24 janeiro 2015

Que hábitos traz Lopetegui de Espanha?

Não quis falar de arbitragem em véspera de jogo, um método que súbita mas silenciosamente se foi implantando no FC Porto e que parece já vir de longe, creio que desde o início deste século - uma eternidade, portanto. O treinador do FC Porto faz bem. E já aprendeu, decerto porque ninguém o ensinou até aqui e teve de aprender por si mesmo, que o FC Porto tem de ganhar sendo muito melhor do que os outros, ser melhor não chega como se viu com Sporting e Benfica no Dragão e em vários jogos onde perdeu pontos, a começar por Guimarães.

Percebo, e já tinha entendido, a sua formação. Em Espanha fala-se muito de árbitros, mas em geral comedidamente, não que se poupem as críticas, mas por estas serem localizadas, reduzidas ao jogo em questão. Aqui e ali os jornais desportivos, bem distribuídos e assumidos também em Madrid e Barcelona, fazem umas contas a golos, penáltis, cartões...

O que nunca se faz é esconder, retirar da circulação própria dos factos. E não estão com meias-tintas.

Ronaldo foi expulso em Córdoba e já se sabia ao fim do dia o teor da acta do árbitro. Não, não é quebra do segredo de justiça. O árbitro escreveu e sabe-se logo tudo no dia, quiçá antes de algum destinatário do relatório do jogo aceder às palavras exaradas pelo juiz da partida.
 
Depois, não há que adocicar a coisa e regatear situações análogas, seja com quem for. O português Duda teve castigo pesado por falta semelhante.
 
E como isto, uma "provocação, não é um jornal de Barcelona que expõe, mas de Madrid, nada como seguir folheando o online do Ás.
 
 
 
A Imprensa desportiva espanhola pode ter muitos defeitos mas a de Portugal não chega para apanhar as sobras, já o referi abundantemente.
 
Daí que estranhe o comportamento de Lopetegui, que não a sua inadaptação ao normal "consumo" da bola tuga. Tem sido elogioso para as equipas, os jogadores e os treinadores, reconheceu o nosso campeonato difícil e não há dúvida que se surpreendeu com muita coisa.
 
Até os portistas, decerto, com ele.
 
Tenho dúvidas que isso conte só a seu favor. É que não tinha "ni idea", denota que não foi "informado" do que era isto e a "duras pruebas" lá inculcou o que os portistas sabem desde sempre.
 
Este País não é para o FC Porto. Até pela sua reacção à falta de prémios na alegada gala da FPF.
 
Isto não são sintomas. São doença crónica. Lopetegui não veio vacinado. Evita o contágio. Superará o câncro?
 
Quanto ao título do Ás sobre a partida, não é surpresa para mim. Já na época passada, apesar dos golos de CR7, além de di Maria, Bale é que salvava aquilo no Real Madrid. Lembro a conquista da Taça do Rei e a vitória na Champions. Mas CR7 é que levou a Bola de Ouro. Cruijff não entendeu, ninguém de bom senso entende mais isso.
 
Não é só uma questão de estilo, mas de formação.







Mote para a 2ª volta e em ano de eleições

Como estou, volta e meia, às vezes duas voltas, a associar vermelhos, vulgo benfiquistas e socialistas para não chegar a comunas, eis uma tirada aqui no Dragoscópio a contar já com a chusma islâmica vociferante - mas não há ataque terrorista que encubra o eco da verdade, não é assim caros charlies e totós diversos?:
 
"E nunca se esqueça que o Pinócrates é consabidamente benfiquista... Pelo que, bem: no fundo, no íntimo das vísceras, seis milhões irmanar-se-ão sempre, solidários, com ele. Até porque se a acusação é apenas de roubar frenéticamente, isso para qualquer benfiquista não é crime: é método. E mérito".
 
Pois é, o Costa continua a dizer alarvidades, percebe-se que não percebe um corno do que diz e nada diz em matéria alguma que se aproveite. Mas os da Covilhã vão feitos cordeiros em excursão a Évora visitar o preso preventivo. E assim vai enchendo, como no campeonato dos árbitros, a onda rumo a eleições e vitória que dizem ser certa, embora não acredite e daqui até lá muito boca vai morrer pelo peixe podre que andam a vender, aí os charlies charlots cá da parvónia. Mas o efeito Costa nas sonsagens se já esgotou é como o empurrão permanente dos árbitros ao benfas: nunca parar o colinho porque estamos sempre em campanha... - mesmo que a merda, pós-Seguro, seja a mesma e não dê confiança, mas nada como ir roubando prós mesmos e apitando a favor sempre como no moto socialista da famiglia "Para os inimigos nada, para os amigos tudo, para os outros cumpra-se a lei".
 
Quando ao FC Porto, se não tivesse o Capela tinha o Caixão, lembre-se que ainda falta o Roubarte Gomes agora que nos livrámos do sócio deles Proença que vi a cumprimentar o Vieira com sorriso rasgado graças a placa dentária postiça e depois de pedir a todos os santos padroeiros da arbitragem tuga que não lhe mandassem o Pedrito de Lisboa à tourada dos jogos do benfas. Mas como até o Antero lá foi pagar alguma promessa...
 
Bom proveito.

22 janeiro 2015

A evolução da arbitragem de que Proença fez parte

Como sempre defendi aqui que os erros, no futebol, devem ser analisados, discutidos, dissecados e erradicados o mais possível, estou sempre à vontade para abordar o assunto. Fazia-o nos tempos do FC Porto pluricampeão e lamentava que, mesmo nas vitórias, não se enfatizassem os erros de arbitragem que diminuíam as vitórias portistas - infelizmente, sob o lema "ganhámos contra os árbitros e nem contra 14 nos páram", o efeito de denunciar o que estava mal e era marcante nos jogos do FC Porto passou a soporífero. Daí à inacção foi um passo.
Como vão percebendo alguns pataratas que de basbaques não alcançam além do que pouco enxergam, o deixa andar do FC Porto levou a crescente desrespeito e a inevitáveis prejuízos nas disputas desportivas. Foi, aliás, o mesmo no alheamento institucional das coisas da Liga.
 
Mas não só, o alheamento das coisas da Comunicação, a perseguição a próprios jornalistas de feição portista levou a um isolamento que o FC Porto já não consegue quebrar: o próprio facto de ter "criado" um canal televisivo tornou-se irrelevante, até alvo de chacota e de desprezo dos próprios portistas.
 
As coisas são o que são e evoluem com o caminho que lhes dão, ou deixam tomar.
 
Não se admira, pois, o estado a que chegamos e eu sempre antecipei. De resto, com o palco comunicacional preenchido e com revanchismos antigos em cheio contra o FC Porto pelo que ganhou mas não cuidou de preservar, a arte que se vê é a que serve o que está feito.
 
Na altura em que Pedro Proença também se retira, "a bem com todos", percebe-se que isto já não volta atrás. É coisa para definhar e nada como um bom murro nos dentes para partir "os dentes à reacção", como slogan vermelho, no caso real comunista mas que os benfiquistas levaram à prática - de forma que o Proença que chegou às finais de Champions e Euroi'2012 tonou outro caminho, vencendo no tribunal a reparação devida mas entregando-se à mafia de prejudicar o FC Porto nos confrontos vindouros com o Benfica - EM TODOS!
 
Agora que, tal como o da Ponte na RTP que acede a sair tendo a salvo a "reputação", Proença salva a sua carreira sem poder ir mais longe na cena`internacional e fechado na quadratura inamovível do futebol tuga, estalejando os foguetes em honra do seu mais proeminente produto na época de todas as malfeitorias de arbitragem - MAIS DO QUE NUNCA!
 
Suceder o que se vê na taça da treta, competição marcada tanto pela bizarria de regulamentos que só inventados pela mediocridade da bola tuga como pelo experimentalismo da arbitragem nunca sujeita a avaliação e com o que ninguém se incomodou nestes anos, tem não só a prática visível no desenrolar do campeonato como confirmando-se o quebrar de recordes na mesma taça da treta sempre com o FC Porto como alvo: passaram a dois penáltis contra por jogo (ASD no Dragão num Porto-Setúbal e Xistra em Alvalade num Sporting-Porto) a duas expulsões maquiavélicas até em meio tempo como em Braga.
 
Foi assim.

As arbitragens nos jogos do FC Porto são mais ou menos assim retratadas pela falta de jeito, de pudor e de vergonha:
 

21 janeiro 2015

Careca: Game Over

Cospe Machado é uma figura em si mesmo, apenas pela careca completa. Foi ele, simplesmente, que me fez terminar de ver, aos 37', o Braga-Porto. O famoso critério tão elogiado enquanto dura foi vilipendiado pelo árbitro, que não teve com Sasso a severidade que teve com Reyes: faltou o 2º amarelo ao bracarense, o que não foi perdoado ao portista, justamente expulso.
 
Já não tenho paciência para ver jogos assim, onde num ápice o que parece uma boa atitude do árbitro desvanece e morre o interesse pelo jogo, que estava disputado.
 
Se a falta é perto da área, como a de Reyes, ou na linha do meio-campo nunca é justificativo de mais cartão ou menos cartão. A falta era de cartão fosse onde fosse. Que os bardamerdas da TVI distingam uma falta e sua acção disciplinar inerente da zona do terreno confirma, como aos árbitros, a merda mesmo de que são feitos.
 
Game over, o Porto ganhava 1-0 sem jogar um corno e lá mudei para o Barça-Atlético que era o meu projecto inicial para a noite de bola.
 
O futebol em Portugal continua massacrado pela mediocridade de quem o comenta e quem o dirige, dentro e fora do campo.
 
Façam bom proveito.

Queriam o quê?

Como já dispenso ler muita coisa da bola e fico-me invariavelmente pelas "gordas" ou títulos, registei a chamada, lida algures, do Bruno Caixão para o Paços-Benfica. Só depois alguém juntou, noutra variante, o Capela no Marítimo-Porto e a indisposição geral duplicou em correspondência.
 
Mas se fosse ao contrário, o Capela em Paços e o Bruno no Funchal, a diferença notar-se-ia ou seria até importante?


20 janeiro 2015

Depois das imagens abaixo o palavreado iluminado para perceber (mais uma tentativa) isto tudo

Ter de recorrer a Kant para apagar as virtudes do "século das luzes" não lembraria ao Diabo, mas o Dragoscópio conseguiu a mistela necessária para o vómito que faltava. Notável exercício de reflexão política-social, não recomendado a mentes republicanas mais sensíveis.

«Para não se confundir a constituição republicana com a democrática (como costuma acontecer) é preciso observar-se o seguinte. As formas de um Estado (civitas) podem classificar-se segundo a diferença das pessoas que possuem o supremo poder do Estado, ou segundo o modo de governar o povo, seja quem for o seu governante; a primeira chama-se efectivamente a forma da soberania (forma imperii) e só há três formas possíveis, a saber, a soberania é possuída por um só, ou por alguns que entre si se religam, ou por todos conjuntamente formando a sociedade civil (respectivamente autocracia, aristocracia e democracia; poder do príncipe, da nobreza e do povo). A segunda é a forma de governo (forma regiminis) e refere-se ao modo, baseado na constituição (no acto de vontade geral pela qual a massa se torna um povo), como o Estado faz uso da plenitude do seu poder; neste sentido, a constituição é ou republicana ou despótica. O republicanismo é o princípio político da separação do poder executivo (governo) do legislativo; o despotismo é o princípio da execução/ arbitrária pelo Estado de leis que ele a si mesmo deu, por conseguinte, a vontade pública é manejada pelo governante como sua vontade privada. - Das três formas de Estado, a democracia é, no sentido próprio da palavra, necessariamente um despotismo, porque funda um poder executivo em que todos decidem sobre e, em todo o caso, também contra um (que, por conseguinte, não dá o seu consentimento), portanto, todos, sem no entanto serem todos, decidem - o que é uma contradição da vontade geral consigo mesmo e com a liberdade.»
 
Questãozinha capital: O que é que nós temos tido, aqui em Portugal (mas no resto do mundo ocidental não será muito diferente), senão um despotismo a prazo, no decurso do qual tiranetes quadrianuais produzem e executam as leis e as políticas que muito bem lhes dá na real gana, sem que a vontade geral (que é suposto estar, segundo os principios iluministas, corporizada numa constituição) seja tida nem achada? Que raio de "estado de Direito" é este onde a separação entre o poder executivo e o legislativo (do judicial nem falo), pura e simplesmente, não existe? Ao primeiro-ministro, obedece o governo e obedece o Parlamento - o tipo escolhe ministros, escolhe deputados e ainda escolhe não sei quantos funcionários de nomeação, entre os quais juízes e procuradores-gerais. Na verdade, uma minoria da população elege-o a ele; depois ele elege quem muito bem entende e lhe apetece. Se tivermos em conta a qualidade dos primeiros-ministros nestes últimos quarenta anos, especialmente da última meia-dúzia, caramba, há algum espanto que o resultado seja a ruína, o descrédito, a desonra, a desagregação moral, social e nacional? E nem é preciso recorrer aos meus princípios (assaz diversos, diga-se), basta convocar os mais elementares princípios iluministas, os tais imaculados e altamente bondoso e progressistas de que toda esta corja se arvora procuradora, curadora e delegada de propaganda médica assistida!... Em bom verdade, servem-lhes de ornamento à retórica e de papel higiénico à prática.
 
Mais, o velho Kant é ainda mais incriminador quando, num texto de 1783, define o Iluminismo como « a saída do homem da sua menoridade de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. (...) A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio , continuem, no entanto, de boa vontade, menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.»

Os bem a(r)mados







19 janeiro 2015

O fora-de-jogo segundo Jorge Coroado

Sobre o golo de 0-1 do FC Porto em Penafiel, acedi há pouco através do Miguel à análise do Tribunal d'O Jogo. Por incrível que pareça, mas não é estranho nem novidade ou sequer coisa recente, Jorge Coroado consegue escrever assim (aos 30', a negro):
"Quando Jackson passou a bola, Casemiro estava em posição irregular. O árbitro-assistente, ainda mais adiantado do que ele, obviamente não tinha ângulo de visão para melhor aferir. Fora-de-jogo que passou sem o devido julgamento".

Ou seja, na nova regra do fora-de-jogo, Jorge Coroado impõe ao "liner" que esteja na linha do atacante (Casemiro), e não no que dantes a Lei consignava, isto é, o "liner" estar na´linha do penúltimo defensor (ou último defesa antes do g.r.). Portanto, a linha do fora-de-jogo é definida pelo atacante (Casemiro) e não pelo segundo defensor que esteja entre o atacante (Casemiro) e a baliza contrária.

(actualizo para explicar melhor aos ignaros: o estar adiantado em relação a Casemiro, para Jorge Coroado, não é por o "liner" estar na linha do penúltimo defensor e a posição do "liner" aferir que Casemiro está em jogo por estar antes do penúltimo defensor, é por a linha do fora-de-jogo que o "liner" devia definir ter de ser precisamente o Casemiro em cuja linha o "liner" devia estar. Isto não é paródio, é desleixo descomunal e puro, como um uísque de malte, talvez...)
 
Assaz pertinente esta perspectiva, até por ter temido que, como me foi observado na caixa de comentários e depois apaguei, o "Tribunal d'O Jogo meteu férias". Esteve bem presente, mais uma vez sem ver e de novo a acumular asneiras.
 
Nunca me servi do Tribunal d'O Jogo para nada e se lá mandasse ele não teria préstimo e não existiria.
 
Mas este exemplo serve para complementar a desinformação mais idiota sobre o que se vai passando nas análises até por gente considerada esperta, o que não pode confundir-se sempre com "experts".
 
Já não bastava eu desconfiar das linhas de perspectiva e os arranjos geométricos à la carte para aferir alguma coisa do campo de jogo que tem de admitir-se estar desenhado com as regras da Geometria e devidamente homologado em linhas, distâncias e espaços.
 
Pelo visto, como já defendi abaixo desde sábado, nem com as linhas se consegue elucidar idiotas.
 
Mas também sei que Jorge Coroado bebe uns uísques às refeições ou mesmo depois delas. Às vezes até me cheirou álcool ainda no tempo em que ele arbitrava, embora alguns jogos pudessem ser dias de festa. Independentemente do respeito que sempre me mereceu enquanto árbitro, respeito que falece sempre que opina.
 
E que dizer do jornalismo que permite estas coisas?
 
Que sabe e faz o mesmo.
 
É assim.

Adenda: por exemplo, é assim que "Sócrates tem de estar inocente".

Isla(r)mismo

 
Afinal, na estúpida República laica em espécie cadela com toda a horda de pervertidos, mais a ética canina que só dá jeito a quem segue a matilha, tanto se proclama a liberdade de expressão como a censura campeia nos queridos Órgãos de Cão municação Social.

E tal como me converti rapidamente ao liberalismo, ao contrário do obeso Carlos Abreu Amorim que não conseguia ver mais longe e andar mais depressa no seu rumo de vida, também aprecio cada vez mais a Monarquia, conhecendo o que a República da treta tem dado em 100 e poucos anos. Afinal, se o problema são as heráldicas e as transmissões por berço, vulgo fidalguias hereditárias, pois a merda da República tem tantas que deve corar de vergonha monarquia que se preze. E quanto a socialismo ignaro e para idiotas, até a Coreia do Norte tem menos piada que os bardamerdas dos boilivarianos tão amigos do paspalho socrático... Adiante.

 
Parece, como já escrevi, que os charlies charlots tugas já se esqueceram como era a vida entre 2007 e 2008, agora apenas muda o "jornalismo travestido" atribuído à TVI, hoje amordaçada, com o "jornalismo de campanha" que os sequazes atribuem ao CM.
 
De resto, este abaixo é um Editorial de coragem que raros em Portugal serão capazes de subscrever, porque denuncia a podridão dos Me(r)dia tugas e aponta nomes aos bois denunciando-os de forma clara e objectiva. A isto junta-se o episódio da tomada de poder do JN, como em tempos anunciei na entrada do Camões e os vermes socráticos que fazem do JN o antro de servidão política só comparável à manipulação comuna do PREC há 40 anos. Um nojo o Portugal de Mário Soares e seus acólitos maçónicos - atrevo-me a incluir até Pinto da Costa, que prefere também uma Imprensa sabuja e suja sendo incapaz de criar um título decente e promover Informação livre e plural. Não por acaso, o denunciado presidente do FC Porto tem assumido posições sócretinas e abjectas que dizem bem do seu perfil de manipulador e ameaça à liberdade de expressão.
Espero por mais notícias do Correio da Manhã que nesta matéria não está pelo alarmismo islamita que pretensamente é usado para acobardar a sociedade - foi assim, com esse pretexto, que até países de Imprensa livre como UK e USA manietaram, irremediavelmente?, a sociedade Free Press por excelência.


Estado de Direito
O fim era óbvio e já tentado anos antes – Sócrates precisava de matar a imprensa livre para não morrer politicamente.
 
Com o seu advogado na liderança de um importante grupo de Comunicação Social, José Sócrates mexia os cordelinhos dos seus fiéis para coartar a liberdade ao Correio da Manhã. O fim era óbvio e já tentado anos antes – Sócrates precisava de matar a imprensa livre para não morrer politicamente. Ensarilhado em conflitos de interesses vários, que vão do BES a Angola, em que ocultou informação relevante sobre a situação do grupo de Ricardo Salgado; de Sócrates à Altice; da Zon à TAP; também Proença de Carvalho e seus múltiplos clientes precisam do manto discreto da censura prévia para vender Portugal a retalho sem ética nem dano próprios.
Para o cidadão Proença, como para Sócrates, qualquer laivo de liberdade de imprensa é um perigo para a opacidade necessária aos seus negócios, que acabarão por fazer de Portugal um imenso campo de refugiados, sem orgulho nem esperança. É neste contexto que deve ser lida a notícia de hoje, e as que o CM avançará nos próximos dias, sobre o pântano que Proença tempera na sua enorme panela de feiticeiro das leis e das ordens. Para Proença, como para Sócrates, o nosso país só é viável se os procuradores tiverem medo, os juízes vergarem a cerviz aos novos ricos e os jornalistas não tiverem inquietações que vão além do estado do tempo e das ocorrências do acaso.
É cada vez mais necessário saber o que dizia Sócrates nas escutas ocultadas aos cidadãos, que portugueses dignos e juristas de qualidade classificaram como atentado ao Estado de Direito. Agora, a história repete-se com Proença de Carvalho, já detentor do controlo sobre dois importantes jornais e uma rádio, a visar o controlo da TVI e o amordaçar dos produtores de conteúdos independentes, com a compra da PT pelos franceses da Altice. É perante esta grave ameaça sobre a liberdade de expressão e de imprensa que, à semelhança do que aconteceu na Face Oculta, o CM irá constituir-
-se assistente no processo que agora corre contra o empobrecimento de Portugal, promovido por José Sócrates e os seus inúmeros títeres.
 
 
O CM é, maioritariamente, lixo informativo e abominável pasquim especulativo? É e ligo-lhe tanto como à Bola de Ouro ou os Óscares de Hollywood. Mas não tem só defeitos. Não há sequer homem virtuoso que não os tenha. Os pasquins também não.
 
E resistem os blogues inteiramente livres, pois é preciso ter colhões para escrever isto. Isto. E isto.

18 janeiro 2015

Futebol dos charlies e dos charlots

Cheguei a admitir que pudessem tocar-se lá no infinito, em abstracto, mas nem isso os postulados sobre a matéria permitem.
Foi por isso que logo rotulei de estúpida e ignorante a tentativa, canhestra e só bem-intencionada por pretender favorecer o Benfica no golo sofrido com o Rio Ave e só aceitável para palermas e outros ignaros de algum estudo simbólico ou apenas metafórico, ensaiada de demonstrar alguma coisa feita, na ocasião, perante os basbaques parolos na hora, pela estação de merda que é a SIC.
 
Na Luz, no golo limpo do Rio Ave que nenhuma imagem apagará (ao lado), puseram duas linhas pretensamente paralelas não a cruzarem-se ou tocarem-se sequer no infinito, mas nalgum lugar 43 da fila 39 da bancada ZY sector XPTO anel HUMPTY DUMPTY do estádio lisbonense num acto perpetrado por uns chico-espertos da capital da parvónia.

Não sei se esta imagem abaixo foi feita por alguém com intuito de afirmar o que seja ou só para zombar com a imagem do golo do Rio Ave que não valeu. Mas também em Penafiel as pretensas linhas paralelas que traçariam a linha defensiva dos rubro-negros para se ver a posição mais recuada de Casemiro e a linha frontal da grande área não se podem cruzar na bancada por debaixo da qual está a tasca do Ti Vítor e onde a comadre Chica das Iscas faz petiscos de pasmar - estou a brincar, mas atrás daquela bancada, no canto do estádio confinando com a estrada principal, atravessando-a, há ali um tasco mesmo com um tintol de estalo, fiquem a saber e não custa encontrar.


Mas nada geométrico justifica esta parvoíce com as linhas alegadamente paralelas e pretensamente para demonstrar algo mais do que o impossível, a de elas se tocarem algures, muito menos ali logo na proximidade da mão de semear.
 
A olho nu, logo na 1ª imagem do jogo era possível ver, pela percepção da profundidade, que Casemiro estava atrás dos dois defesas penafidelenses. Um deles, o de "cá", até está mais atrás um pouco do que o colega de sector. Casemiro nem sequer está em linha com este último, o mais próximo de si.

Não é de esperar que coisas de observação simples sejam atendíveis por mostrengos que põem nas tv's como as vacas chocas a apascentar as velhas nas manhãs televisivas. Já não sabem caralho de futebol e será pedir muito que tivessem um mínimo de instrução primária. Como é que as TV's geraram estes mostrengos é uma coisa mais difícil de explicar do que admitir que as linhas paralelas se encontram algures na puta que os pariu.