então o palerminha que meteu quem lhe interessou ao barulho foi a Maria João Ruela, e todos os SICk's doentios daquela merda, face ao alvcoviteiro Marques Mentes.

Mas, quem se admira com isto?
Quem julga que a Informação política é diferente da Informação dita desportiva?
Quem julga que na Política os OCS tratam os temas e os personagens de maneira diferente do que tratam os temas da bola?
Quem se indigna com o desrespeito generalizado com o FC Porto, ou o Sporting (já nem digo o Benfica, porque nem é para acarditar...), vá lá, e não percebe que a Imprensa da Esquerda e Vermelha é a mesma que trata da bola?

Quem duvida que o terror informativo patente nos casos de polícia, corrupção e política é patente nos partidos da direita do espectro partidário e ameno nos chuchas e comunas, tal como quando se trata de atacar o FC Porto e não lhe dar tratamento igual ou, sequer, o benefício da dúvida?

Basta ver, mais uma vez, a enésima vez, a forma como mais um penálti foi perdoado ao benfas frente ao Moreirense e a condescendência geral para com a detenção do crápula sócretino que há muito digo que devia ter sido preso e toda a quadrilha de malfeitores chuchas a começar pelo maior beneficiário líquido do 25/4?

Querem mais quanto a desresponsabilização objectiva ou diluição de responsabilidades por todos mesmo os que nada ou muito menos tenham a ver com o tema grave do momento que suscite polémica e discussão variada?

Se há violência no futebol, e tem havido, normalmente é associada a grandes clubes e quase sempre originários de Lisboa. Se se toca a discutir, metem o FC Porto ao barulho e, contudo, pelo menos neste século não há ideia, notícia ou sequer memória difusa de algum acontecimento envolvendo adeptos do FC Porto como causadores de violência; isto, claro, se a invasão dos bárbaros Casuals não for atribuída pelos OCS lisbonenses aos adeptos portistas...

Do tema Sócrates, das malfeitorias e imundícies várias e de muitos anos, anda-se a dizer que é tudo igual, os políticos são todos iguais, os partidos são todos iguais e não são. Ninguém roubou, manipulou, perseguiu, instrumentalizou, radicalizou, inventou, vitimizou-se, mentiu, distorceu, corrompeu, atingiu, vituperou como Sócrates.

E, para já, Sócrates não é alvo do julgamento político que se impunha e que ditaria decerto a sua prisão perpétua. Apenas escondeu dinheiro, cuja proveniência terá de provar ser digna, defraudou os impostos - e ai como os tugas ignaros esquecem como os cortes sociais se sucederam aos aumentos de 2,9% da FPF para ganhar eleições à conta de quem dá mais, mas sem tirar os 4MME acrescidos de despesa e dos direitos adquiridos que os xuxas não queriam mais largar como os deputedos a sua pensão vitalina... - e ludibriou a máquina fiscal e tributária. No big deal, comparado com o manifesto mal que deixou semeado em PPP no País para se pagarem por 30 anos para além deste em que os custos começaram por terem sido empurrados tacticamente para quando viesse perder as eleições se não tivessem sido logo antecipadas em 2011.

Afinal, os capangas questionam a acção da justiça, como se fosse a justiça alvo de suspeita e não o malfeitor. Não é o que sucede, mas em contrário, quando se trata do FC Porto? E a presunção de inocência é consoante corre o vento ou varre algum lado só? Isto é como a questão de saber-se se os pulhíticos são todos iguais: são, na sua maioria, vejam-se os xuxas e a tralha socrática reposta no PS e que se baba pelo poder - e que se cague para o segredo de justiça, oooops, a justiça...

Pedir demissão deste e daquele do Governo? Estão aí todos os partidos da Oposição e os comentadeiros do regime. No futebol é assim, especialmente se a virulência for assestada sobre o FC Porto. À saída da coroação de António Costa como sec geral do partido, os do Largo do Rato fugiram que nem ratos a falar de Sócrates, aquele que ainda há dias defendiam aberta e ostensiva e ofensivamente na AR. Ninguém pede demissão de ninguém, o incumbente sec geral acabado de eleger com votação albanesa ou norte-coreana e intima e politicamente ligado ao legado de Sócrates assumiu nas calmas, vangloriou-se disso e já cá não está quem atira pedras ao telhado do vizinho e fala da moralidade e falta dela dos ministros e afins.

Lembram-se desta capa? Não foi, de facto, interrogado logo a seguir, acabou por ser mais tarde porque teve a complacência sócretina de uma justiça a mando que só mais tarde o obrigou a falar tendo para tal sido constituído arguido. Depois livrou-se, não interessa agora onde foram parar os 5ME da transferência do Alverca, onde o trafulha era presidente, para o Benfica desse prodígio manco e turra. Mas LFV, além de ter ameaçado "enfiar o jornal pela garganta do jornalista", e de ter sido controlado pelo proprietário do pasquim o "amigo Joaquim" (Oliveira), controlou sempre à distância os timings - tal como foi capaz de pôr alguém a erigir esse monumento à perfídia que foi o Pito Dourado que deu em Pífio Final ao não afectar grandemente o FC Porto.

Por isso digo que em Portugal impõe-se a "narrativa" vermelha, seja na Política seja no Desporto. Há portistas que nem querem reconhecer isso, chorando baba e ranho por causa do (des)tratamento dado ao FC Porto pelos mesmos, pela mesma natureza pérfida e cunho centralista e lisbonense, com a mesma prosápia, quantidade de elementos e diversidade de difusão pelos vários OCS, que validam as opções ditas da Esquerda e menosprezam e ridicularizam as de Direita, seja lá o que isso for.

Mas não só. Compare-se o escarcéu do Pífio Dourado, manipulado na justiça desportiva e derrortado em toda a linha na justiça mesmo, aquela que, sem peias, pode deter um crápula como Sócrates.



Veja-se o tratamento delicado concedido a Paulo Pereira Cristóvão e o dinheiro depositado na conta de um árbitro, crime comprovado e pelo qual já foi condenado - mas condenado na justiça que persegue e condena ou iliba, já que a justiça dita desportiva ilibou PPC apesar de ser consumada e comprovada a corrupção na forma tentada. A recente sentença condenatória quase passou despercebida e creio não ter merecido comentários dos programas da treta do futebol trolóró do Portugalório parolo a falar de bola sem imagens e mesmo assim a sonegar assuntos.

Como aqui sempre denunciei esse comportamento, como critico o meu clube e os seus dirigentes, como não tenho dois pesos e duas medidas, como sei o que as várias casas gastam, continuo com moral e razão para insistir na denúncia que alguns só querem fazer para um lado, o que der mais jeito.

Entretanto, Sócrates, o maior crápula pós 25/4 e que há muito devia estar na prisão bem como muita da sua tropa de elite entre ela o inefável Costa do Castelo, passou anos e anos pelos pingos da chuva, protegido pela PGR que dizia (Cândida Almeida) não haver corrupção em Portugal (sic) e o sonso beirão Monteiro dava as informações necessárias ao amigo da Cova da Beira.

Como Luís Filipe Vieira tem passado, quer a nível desportivo quer como empresário com passado muito nebuloso.

A ligação é esta, é estreita e é escorreita. Socialismo e benfiquismo são dois Podres de Portugal.

23 Novembro 2014

Desvendado o 4x3x3

 

Ah, corrigido, veio na edição do Sol ao domingo, com licença(iatur)a...

O último mistério para desvendar

Que medalha, afinal, dar ao homem que foi Primeiro-Sinistro?
Com Decoração?

Outros mistérios desvendados

A recepção a Sócrates








A última compra de uns patins em North Rodeo Drive, Hollywood







 
O congresso (me)tralha socialista exultante este fds

Desvendado mais um mistério

Estes gajos não sabem que fui o sortudo dos 190ME do Euromilhões registado em Monte Castelo Branco... :)

22 Novembro 2014

Recordista de golos na Champions e na Liga espanhola

Depois de passar os 71 golos de Raúl, quando se pensava que o herói seria outro;
acaba de quebrar (3 golos no 5-1 ao Sevilha) a marca de Zarra (251 golos) na Liga espanhola.
Así es el 'top 10' del ránking de máximos goleadores de la Liga española:
Messi - 253 (289 partidos) 
Zarra - 251 goles (277)
Hugo Sánchez - 234 (347)
Raúl - 228 (550)
Di Stéfano - 227 (329)
César - 226 (353)
Quini - 219 (448)
Pahiño 211 (278)
Mundo 195 (231)
Santillana 186 (461)

Secretismo e sincretismo informativo

Quando me deitei ontem à noite percebi, por acaso, a capa do Espesso desta manhã. Obviamente, mesmo à meia noite, não tinha nada a ver com uma 2ª edição (de resto, não assumida) e uma capa diferente da que surge nos escaparates.


 
O ponto de vista das Polícias, Secretas assim-.assim e dos Serviços de Informações - por sinal posto em causa pelos Vistos Gold e que levaram, finalmente, a maioria parlamentar a decidir-se, tardiamente, a mexer nesse cancro maçónico que é a cabeça do polvo - ainda não foi abordado por ninguém - bem, o jose pensou ao mesmo tempo que eu e sabe disto a rodos!. Mas tenho, para mim, por este caso é muito grave e uma nova aragem, não claustrofóbica, política e de Liberdade a sério permite o acumular de casos de dimensão me(r)diática mas sustentação investigatória e jurídica, que a mexida nas "Secretas" impediram o Espesso de dar a coisa de forma linear e com conhecimento, amiúde vantajoso e de puro benefício de tráfico genérico de coisas avulso, de causa.
 
 
Se uso o termo sincretismo devo remeter para o Dicionário da Porto Editora: "Filosofia: mistura mais ou menos confusa de doutrinas ou concepções diferentes; Psicologia: forma primitiva de percepção e de pensamento caracterizada por uma apreensão global, indiferenciada, indistinta, verificada nos primeiros estádios da mentalidade infantil, como na mentalidade animal".
 
A Informação em Portugal, no séc. XXI, foi sempre marcada pelo sincretismo.
 
Não andou longe a campanha Tecno e de Forma extraída dos confins do diabolismo informativo-político-sanguinário, digno das práticas STASI ou KNVD de inspiração estalinista. E, contudo, sem o garrote político que merece, o caso fiscal de Sócrates ainda vai impedir que se mire o passado sócretino de assalto aos meios de comunicação via PT e o atentado ao Estado de Direito que estava em causa no Face Oculta e no extenso Polvo que ameaçava estrangular o País.
 
Até os hoje convertidos Ferreira Leite e Pacheco Pereira - autores da "claustrofobia democrática" e inspiradores da "Democracia suspensa por seis meses" - serão capazes de assobiar para o lado e passar por cima dessa irrelevância que uns querem ver coberto pelo pó da História.
 
Nem isso, nem se esquecerá Ferro Rodrigues, a chamar o seu colega ex->MAI António Costa (o jose voltou a actualizar a coisa ao mesmo tempo que eu), para salvar a pelo ao Pedroso da pedofilia, "estou-me a cagar para o segredo de justiça". Deve ser a própxima opinião forte do PS.

O resto, como dizia o outro a guterrar, é só fazer as contas.

Calma, não é por ter matado alguém...

Foi apenas detido, não foi votado democraticamente para beber sequer a cicuta. (*)
(*) para quem não sabe, e tanta gente tuga não sabe tanta coisa, o filósofo celebrado da Atenas berço da Democracia foi votado pelo Povo para se envenenar - há quase  2500 anos!