01 setembro 2015

Mercado calamitoso! No FC Porto um horror!

Posso ser só eu, mas acho toda esta acção do mercado uma estupidez extensiva aos três grandes. Por arrasto, como é da praxe, a forma absurdamente idiota como os pasquins tratam as transferências, mesmo as não concretizadas como ridiculamente o Rascord hoje destaca na capa regional em que já nem uma pub de tasco leva na 1ª página e tem de ocupas as "orelhas" dantes pagas com notícias sem relevo (Wilson Eduardo e Moutinho já durante o dia de ontem eram notícia e no caso do primeiro creio que até o JN deu a notícia em 1ª mão).
 
No que ao FC Porto diz respeito, estas duas incorporações e uma meia dúzia de cedências comprovam como aquilo anda ao deus-dará. Primeiro facto: o mercado da época passado foi insano e já são despachados jogadores que eram apontados como reservas do futuro (Ricardo Pereira) e mesmo quem veio em Janeiro (Hernâni, como aqui então notei iria servir para render Quaresma e afinal...). Uma autoconfissão de estupidez na gestão desportiva e sem se saber, afinal, se quem manda é o treinador ou a SAD está em autogestão, como é muito provável e propicia precisamente a primeira dúvida.
 
Se quem manda é o treinador, então para quê Bueno, mesmo que grátis, se ainda não calçou? Era para jogar atrás do ponta-de-lança e, enfim, lá apareceu Brahimi na posição 10 frente ao Estoril.
 
Mas seria um jogador do Rayo Vallecano adequado para a função no FC Porto?
 
E será Corona, um desconhecido mexicano que actuava no Twente tão modesto quando o "Salgueiros" de Madrid?
 
Será Layún, outro azteca, um corredor de lateral? E se era preciso um para a esquerda, vindo um dextro, para que fica José Angel? E perdem-se os dois laterais-direitos, aliás três? Ou já esqueceram que andou aí um africano que mal se soube o que valia e fazia? Sem Danilo e Ricardo Pereira em quem Lopetegui não confiou para Munique adaptando estrondosamente mal Reyes (outro sacrificado aos caprichos do treinador!), há alguma noção do ridículo?
 
E se eu questionava o que via Lopetegui face às carências da equipa e ao seu limitado conhecimento do mercado, que verão os jornalistas quando apontam que o técnico "deu sinais" à SAD do que queria e do que não queria, sobre o lateral-esquerdo, quando a posição-chave em questão no sábado foi Brahimi a 10 temporariamente enquanto Bueno, pegado de raiz para a função, nem no banco senta?
 
O que vêem os jornalistas, afinal?
 
Hoje dá-se por bem que A SAD "satisfez" o técnico? Mas a SAD já não manda, claro, daí poder dar-se bicadas à SAD até pelos mais insuspeitos jornalistas cerimoniosos...
 
Volto a frisar: há um ano condenei a SAD pelo fracasso e ilibei Lopetegui; este ano já inverti os valores, ainda que reconheça, de há muito, incapacidade gestora da SAD e de que é exemplo o fracasso dos técnicos pós-Vítor Pereira - a começar pela saída deste, bicampeão com menos de metade do valor que os últimos tiveram ao seu dispor.
 
Não acredito em Osvaldo, vejo partir gente sem eira nem beira, chega um Imbula por preço-recorde, vão pequenas jóias que nunca tiveram oportunidade, até o Djalma já rescindiu e Rolando vai acabar o tormento da ligação ao Dragão que não teve Jesualdo como responsável, ao que se disse então, mas sim Antero Henrique, o cancro do pulmão em vias de ceder o fanico.
 
Nos outros rivais nem é bom falar. Mercado ziguezagueante de um ano para o outro, veja-se o Sporting a despachar metade dos que adquiriu há um ano, veja-se o Benfica delapidando património como era obrigado pelo dispêndio insano dos últimos anos.
 
Cruzando rotas e figurões, o Jimenez era tão desejado no Dragão há um ano e foi para o Benfica. O Carrillo ia para o FC Porto e ficou no Sporting - que, claro, "rejeitou" mais uma oferta milionária (12ME) quando temia a saída em breve a custo zero para o Dragão.
 
Os pasquins assobiam. Pudera, também estão no limiar da subrevivência. Porque a barreira da cretinice já a passaram há muito, qual aborto hoje em vias de absolvição pelo Papa popularucho e basbaque que o Bergoglio argentino vai saindo...
E vejo, ainda, alguns valores de outros clubes saírem para o estrangeiro, Pedro Tiba, uma revelação, foi a surpresa que os jornais me reservaram para hoje.
 
É incrível a estupidez que uma aparente abundância de dinheiro propicia.

30 agosto 2015

O que vê Lopetegui?

Foi a tempo de emendar o meio-campo, preenchendo com André André e retirando o complicativo Varela que fazia os flancos com Tello, mas a opção de Brahimi atrás de Aboubacar deu resultado até ao golo e não se sabe se foi por temer a derrocada do miolo face ao pressionante Estoril se o facto de Varela não dar conta do recado e obrigando a desviar o argelino para um flanco, que levou o treinador portista a mudar o figurino de forma substancial mesmo que para voltar ao esquema habitual.
 
Certo é que, também, a opção ridícula de Martins Indy a lateral-esquerdo só pode ser culpa, mais do que opção, do treinador, que há um ano adaptava e apalpava soluções face ao que a SAD disponibilizou, mesmo que o espanhol tenha escolhido muito no mercado, limitado, que parece conhecer. E se há um ano eu apontava o dedo à SAD, agora só posso responsabilizar o treinador por ainda não ter despachado Angel Fernandez sem qualidade - como evidenciei num jogo da pré-época e só por causa de um golo da sua responsabilidade sofrido na Alemanha mas que já sublinhara a sua incapacidade gritante em termos técnicos no final da época passada - e ter recebido um Cissokho sem forma mas que Lopetegui levou à titularidade absurda na Madeira com o resultado que se conhece. Ora, se Angel não serve para nada, nada está ali a fazer e o técnico tem obrigação de o enviar de volta a Espanha. Se Cissokho ainda pode entrar nos eixos é uma questão de tempo e até Janeiro se saberá. Mas a equipa, ontem, voltou a ficar coxa na esquerda e, como na Madeira, sem Varela dar para as encomendas, ainda que tenha actuado à direita mas sem que Tello ajude a defender na esquerda sendo que Martins Indy não é de subir e não reforça a largura do jogo. Logo, estas duas falhadas exibições, mancas de qualidade e equilíbrio mais do que por falta de espírito, são da responsabilidade do treinador, sobre quem todos os olhos deitarão fogo reprovador pela trajectória cumprida aos ziguezagues na época passada.
 
Posto isto, se também fez questão de sublinhar ter sido o Estoril melhor do que o Benfica por 79 minutos na 1ª jornada, jogo que não vi, Lopetegui devia estar preparado para a forma saudavelmente pressionante e o seu jogo alongado de piques e bola na frente para não apresentar um meio-campo portista permissivo e às aranhas, ao ponto de cedo, confortado pelo 1-0, ter de reforçar o sector - algo que abona a favor de Lopetegui por rapidamente perceber os riscos, mas não invalida o relaxamento a que se votou ao fazer aquele 11 assim, desequilibrado para a frente, manco à esquerda, nunca consistente e muito ao sabor da inspiração individual no ataque, como prova Brahimi.
 
O 2-0 acalmou as coisas e resolveu o jogo, não sem que antes Casillas ter mostrado que, desta vez, a solidez da equipa começa atrás.
 
Mas o mercado não pode fechar sem novidades a lateral-esquerdo.

27 agosto 2015

FC Porto contra Mourinho outra vez e ao menos não tão a Leste quanto o Benfica

Chelsea, de novo com Mourinho, no caminho portista da Champions, tal como o Dínamo de Kiev, agora mais forte do que no mais recente confronto em que o FC Porto chegou a carimbar a qualificação do grupo a duas jornadas do fim com um 0-0 na Ucrânia, enquanto o Maccabi Telavive impõe uma estreia do Dragão em Israel.
 
São duas longas viagens a Leste mas não tão a Leste quanto o Benfica, emparceirado com Atlético de Madrid para a primazia do grupo e os distantes Galatasaray, que pode discutir a qualificação, e o modesto mas longínquo Astana, da capital do Cazaquistão e o mais novo país a entrar na Champions pelos grupos, depois da qualificação à custa do APOEL de Domingos Paciência.
 
O FC Porto é favorito ao 2º lugar, partindo do pote 2, pois o Chelsea luta para ganhar a Champions embora não pareça ter estaleca para tanto. O Dínamo desta vez vai dar mais réplica, apesar do enganador 3-2 do Dragão no tempo de Vítor Pereira.
 
O Benfica é que vai ter de discutir tanto o 2º lugar com o Galatasaray como o 3º lugar com o Galatasaray, pois não é favorito ante o Atlético. A ordem dos jogos poderá ser importante, mas o que fica é um duro embate em Istambul e uma deslocação recorde até à nova capital cazaque na estreia do país ao mais alto nível com o nome da equipa que no ciclismo foi dando nas vistas em provas internacionais.
 
E a ordem dos jogos é importante em virtude também, pelas deslocações ao Leste longínquo e aos confins da Ásia, do calendário nacional.
 
Uma alínea a não desprezar até para o Sporting, que ouviu pela primeira e última vez o hino da Champions em Alvalade esta época e vai para a Liga Europa jogar à 5ª feira e com certeza ter vários jogos da Liga tuga à 2ª feira. Deslocações internas e externas que podem igualmente influenciar o comportamento desportivo. 

23 agosto 2015

Começar preocupado

Apesar dos resultados alheios não terem sido os melhores, sem eu ter visto Sporting e Benfica em acção, parece-me preocupante a incapacidade portista de novo demonstrada contra uma equipa que bate o pé, morde os calcanhares, abafa o adversário e mói o juízo como já se habituou o Marítimo a fazer ao FC Porto. Mais um jogo fraco, incapaz, apesar de a vitória parecer perto nos pés de Aboubacar e na cabeça de Maxi, este por infelicidade no último lance do jogo. O FC Porto até não perdeu, como já vinha sendo hábito nos Barreiros, mas depois do deslize caseiro do Sporting é mais um passo em falso da equipa de Lopetegui para aproveitar, lembrando a época passada e a incapacidade de dar o salto.
 
Pior, o treinador bem pedia a Tello para abrir o jogo nos flancos, mas nada... e percebeu-se a razão de Varela ser titular, ainda que tenha estado muito mal, bem como Cissokho a pegar o lugar de Alex Sandro. "Abre o jogo, Tello", gritava, mas nada. A 2ª parte foi horrível. Como o golo consentido ao Marítimo por um Cissokho idiota na função defensiva.
 
Ainda vai muito mal esta coisa de refazer uma equipa. E as aselhices alheias não servem para tranquilizar.

20 agosto 2015

Tanta publicidade sem marketing!

Enquanto somam as vendas e se bate até o recorde de 2004 em que não se atingiu 100ME, não há quem pergunte onde para um patrocinador porreiro e quem é o manda-chuva do marketing do FC Porto para tratar disso? Ou é no feminino, filha de quem manda e é chover no molhado da dinastia a perpetuar?
Ouvi e não quis crer que numa cena da pré-época a filha de Pinto da Costa foi apresentada como directora de marketing? A sério?
Há, mas vende-se muito e bem.
Falta a cor de outro dinheiro mais estrutural e não conjuntural como é a perda de património futebolístico.
Lopetegui que se cuide. Outra vez. A SAD delapidou o património. De novo. Ainda falta mais, não é?

Danilo Pereira

Entendi destacar a presença de Danilo Pereira, muito à imagem do mandão Fernando no grande círculo, na fase de construção do jogo portista que tem de começar na recuperação de bola ou, na pior das hipóteses, na inviabilização das saídas de jogo do adversário em contra-ataque junto à linha de meio do campo. Não dei conta, pelos periódicos mais ou menos especializados, de destaque semelhante, nem na bluegosfera numa visita rápida e na diagonal. Ontem, por sinal, Danilo apareceu destacado no JN, mas só em função da próxima visita à Madeira e sob o peso da tradição recente aziaga para o FC Porto na ilha - não mercê do bom labor e autoridade com que o negrão portuga se apresentou, sem complexos, impondo o físico nas divididas e marcando espaço a léguas do seu raio de acção. Não precisou de um golo, como na época passada Ruben Neves fez na estreia com o Marítimo, para se perceber que temos comandante na zona do grande círculo.
 
Os problemas portistas na época passada começaram, e acabaram, naquela zona, onde Casemiro era muito macio, nas divididas, ou muito áspero, em faltas desnecessárias e até rudes que lhe valeram cartões por falta de tempo de entrada aos lances fruto de uma moleza brasileira que o atrasavam invariavelmente e traziam dissabores à equipa.
 
A ver se se confirma a valia de Danilo Pereira, igualmente muito jovem e da cepa dos sub-20 vicecampeões mundias de 2011 (Colômbia). Porque falar dos golos de Aboubacar ou do "regresso" de Varela é óbvio e fácil. E eu só fiz a avaliação à construção do jogo apenas na 1ª parte da partida com o V. Guimarães.

15 agosto 2015

Melhor ao meio apesar de Herrera

Mais do que o resultado,  mesmo para além da exibicao importava-me ver o funcionamento do jogo portista. A imprecisao de Herrera no passe e o desaproveitamento na finalizacao não tiraram brilho ao tandem do meio com Danilo-Imbula.
Imbula cresce bem para a área mas Danilo faz esquecer Casemiro. Mais seguranca e imposicao fisica dão robustez e fiabilidade que Maxi reforça na lateral. Com varela de volta ao seu nivel como se nunca tivesse saído,  os reforcos não descaracterizaram a equipa como há um ano. São para valer desde o início e a equipa carburou bem e mais verticalizada.
Lamentavel não ter patrocinador. O reforço administrador fernan Gomes continua a não agradar embora seja invisivel a sua actuacao...

14 agosto 2015

Arranque 2015-16: desconfiado da mixórdia

Recomeço. Não vi nada na pré-época. Registei o Casillas e a importância mediática. Imbula não conheço. Muitas mexidas, não só as saídas conhecidas, mas muitos novos que nem assentaram. Ataque não pega, o treinador não sabe. Sim, constrói-se desde a retaguarda, mas o ataque é para sabedores. Muita inovação, pouca decisão. Osvaldo dá corpo mas tira fantasia. Mal sabia que o colosso Gonçalo Paciência foi emprestado. Não percebo. Como não percebi o Hernâni, também em vias de sair. Lembro o que escrevi então, em Janeiro: era alternativa ao Quaresma até na perspectiva de este sair, como saiu e Hernâni parece que também vai. Veio o Varela, aceito. O resto é a mixórdia estrumeira costumeira. Não aceito. Isto tem muito negócio e pouco profissionalismo. Não há manager. Há contabilistas, o treinador parece ser um deles. Calculismo barato. Agitação popularucha. Não é marca da casa, mas marca a decadência de uma era, a de Pinto da Costa finito. De Museu. Como vinha dizendo.
 
Não tenho expectativas, por tudo isto, para o que aí vem. A não ser que quem vai lucrar seja o Sporting. O grunho do Carvalho e o grunho do Jajus ganharem seria a cuspidela fatal. O Benfas não vai lá, já foi muito suportado pelo sistema lisbonense. Resta esperar a passagem do Sporting para a Liga Europa e que o desgaste seja maior. Porque pode ir até perto do fim, como gosta o Messias.
 
A curiosidade será a arbitragem, mais uma vez. O vi-te ó Pereira é o que é, não sei se vai ser apertado pelo Proença da Liga. Apostaria mais numa nova aragem da Liga do que noutra coisa, mas no campo as coisas vão aquecer.
 
A generalidade dos reforços dos grandes é de nível baixo. Muito fraco mesmo. Incluindo o FC Porto, que na época passada fez um recrutamento mais pensado, o treinador é que engrenou tarde. Não fosse o Casillas e a coisa era mesmo sensaborona. Depois temos a falta de apresentação, o lançamento da imagem, o bombardeamento em flashes, pessoas de carne e osso, voz e ouvidos. O FC Porto matou o marketing.
 
Mas o Benfica não tem nada e o Sporting andou às aranhas a confia no Teo, depois do filho pródigo. É pouco. As capas dos pasquins não ajudam, por muito que se esforcem e se borrem todos.
 
Mas o Dragão vai encher, como é normal no início. Estarei longe, tentarei estar atento.

25 julho 2015

Angel a sair, Julen a arder

Só hoje ao almoço viu os golos do jogo em Gladbach. Aquele pateta do José Angel confirmou apenas o que lhe vi na parte final da época finda. Depois li ao café a observação de só fazer passes para trás(sic). Tal como referi nos ´últimos jogos de 2014-15: não arrisca nada para a frente, não faz uma finta, não tem uma decisão, não serve para nada. Nem para muleta. O primeiro a sair após a pré-época. Mesmo que não tenha visto mais nada desde o início do estágio. É a minha primeira opinião, mesmo que imediata e superficial. Mas não engana. Quem engana é o lateral-esquerdo. E, quiçá, o treinador Lopetegui, que não pode falhar mais e não pode ancorar-se nos espanhóis. Chega de asneiras e incapacidade de ver o óbvio.

07 julho 2015

Isto do Casillas...

... seria um golpe de marketing, publicidade, promoção, reconhecimento e fortalecimento desportivo e institucional.

Grande malha.