14 Abril 2014

Acho que A Bola contiuaria a ganhar e o FC Porto a perder

- criticam o que os outros fazem sem saber-se como fazer melhor;
- o FC Porto não ajudaria ninguém a ganhar mais por page views.
 
Daí a Imprensa do Porto ter definhado, o FC Porto sido desprotegido e todos ficarem a perder.
 
Como? O FC Porto sempre atacou - vide MST - jornalistas que lhe eram próximos; e, pelo acima alinha(va)do, nunca soube fazer melhor do que os que criticava. A moda pegou-se aos adeptos, alguns permanentemente agarrados ao que dizem e pensam em Lisboa.
 
O FC Porto nunca lucrará com o statu quo e A Bola terá sempre mais leitores, mesmo portistas.
 
Parabéns, pois, ao regresso aos anos de vacas magras, ao 1982-83 e quando ficava atrás dos dois de Lisboa.

13 Abril 2014

Um golo sem o grito de "goooooooloooooo"! - mas isto ainda não é a "Revolução"

Não tinha hipótese de ver o jogo e até só soube do resultado parcial ao entrar no carro quando começava a 2ª parte com 0-1 (Varela, ouvi dizer um bonito golo). Sinceramente, já é difícil ver um jogo do FC Porto no campeonato, onde tudo está perdido há muitos meses que nem me lembro apesar de desde cedo ter vaticinado o desastre iminente. Quando se conjugam, entretanto, gestão de resultados e de jogadores consoante as competições surgem a tropel, e se sabe que na equipa estarão em simultâneo Josué, Licá, Carlos Eduardo e, pior do que tudo, Abdoulaye Ba, conforme ia ouvindo, percebendo uma enésima combinação de centrais mas com o regresso de Maicon que deve saudar-se, a vontade fenece.
 
De resto, no relato que fui alternando pelas emissoras, ouvi repetidas vezes o som de um arrepio na espinha sempre com o mesmo denominador: Ba chegou a ser considerado (via TSF) o "pior em campo", o golo bracarense teve a sua responsabilidade e a vitória dos minhotos poderia ter-se escrito em mais uma asneira da grossa desse pateta que não quiseram formar em sentido estrito no Dragão e a rodagem fez-lhe mal á sua cabeleira que adora movimentar mais do que as pernas.
 
Enfim, sem ter visto o jogo, nem os golos sequer à hora que escrevo (23h) ao chegar a casa, tenho tanto para escrever que me perco. É que, soube acidentalmente, já se fala numa revolução do plantel na próxima época, vi de soslaio uma capa de O Jogo no sábado, salvo erro, ou na 6ª feira, que já nem ligo, sobre uma mudança profunda. Bem, ao que se vê desta época, se isto não foi uma revolução não sei o que será semelhante, tal a proeza da temporada que remonta aos primórdios de Pinto da Costa que os palermas aduladores aplaudem de pé e em sentido. Se olharmos, como eu que não vi, para os jogadores "amandados" para o campo percebemos a revolução havida e o tiro no pé que era supostamente o início de mais 30 anos de sucesso. Mas Luís Castro conseguiu a proeza de mandar na 1ª parte, ao que ouvi no decorrer da 2ª parte, e ganhar no fim, a despeito dos sustos do mostrengo Ba.
 
Apercebi-me que, talvez pela importância de que se reveste a proeza leonina, o rapazito da TSF torcia para que o 2º lugar ficasse decidido. O bimbo conseguiu, de resto, com pesar mas notório ênfase desse enfado, dar o 2-1 do Porto sem anunciar golo, isto é: houve um cruzamento, não sei de quem, e ouvi relatar "Carlos Eduardo de cabeça... e a bola no fundo da baliza de Eduardo", o rapazito deve ter ficado surpreendido e lá depois se apercebeu e fez-nos saber que era golo, gritou golo uns 45 segundos depois do golo mas também foi a primeira vez, aparte isso, que percebi a descrição de um golo antes de ser anunciado. Como já não tremia de ansiedade e tenho muitos anos disto que ainda deu para ouvir isto, não perdi o controlo da viatura nem mudei de velocidade com a excitação que o  morcão da TSF, não sei o nome, fez por me cortar pela raiz, de resto condimentado com o propalado desinteresse que o resultado lhe causava ao não permitir que a jornada consagrasse já o campeão do 2º lugar.
 
Como destas pequenas misérias se vai fazendo a bola tuga salvou-se o dia e a minha 2ª parte de relatos da bla, pois só me azucrinava a cabeça o "pior em campo". Bah...

10 Abril 2014

Privadas virtudes publicos defeitos

O flop de 20 milhões por comissões várias esteve em dois golos com a falta de intensidade habitual. O italiano marcou pênalti inexistente levado no teatro do colombiano Bacca para abrir a ferida de falta de estofo. De novo a rábula Carlos Eduardo. Quinto te quero. Kelvin quando está tudo perdido. Sai flop Danilo. Recua Ricardo que entrara para a frente por Varela. De desastre em desastre ate levar quatro de uma equipa banal. Corolário para a SAD. Vergonhosa.

07 Abril 2014

Para não esquecer

Arrepia-me ler e ver coisas deste genocídio de que se completam 20 anos do seu tresloucado início, como amigos e vizinhos se transformaram em animais e uns, mais fortes e armados, instigados pelas elites locais e aparentemente gente de bem, massacraram outros. Vinte anos depois, não é significativo saber que os hutus dizimaram os tutsis, às vezes esquecendo até laços familiares. Há 20 anos a internet mal era usada em Portugal e eu, particularmente, aindava muito ocupado e muito por fora, mal lembro das notícias de então e muito menos da dimensão que a tragédia assumia. Mas, hoje, a internet ajuda a espalhar a notícia da brutalidade raramente vista e profusamente ilustrada e documentada, inclusive o perdão das vítimas perante os algozes que faziam aquilo como quem descascava uma banana, matando mulheres e crianças à paulada com o maior "desportivismo" que seja possível imaginar.
 
Mesmo sem ter acompanhado a coisa, lembro que em 1995 o Ruanda participou no Mundial sub-20 do Qatar (onde Portugal logrou o 3º lugar à custa, na "pequena final", da Espanha de Raúl e de la Peña, virando um 0-2 para 3-2 onde pontuavam Quim na baliza e Dani e Nuno Gomes no ataque). Era uma equipa, aparentemente, de unidade, diziam, com hútus e tutsis, apesar da ferida ao tempo aberta. Assim a jeitos da Coreia unida que participou no Portugal'91, da mesma categoria etária, sem relevância para o processo histórico ou sequer de aproximação. O que se tentou saber do Ruanda junto daquela equipa, em Março de 1995, foi quase nada, como da China que, após o massacre de Tiananmen, em Julho de 1989, se isolou quanto a comentários durante o Mundial sub-16 na Escócia (curiosamente com um 3º lugar de Portugal, então com Figo e Peixe como expoentes).
 
Não podia deixar de assinalar uma das mais tristes efemérides: o genocídio do Ruanda, a vergonha que a ONU ainda sente por não ter socorrido aquela gente - e pareciam todos iguais - e a vergonha que toda a gente deve sentir, e chorar, amargamente.
 

06 Abril 2014

Meia parte e Bah...

Definitivamente, a equipa acertou agulhas e ao adversário que impusera a primeira derrota na Liga aplicou-se um 3-0 ao intervalo salpicado por duas bolas nos postes, agora na baliza de Fabiano para variar.
 
Jackson bisou marcando até de penálti que Quintero pediu para bater por sofrer a falta de Makelélé e Ghilas também molhou a sopa, tudo em meia hora movimentada com Quintero e Herrera na construção. Não se sentiu a falta de Carlos Eduardo, ainda que provavelmente utilizado na próxima saída europeia a Sevilha. Mas percebeu-se a falta de Mangala e o excesso de Bah na defesa: duas fífias, uma a permitir um cabeceamento de Makelélé que Fabiano defendeu para um poste; outra que deu mesmo golo, porque Bah não existe, não faz oposição, é transparente.
 
A 2ª parte foi um bocejo, com  o FC Porto desligado e a Académica a acreditar, começando por virar todos os mecos pelo caminho. Até o árbitro Manuel Mota teve um choque violento com um rapagão de Coimbra e foi substituído ao intervalo.
 
Luís Castro deu minutos de rodagem a Quaresma e Danilo, poupados de início, mas ao meter Josué foi, como com Bah, lembrar que por alguma razão o Porto meteu tanta água no vinho esta época e passou a jogar, e acabar, com 10. Josué jogou displicente e desinteressado e se nem o banco aceita pode ir pregar para outra freguesia porque não tem estaleca para mais. Foi mais um erro de casting num filme horrível após o intervalo em que se viram todos os horrores da débacle anunciada.
 
É o que dá não ter nada para jogar para além do 3º lugar.

«Ó Luís, vê lá como é que fico melhor a olhar pròs...? Assim fica melhor, ou fica melhor assim?»

Faz hoje 3 anos. Sócrates preparava-se para anunciar ao País a ajuda da Troika para pagar salários e pensões em Junho.


Uma boa forma de comemorar o socialismo que nos durou 40 penosos anos e perdura nas contas próprias...

05 Abril 2014

Este mundo está perigoso apesar de dar para rir

 
Custa-me acreditar no ridículo a que chegamos, a que chegou o FC Porto, mas depois de ter sido movido um processo, anedótico e fracassado, a um alegado humorista, mais fedorento do que valente ou sequer credível, por ele achar que o Benfica ganhava 15-0 ao FC Porto da SAD não espero nada e também raramente me revejo no que faz.
 
Em matéria de negócios do futebol e transferências de jogadores sempre tive receio de alguma indelicadeza pondo em causa tudo e todos. Aliás, pugnei sempre para não se atacar as pessoas com presunções, até por o segredo (dos números) ser a alma do negócio e haver muito pouca transparência. Os motivos que levaram MST a questionar a compra de Ghilas desconheço, porque simplesmente não leio o que ele escreve nem acedo à Bola com facilidade e regularidade - ao contrário de muitos portistas, incluindo a SAD, que gostam de ler o paquim da Queimada por muito nojo que lhes meta e contribuem para a sua sobrevivência quando jornais do Porto e no Porto definharam e desapareceram... Não me importa isso de como o MST se atreveu a escrever como, na sua ignorância futebolística, escreve sempre; mas se emite uma opinião e, nela, diz não acreditar no que se diz, enfim, é lá com ele. Também depois daquela arenga patética de Pinto da Costa sobre comentadores (portistas) e fait-divers é, igualmente, de esperar de tudo e, sim, configura uma intimidação: veja-se o António Oliveira, directamente visado, que meteu o rabinho entre as pernas (comentei oportunamente).
 
Infelizmente, o FC Porto é só híper-sensível em certas matérias que mexem com a honorabilidade, alegadamente, de alguns dirigentes que circunstancialmente o representam. Mas é mais uma lição para sócios e não sócios aprenderem. Eu há muitos anos defini o que gosto e o que não gosto e a forma de me associar a algo: que valha a pena e me dê confiança.
 
Uma lástima. Não havia necessidade. E seria cómico se não fosse trágico.

Entretanto, algo que não suscita comichão a um cão com pulgas num pasquim da capital, essa coisa inenarrável, qual Maduro bolivariano agarrado ao poder e à imagem santificada do Chávez que ficou gravado em pedra e remeteu a Venezuela para o tempo dos Flinstones, essa coisa da Liga é um esgoto a céu aberto e com cenas realmente indignas sem sugerir asco aos comentadores lisbonenses.

Isto seria trágico se não fosse apenas cómico e revelador do que um usurpador é e de quão baixo se pode descer: realmente, Mário "Maduro" Figueiredo é um traste da pior espécie, vale que não tem tropas de assalto para massacrar a tiro afugentar os que receia tirarem-lhe o tapete poder em que locupletou; e os de Lisboa que o movem como uma marioneta não se dão ao trabalho de vir combater por ele e com ele, que fecha as portas da Liga como um tasqueiro fecha uma taberna alegando "Direito de Admissão", esperando, quiçá, ser o Ianukovich para ser exilado em Lisboa...

Nunca o futebol português, com a sua associação de clubes, desceu tão baixo e pensar que algumas palermices criadas na intelligentsia lisbonense foram capas de jornal: comparado, isto parece os Khmers Vermelhos nos assassínios em massa no Cambodja no final dos anos 70 - idiotas e palermas é o que mais tem proliferado no futebol mas decerto os pequenos clubes que, depois do tasqueiro Loureiro, inventaram mais uma abencerragem têm o que merecem e não quererão tão cedo embarcar em aventuras utópicas de tipos mais golpistas que os militares da Guiné-Bissau...
 
 
n.b. - um comentário num post abaixo, publicado após o meu regresso às lides, fala nos zunzuns da saída do d.g., que presumo ser Antero Henrique mas a hierarquia do Dragão é algo nebulosa tal como muitos negócios (em todos os clubes!). Também não sabia, não ouvi e só li a deixa desse amigo.

04 Abril 2014

O melhor guarda-redes português é que parou o Porto


Sempre o disse: para mim, Beto é de há muitos anos o melhor guarda-redes português. Foi Beto que evitou uma vitória maior do FC Porto, com a ajuda dos postes num par de vezes. Mas, como com o Nápoles, Fabiano teve o seu momento de sorte e salvou um golo por milagre, mantendo a baliza inviolada o que é bom para a 2ª mão. Mas com os castigos de Quaresma e Jackson e Fernando (e Defour, segundo ouvi dizer?), em Sevilha será complicado manter os andaluzes em respeito como se conseguiu com o Nápoles. De qualquer modo, este FC Porto e apesar da teimosia de pretender tirar-se alguma coisa de positivo de Carlos Eduardo numa posição fulcral na animação ofensiva e que dê elã ao futebol portista mais organizado mas ainda a carecer de contundência na hora de marcar, é um FC Porto que inspira confiança ainda que transpareça alguma intranquilidade. Essa contundência, o marcar num golpe certeiro quando menos se espera, pode favorecer as características de Ghilas, como sucedeu em Nápoles.
 



Ora, se é em Nápoles que o FC Porto tem de encontrar inspiração, desta vez terá de criar uma forma de jogar adequada, sendo o 1-0 o mesmo a preservar, mediante os jogadores disponíveis. Eis um teste com o qual não estaríamos à espera mas que testará a habilidade de Luís Castro de reinventar o FC Porto pela segunda vez depois de mais de meia época ao deus (menor) dará.

Mis uma vez, por ter estado ausente, não pude actualizar a publicação de alguns comentários.

02 Abril 2014

Mind games de Klopp o Mourinho da Alemanha

A propósito de lições de alemães, o Dortmund já esteve em bancarrota e até vendeu o estádio (maior da Alemanha) mas em 10 anos recuperou e foi bicampeão da Bundesliga antes de chegar à final da Champions da época passada, em Wembley. «Obter êxitos sem ter dívidas». É claro que os tugas não gostam de alemães e até Mourinho desapreciou a Bundesliga quando quis picar Guardiola...
Este também tem pinta e gosto dele. Mais ainda quando, como em Nápoles no início da Champions, berrou com o 4º árbitro tuga no jogo apitado por Proença mas, no fim, reconheceu que se portou mal: "Fiz figura de palhaço", disse.
 
O Dortmund volta a Madrid, agora mais fraco, com menos dinâmica e menos contundência. O Madrid, subscrevo, é melhor do que há um ano, apesar de seguir em 3º na Liga espanhola.
 
Não está mal para aquele que ameaçava a chegada de Pep Guardiola à Bundesliga: "Vou ser o Mourinho da Alemanha". Estas coisas pagam-se caro, o Dortmund está a 23 pontos e já viu o Bayern ser campeão ainda mais cedo do que na época passada (quando distou 25 pontos do 1º lugar).
 
É a vida, o futebol continua e este, assim dito, é um grande futebol,
 
No futebol paroquiano da terrinha saloia, parola e do rei na barriga da falida capital do império cheira a porcaria por todo o lado e o discurso é do mais pobre e mortífero que pode haver.
 
Contudo, vou tentar ver o Paris SG- Chelsea, parece-me a mais equilibrada e discutida eliminatória, mesmo acima do Barça-Atléti.

«Se ganhamos é pelos árbitros, se perdemos é fim de ciclo»

 
 
 
Tudo isto e muito mais mesmo em vésperas de uma Champions ainda que num dérbi espanhol na Europa.
 
Como é que vejo isto? Com saudade de Kelvin, sim o mágico do minuto 92.
 
Depois da sua proeza, o herói portista inopinadamente remetido para o museu e deleite do presidente afeiçoado apenas a memórias tuítou: "Sou Chelsea toda a vida", antes da final de Amesterdão da Liga Europa.
 
No Porto há quem goste de ser corno manso; Lisboa agradece.