27 março 2015

Qual é a parte que não percebem?

Calhou o desastre aéreo impor também a palavra associada à tragédia recente de Portugal.
Eis um Tríptico para a Páscoa, ainda fui a tempo de meter isto depois de me despedir a sonhar com o profeta Jejus que aí ficou prostrado na sua magnanimidade. Ámen.

Entretanto, deixado isto escrito atempadamente, soube ontem que o CM publicou excertos das gravações que expõe o 44 sem margem para dúvidas.
Nos telejornais do almoço, ontem, só me apercebi de menção a uma ou outra "conversa" na SIC, mas já com 1h de emissão feita, passavam cerca das 14h e vi por acaso, no zapping para ver onde chegava a pouca-vergonha do encobrimento do ex-Primeiro-Sinistro.
A Imprensa em geral é isto, de encobrimento da merda que enterrou Portugal até ao pescoço para se entreterem em guerras de alecrim e manjerona que os chuchas importa manter para desviar atenções. Os responsáveis do JN fogem disto como o diabo da Cruz, pelo que ainda li ontem.
Tenho pena que na RTP não esteja, como há 11 anos, o Rui Cerqueira a passar todos os excertos que o CM publicava do Apito Dourado. Sim, o mesmo que hoje é qualquer coisa na alegada Comunicação do FC Porto. Esse mesmo. E nem esqueci a cara da moço que encenava com ele, também entretanto desaparecida do monte, mas não virgem.
Hoje o Sol afirma, perentoriamente, que ele nem escreveu o livro. Deve ter pedido ao Miguel Sousa Calares, com prefácio do dirigente desportivo que foi visitá-lo a Évora. Ficam bem todos uns com os outros. Consta que haverá hoje mais uma entrevista a encher chouriços de Pinto da Costa: dedique um "mémoire" ao homem  da tortura, que tem-se notabilizado e muito...
Entretenham o pagode que ele gosta é de pão e circo. Mas não pensem que são todos pacóvios e que calam e guardam.

26 março 2015

Eu não sei... que mais te posso dar, um dia jóias noutro dia o luar... gritos de dor, gritos de prazer...

A "nuticia" da coluna à esquerda devia era ter um ponto de interrogação em cima. Jejus no PSG ou Barça?
Para já, os lugares não estão vacantes.
Apesar da quadra do sacrifício e do beato Jorge em campo.
Depois, era tão giro ouvir Jejus em espanhol, já nem digo catalã, ou em franciú, lá se fosse o inglês ele safa-se bastante bem, nem fica nada a dever ao pretuguês que desfaz alarvemente.
Ou, então, os "jornalistas e comentadores falam ... como se fossem bêbados".
Deve ser isso. Porque senão não teria piada alguma, vamos entrar na era da expiação dos pecados, mesmo àqueles que renegam uma, duas, três vezes - que o rei vai nu.
E por aqui me fico, bom fds e boa Páscoa se possível!
Aproveitem mais uma entrevista do grunho do carvalho ao Rascord: só podia, né? Logo numa altura em que nada tem para ganhar, só para falar. Deve ser a vertigem de subir ao 2º lugar. Parabéns aos primos. E saudações ao 44, cada vez mais carente de amigos que ficam lá longe e as romarias vão ficando caras...

25 março 2015

PREC hoje é 25 de Março... :)

"Em suma: o 25 de Novembro em termos militares foi a mesma rábula  que o 25 de Abril em que as semelhanças com a guerra do Solnado são tentadoras.
É costume dizer-se que a partir do 25 de Novembro a "direita" retomou o  poder e acabou o prec. Este suicídio colectivo e em marcha acelerada terminou, de facto, mas apenas na instituição militar. O resto continuou bem vivo e actuante e dali a pouco começava outra aventura: a das FP25, com os resquícios dos doidos do prec, alguns deles ainda hoje no asilo ideológico em que se meteram. Porém, nunca se terminou com o esquerdismo comunista, porque dali a meses tínhamos uma Constituição "à maneira" que deixava intocáveis as nacionalizações e deixou-se lavrar o fogo da linguagem esquerdista na pradaria dos usos e costumes, até hoje. A sociedade portuguesa se não estava modificada até então, ficou-o nos anos a seguir. O grande vencedor do 25 de Novembro foi o esquerdismo moderado do PS e a social-democracia do PSD que conquistaram a alforria eleitoral que nos conduziria às duas bancarrotas em perspectiva. E ainda há quem diga que as pessoas não mudam...e na verdade em relação a alguns capitães de Abril tal se verificará. Ainda andam por aí, feitos lémures de 1975 a catequizar jovens das escolas sobre os grandes benefícios do 25 de Abril de 74 que trouxe a luz ao Portugal apagado de então".
 
Porquê? Porque é 25, sei lá, apeteceu-me e não há nada de novo sob o sol, por esta altura. O resto está na porta da loja. Com fotos e tudo. Como sempre. Para não esquecer.
E o Dragão ajuda muito também.

Soube, entretanto, temendo a opressão informativa e a omissão da História nos me(r)dia controlados e vigiados por dentro de gente sem memória nem vontade de ter chatices para resguardar a vidinha, que a RTP e A1 (RDP) dão, agora, coisas de "um minuto" para (julgarem pensar) chegar à divulgação do PREC sinistro de há 40 anos. Bom era dar horas de programas com excertos de quem contou e viveu as coisas por dentro, decerto avivaria a memória dos desmiolados e calaria as aventesmas que dali nos chegaram e hoje ainda com menos crédito eleitoral e representatividade do que então parecem os arautos da Liberdade, para não falar do "Pugresso", obviamente das soluções (desconhecidas e não divulgadas) do "Creximento".

DE HOJE MESMO:
Entretanto, primeiro avança sem apoios quem mal é reconhecido como político, de juventude inconsciente filiado comunista como pecado verdadeiramente não original, mas como cidadão e empresário. E pelas reacções suscitadas acho que o lançamento foi óptimo. Henrique Neto apresenta-se hoje: se fosse agora e quisesse ir votar só lá iria por este. Embora isto da PR seja estapafúrdio e realmente inútil só possível numa república das bananas que se julga Democracia só por dar voto aos cidadãos...
Ontem, formou-se um partido político de cidadãos e não de aventesmas da esquerda bisonha e nunca moderna, um "Nós Cidadãos" que julguei ser marketing da distribuidora do cabo...

24 março 2015

Orgulhosamente sós

Não estava a par do Congresso da UEFA por estes dias em Viena, onde Platini era reconduzido, sem oposição e por aclamação ordinária, na presidência e o importante Comité Executivo daria lugar a algumas eleições parcelares de membros em fim de mandato, como é normal. Fernando Gomes, da FPF, foi eleito para o CE, hoje, segundo li por aí, um posto já ocupado, sem relevo, por Madaíl à custa de concessões várias dando um passo atrás para depois Portugal receber o Euro-2004 com apoio da Alemanha para quem não saiba, mesmo tendo a Espanha como concorrente, além de Silva Resende que ficou também ligado à indiferença da UEFA que conduziu à tragédia de Heysel, e a um Cazal-Ribeiro, ao que li, de que nem tinha conhecimento mas num tempo de pioneirismo e de nenhuma afirmação portuguesa, era só para cumprir calendário.
 
Não é que seja uma eleição de importância por aí além, mas mais vale estar do que não estar mesmo que seja redundante o personagem e irrelevante a sua presença enquanto inspirador de alguma política, algo que Fernando Gomes não tem por não ter perfil para isso. É só mais um mas o cargo é relevante, para todos os efeitos. A ocasião em si é de monta, como tal, mesmo que a conquista do lugar seja muito inferior à dimensão que estas ocasiões têm. Dou como exemplo o falado mas esvaziado G18 e a presença exclusiva do FC Porto que não valia nada no contexto do grupo formado e dos objectivos a alcançar mas tornava relevante a presença de um português. Contudo, raramente a Imprensa tuga seguiu aquilo de perto e sei de quem seguiu que, burro e incompetente como sempre, era igual estar lá ou não porque não percebia puto daquilo e passava-lhe ao lado a relevância e oportunidade da informação a colher. Um asno que ainda por aí anda, irrelevante.
 
Entretanto, alertado por notícias avulsas nos jornais, percebi ainda que a ocasião era propícia para os candidatos à eleição da FIFA em Maio e entre os quais está Figo, como esteve no recente congresso da CONMEBOL sul-americana e tem de seguir os congressos de outras confederações continentais.
 
Seria interessante acompanhar a máquina que segue e suporta Figo mas este é uma ocasião perdida à partida para a grunhice da Imprensa tuga divulgar os meandros e os bastidores em que estas coisas ocorrem.
 
Pois nem por Fernando Gomes estar perto da entrada no CE nem por Figo estar em campanha para a FIFA vi, folheando nos escaparates, enviado-especial de O Jogo e de Record.
 
Diz tudo de si e do ponto a que chegaram. Não sei se A Bola mandou alguém a um/dois momento(s) importante(s) mas admito que sim porque esse raramente falhou o compromisso com a sua história.
 
E é isto. Daí que, em geral, haja que olhar para dentro e o que há dentro de portas são as pequenas misérias e as grandes confusões por tudo e nada. Oportunidades perdidas e o regresso a tempos não muito recuados.

EM TEMPO:
Orgulhosamente estúpido continua, enfiando a cabeça na areia para ficar com o rabo ao leu à mercê dos interesses, o JN: nem na capa fez referência a uma candidatura à PR e no interior remeteu para página irrelevante. Diz nada e diz tudo.

Ver o jogo pelo resultado ou as incidências tomando o Clássico

Vejo e leio mais amiúde a Imprensa estrangeira do que a tuga nas consultas programadas online ou simplesmente no Twitter porque o mundo não acaba em Badajoz e muito menos se limita ao Terreiro do Paço e quintas adjacentes das coutadas centralistas. E sigo de perto mais as incidências das ligas espanhola ou inglesa, entre outras, do que as malandrices da faz de conta cuja liga tem contas por fazer e, como no País, ninguém em Tribunal!
 
Obviamente, vi o Clássico e, como culé mas sem vendas nos olhos, registei que o Madrid foi melhor do que o Barça - tal como na 1ª volta, tal como na época passada - apesar de, no final, o Barça ter falhado a goleada. Houve muito mais Madrid, de um nível altíssimo e é isso que para a Imprensa afecta conta. Na devida proporção e não na proporção da Imprensa abjecta que, fosse um clássico tuga, choraria ainda mais baba e ranho. O Madrid teria ganho porque na maioria do tempo, e até ao inopinado 2-1 de Suarez, mandava, ameaçava era rei e senhor no Camp Nou. Mas o futebol é assim, nem sempre ganha o melhor por muito que sejam igualados e sejam dos melhores do mundo, todos os resultados são possíveis, embora pesasse a folga europeia da semana para uns e o fardo de um jogo exigente para os catalães (notável jogo com o City).
 
Há quem pegue por aí mas não se fique por aí. E, de resto, atendendo ao já visto, os +4 pontos do Barça não são nada, como diz bem Sérgio Ramos. Tal como ao FC Porto em Abril, Madrid e Barça jogam o futuro interno pendentes dos duros duelos da Champions; estes, olhando para o passado recente, até dão perspectivas de o Madrid ser apeado e o Barça continuar, olhando o registo histórico numérico.
 
Cá na parvónia das luminárias sentadas nas sinecuras de Lisboa a coisa seria do tipo "Merecia mais" mas lá não estão com meias medidas nem chamaram nomes ao árbitro (que poupou a expulsão a Carvajal por duplo amarelo inapelável). O Madrid perdoou e é verdade, a coisa podia perfeitamente ter corrido para o seu lado, mas no final não aconteceu goleada pelos imponderáveis da bola e, tudo somado, o Barça ganhou bem, apesar de o Madrid ter sido, em larga fatia, melhor. Como são igualados, tudo pode acontecer: na 1ª volta, perdendo 3-1, o Barça marcou a abrir e podia ter ampliado 2 ou 3 vezes antes do 1-1 de gp estupidamente concedida. Não constou, então, que se deixasse de ver o jogo pelo resultado, que pareceu claro e no final foi claro; mas as ocasiões iniciais desperdiçadas, uma de Messi a 3 metros de Casillas para o 0-2, também teriam dado um avanço quiçá insuperável para o Barça. É assim. E como sigo atentamente os jogos guardo, para além dos resultados, mais do que as molduras dos belos quadros que nos deixam, ainda que este Clássico tenha sido dos piores dos últimos anos.
 
Ou seja, dá jeito ver os jogos pelo resultado ou pelas incidências. Ainda assim, a estupidez natural da pasquinagem tuga não dou desconto nenhum, à do País vizinho felizmente bem repartida entre os dois pólos absorventes e galácticos, dou o mérito de alto profissionalismo fixado por cima da especulação gratuita e da cegueira clubística deformativa da informação assertiva e bem fornecida.

Não se pense, porém, que também no valor e expressão profissional dos jornalistas, muitos dos quais conheço há anos, as coisas deixam de ser igualadas para o bem e o mal. O Madrid pode ter jogado muito bem, e asfixiou o Barça por uma hora, mas também os seus adeptos não deixaram de importunar (dizem insultar) os seus jogadores: lá como cá... E quanto às crónicas e opiniões, se ganhar está tudo bem, se perder é o fim do mundo. Para Barcelona a vitória foi merecida, na 1ª volta também era o fim do mundo tendo o Barça igualmente "perdonado". Es la vida. Mas pede-se equilíbrio e categoria que mesmo o contexto apaixonado do futebol impõe aos profissionais, perdoando-se um excesso ou outro devidamente contextualizado. Vale que para lá de Badajoz há jornais desportivos que assumem as dores e as cores dos seus, da Corunha a Valência, passando pelo 2-2 de Madrid e Barcelona.

Por cá há os envergonhados que não saem da cepa torta mesmo dando uma no cravo e outra na ferradura e os lacaios assumidos mas que se dizem equidistantes e equilibrados fomentando o terror informativo aos que não constam do rol de prebendas a distribuir pelos capitolinos. Também por aí a Espanha é relativamente bem descentralizada, autónoma e determinada e Portugal meteu-se no buraco conformista e conveniente e esgota-se na implosão suicida que mesmo quem arriba a St. Apolónia faz por reforçar.

23 março 2015

Do Quinzero à Quaresma onde se reabilita 'Jejus'

 
A Madeira não pode ser uma ilha dos Ciclópes quando o FC Porto lá vai e ainda falta a taça da treta.
 
E Quinzero tem de voltar aos juvenis, nem que seja para engraxar botas.
 
Do asco que ficou da derrota no Marítimo, meti Quaresma ao barulho.
 
Quinzero já tinha confirmado no Bessa a sua rotunda inutilidade: enganou-se na profissão, jongleur num circo com a bola perdia para as focas amestradas e os golfinhos com bico na boca ainda mais fino.
 
De Quaresma, mesmo tendo sido dos mais inconformados então, ocorre o mau e o bom, nunca se sabe. Para certos jogos é um desastre, não tem mentalidade. Escrevi-o já pela visita a Alvalade. Perde as estribeiras, não se controla, não arrisca o drible, amua e acaba até a ser algo violento.
 
Mas desenrasca muita coisa. Sábado fez em 15 minutos o que ninguém fez em 75 antes e nos 90 entre os que lá estiveram desde o início. Quaresma mostra o seu carácter, mesmo quando pelo lado negro da lua. Ou seja, talvez inspirado na Quadra, tem aparecido bem, "limpo" da cabeça e entregando-se à equipa. Tiro-lhe o chapéu: neste contexto, como disse no início de ter perdido o episódio da braçadeira (agora recuperada com o Arouca), o Quaresma é importantíssimo; ao invés, se amua, só divide e prejudica. Mas tem futebol!

Foi uma lástima ver Brahimi embrulhar-se em inconsequências e pela primeira vez vi Lopetegui sem saber o que fazer e sem coragem de mexer, ainda na 1ª parte. Já com o Arouca, apesar do MVP Aboubakar, foi Quaresma que puxou por aquilo, ele foi o MVP que no jogo seguinte não pode ir para o banco. Lopetegui conhece e avalia o plantel dia a dia, mas os jogos mostram-nos sempre coisas que não precisamos saber dos treinos. NO sábado havia insuficiências que entravam pelos olhos dentro muito antes de Tello inventar um golo improvável ainda que belo.
 
O Quinzero deviam poupá-lo a mais vergonhas. Bastou na época passada, onde disfarçava entre os Josué, Licá, Carlos Eduardo e tutti quanti.

Partantos, graças a Lopetegui, numa sua recaída que o inibe já de voltar aos "alcoólicos anónimos", podíamos crucificar o energúmeno e, ajoelhado com os ínvios a darem-lhe na cabeça e a coroá-lo de espinhos, não espetamos os pregos na sua cruz. Uma lástima, realmente. Esse rei vai nú e nós tivemos vergonha e pudor de o denunciar. Ou se eles estão borradinhos, e pareceu pelo semblante no final em Vila do Conde, mais a histeria idiota dos que até aqui andavam em catarse fanática de extremismo saloio na grande bebedeira do reino pacóvio, o FC Porto deu uma meia página de pasquim para se limparem um bocadinho.

Continuo a pensar que o Benfica será campeão, não pelo que vale, menos pelo que joga, muito pelo que tem sido, e não deixará de ser, ajudado, pedindo já às alminhas que não se esqueçam da esmola semanal, mas porque o fardo europeu vai pesar e o calendário é apertado mesmo para o extenso e valioso plantel às ordens de Lopetegui. Mas alguns valem Quinzero. E esse é outro problema.

22 março 2015

No rescaldo antes da retoma

Escrevo logo a seguir ao post sobre o jogo e fica a congelar como o Porto na classificação.
 
Ver Herrera a caroços de azeitona e a ter de jogar pelo México sei lá onde; ver Brahimi a azeitona só caroço incapaz de "agredir" ou sequer iludir alguém, ver Casemiro nem caroço nem azeitona, ver Danilo e Alex Sandro sem caroço e sem azeitona e perguntar por que, mesmo assim, Oliver que já tinha regressado com o Arouca não entrou, mas sim Quintero, pergunto se há mais balas no tambor para roleta russa e em que estado chegarão ao Olival daqui por uns dias.
 
A equipa tem feito muitos jogos, ao contrário do Benfica que tem obrigação de fazer muito mais mas sem andor não vai lá, mas irá fazer muitos e mais importantes ainda dentro em breve, pelo que o "bajón" físico vai durar e a retoma será tão dura quanto a ressaca de um período de êxtase que nos inebriou até levarmos com um soco no estômago.

Se foi difícil aguentar o Nacional, também o FC Porto tinha perdido ontem com o Rio Ave, uma equipa organizada e arrumada para causar danos na frente sem temer o adversário desde o início e superando duas lesões musculares num minuto. O FC Porto visita o Rio Ave entre os jogos do Bayern na fase que aí vem de lua cheia.

E, depois do que se viu e antevê, pensar que é bom o FC Porto depender de si, só mesmo um burro ficará optimista. Acho que se algum ficou mesmo, além do treinador portista, só o Jorge Jejum, que além de grunho continua a alardear deploráveis conhecimentos de arbitragem que nunca lhe ocorrem nas situações favoráveis.
 
Não há plantel em extensão e rotatividade que assegurem boas notas nos exames difíceis de Abril. Problemas mil.

21 março 2015

Só os burros não aprendem (e em dose dupla)

Já não é a primeira vez que depois de um deslize do Benfica - suplantado em tudo pelo Rio Ave (2-1) - horas antes, em Vila do Conde, que o FC Porto dá um passo em falso.
 
O Benfica não joga puto, o FC Porto não tem estofo. E não só não foi capaz de se aproximar a 1 ponto da liderança, cortesia de um jogo extraordinário do Rio Ave que pude ver na íntegra, depois de só ver o Benfica nos jogos com os grandes rivais e também uma boa porcaria mesmo escapando sem perder, como a equipa de Lopetegui, por culpa do treinador, não se empolgou com a janela aberta de esperança - como acabou a revelar baixa de forma física e sem estado de alma que suplantasse esse défice de pernas e pulmões que inibiu todos nos parâmetros da velocidade, explosão, posicionamento e ganho nos duelos individuais, logo perdendo toda a ligação nos sectores parecendo que jogava com menos um tal a superioridade do Nacional na defesa, no meio e no ataque.
 
Depois de não descortinar que Brahimi, nas lonas, não sacava uma finta, e mesmo Tello ser incapaz de ir à linha de fundo e fazer um "pique" no 1x1, acabando a 1ª parte a fazer um golão em rara jogada individual à falta de jogo colectivo, Lopetegui só podia insuflar desânimo com essa mosca morta que dá pelo nome de Quintero e que pensei ter desaparecido do mapa após o inenarrável jogo do Bessa.
O treinador não só não escolheu a melhor equipa, com jogadores frouxos e em "bajón" físico num estouro que se ouviu na Madeira, como fez más substituições e perdeu mais de uma hora de jogo com um meio-campo permeável - Herrera a passo, já visto com o Arouca ainda que jogar com 10 pesasse - e essa incapacidade de ler o que o jogo pedia foi determinante. Depois de trocar o "amarelado" Casemiro, também ele lento, por R. Neves, e Quintero rendendo Evandro também estranhamente complicativo, foi muito tarde que entrou Quaresma pelo improdutivo Brahimi. Quaresma sozinho quase ganhou o jogo abrindo um flanco como não se tinha visto mas Aboubakar continuou muito desamparado na área e com os médios - alô Quintero?! - sem nunca chegarem para a meia-distância e o apoio próximo.
 
Lucas João falhou de baliza aberta o que poderia ter sido o golpe de misericórdia para um Porto abúlico, sem alma nem futebol ligado e com um estrondoso estouro que até o moribundo Benfica ouviu ganhando novo alento enquanto carpia estranhas acusações à arbitragem de Vila do Conde.
 
E se o líder andou sempre ao colinho, estranhando se lhe falta apoio próximo e decisivo, o perseguidor teme chegar-se à frente e mesmo a juventude do plantel, que tem soluções, demonstra falta de ambição.
 
Antes da paragem do campeonato e o seu recomeço com trepidante sucessão de jogos este sinal de fraqueza, assombroso, depois de êxtase competitivo e de beleza futebolística, foi surpreendente, quiçá inexplicável e é altamente preocupante porque o "bajón" físico foi notório e não é com ratos assustados que se apanham gatos pingados como o bafiento Benfica, muito menos barões bávaros como o Bayern. De resto, o FC Porto não tem a desculpa da Europa, como o Benfica não tem (a não ser cansar-se de ver pela tv e, agora, esperar que o Bayern cumpra a sua obrigação sem favor) para jogo tão fraco mesmo quando ganhava 1-0, tal como o FC Porto.
 
Muito má hora para mostrar debilidades julgadas ultrapassadas e provar incapacidade de se auto-estimular para grandes feitos.
 
Sem menosprezo para o Nacional que parecia ter mais jogadores em campo, os sectores ligados, a fluidez assegurada, a subida à área sempre com vários homens, ainda que os ferros tenham protegido duas vezes a sua baliza mas sem o Porto sequer impor jogo e posse, por falta de força e jeito. Se aos madeirenses sobrou um pouco de sorte, mesmo falhando golo de baliza aberta (Lucas João traído por ligeiro ressalto da bola para lhe meter mal o pé e ela subir à canela e sair por alto), tendo algumas baixas importantes, a verdade é que não merecia perder e o empate é justíssimo.
 
A cara de Quintero e a inépcia de Lopetegui demonstram as faltas de jeito e de força como rostos do fracasso. E, como é repetido, realmente só os burros não aprendem.
 
Jesus, por exemplo, ainda bem que continua longe da divindade que se apregoa na terra. Esta tarde só faltou ajoelhar outra vez, com Luisão expulso quis o pontinho e meteu outro para defender, mas acabou ajoelhado a pedir que não expulsem mais jogadores do Benfica porque é um exagero, aí uns 11 em 26 jogos e não pode ser, da mesma forma que já chateia marcar penáltis por mão na bola na área, mesmo que o árbitro tenha sido amigo poucos minutos depois ao poupar o 2º amarelo ao bom samaritano Samaris que Jesus, uma vez ou outra com o neurónio a funcionar, percebeu ser hora de não arriscar também aí e sacou o grego de mais chatices numa epístola aos celoricenses de Basto que bem encheram e deram luz mas está visto que não é isso que se torna decisivo - o andor é que faz falta.
 
A propósito, achei bem o portuense Manuel Oliveira, sem "o", na Choupana, mesmo na carga sobre Quaresma que julgo legal. E, de facto, Lopetegui não chegou a queixar-se do árbitro. O tipo com nome de cineasta sem "o" foi, afinal, uma lufada de ar fresco que o caruncho físico dos dragões não fez por merecer, tal como a brisa atlântica chegada de Vila do Conde não insuflou de ânimo os dragões.

20 março 2015

Com Benfica e Mourinho a verem na televisão

Porto-Bayern a 15 de Abril, entre a ida ao Rio Ave (12/4, decerto 11 por haver o Estoril a 6/4) e a recepção à Académica (19/4, certamente 18 por causa da 2ª mão a uma 3ª feira) e Bayern-Porto a 21 de Abril antes da ida à Luz (26/4), é o panorama para o Abril problemas mil após o sorteio da Champions que traz muitos dos melhores do Mundo ao Dragão, sejam campeões alemães ou medalhas de bronze holandeses no certame brasileiro de 2014.

Os problemas de Abril avolumam-se porque, como então questionei o adiamento da semifinal da taça da treta com o Marítimo dia 2 mesmo que o FC Porto jogue com os menos utilizados, o FC Porto tem a 6 o Estoril em casa e o Rio Ave em Vila do Conde a 10 ou 11, jogos de quatro em quatro dias, o que penso deveria ter sido evitado no caso da taça da treta e não obrigaria ao Porto-Estoril passar para a 2ª feira seguinte. Isto, por si só, parece de pouca monta, não fosse o caso de ser previsível que o FC Porto passasse o Basileia e teria este panorama na Champions viesse quem viesse.
 
Nem vale a pena falar do adversário, apesar de ser um dos mais fortes da Europa, enquanto por pouco não calhava ao FC Porto um dos dois mais acessíveis que saíram a seguir das mãos de Kalle Riedle, Juve-Mónaco, a parelha final do cartaz da Champions.
 
Se o Benfica vai esperar a ver na televisão, Mourinho também terá razões para se roer de inveja, pois se o Chelsea do antifutebol da sua lavra tivesse passado o PSG estaria agora diante do sonho molhado do Barcelona, sendo que Paris e Barça repetem o confronto da época passada nesta fase (e já se viram nos grupos, 3-2 e 1-3, ganhando o Barça o grupo) e depois também de os catalães terem superado o City. Há um ano, 2-2 e 1-1 fizeram passar o Barça com os resultados que agora fizeram passar o PSG ante o Chelsea do antifutebol.
 
Mourinho também poderia ter uma antevisão da época passada, tivesse o Chelsea passado mas é passado, no confronto com o Atl. Madrid ou até com o seu novo ódio de estimação Real Madrid, com os vizinhos a reeditarem a final de Lisboa desta vez em suas casas e sem os preços hoteleiros loucos de Maio'2014. Será o 3º duelo madrileno, incluindo as semifinais de 1959 que meteu 3º jogo. Vaya Leyenda!
 
O ex-técnico do FC Porto, como o FC Porto também, poderia desejar o Mónaco, como na final de 2004, mas acabou por sair à Juventus, um dos principais, e então dos mais bem colocados com o Inter, emblemas que o requisitaram ainda antes de Gelsenkirchen.
 
Pelo que, o FC Porto tem uma tarefa dificílima, obviamente, mesmo invocando gesta de 87 mas já superado, posteriormente, pelo Bayern em 91 e 2000, também nos 1/4, com um dos grandes favoritos à presença na final em solo alemão.
 
O FC Porto mini-mini Barcelona apanha o mini-Barcelona e vamos ver se o Barcelona mesmo se safa desta.
 
Mas há muita gente a roer-se de inveja, pois o quadro de pretendentes às semifinais é este:
Paris SG-Barça; Atlético-Real M.; FCP-Bayern M.; Juventus-Mónaco
 
Na época passada avançaram Atlético-Barça e Madrid-Bayern, pelo menos um cairá desta vez ou poderá sobrar um de Madrid e quereria dizer que o FC Porto seguiria em frente. 
 
Quer dizer, se passarem os não favoritos (quem são?, quem são? PSG, Atl. apesar de ter ganho 4 e 2 empates dos 6 jogos com o Real Madrid esta época!!!, FCP e Mónaco) fica tudo em aberto para a final de Berlim, onde faltará pôr o creme na bola.
 
Partantos, depois de roerem as unhas, chuchem nos dedos.
 
O cartaz é suculento e o Benfica vem muito depois, até depois do 25/4. E isso é histórico, para uns passadistas, para outros arautos da Liberdade. No futebol também. Aliás, a História demonstra-o.

19 março 2015

Manuel Oliveira, sem "o", discretamente do Porto mas tem sido assim com o FC Porto


Mais um nome estranho para arbitrar o Nacional-FC Porto. Desconheço quem seja Manuel Oliveira, mas é do Porto e vai dirigir o jogo de sábado na Choupana. É do Porto fico de pé atrás, há um vasto rol de gente do ramo que não se recomenda, aliás praticamente nenhum; é desconhecido mais desconfiado fico. Tem sido assim, em jogos discretos lá vão árbitros discretos. Ou, se conhecidos, de há muitos anos, árbitros sem estatuto. Começou com o antiquíssimo, mas nunca internacional, Paulo Vigarista em Guimarães. Entretanto, foram aparecendo os Jorge Ferreira, Luís Ferreira, o Tavares da última jornada, tudo com arbitragens de merda, árbitros de merda para u futebol atolado na merda do descrédito absoluto. Mas os presidentes andam preocupados com as contas da Liga, sem meterem o anterior presidente da mesma em Tribunal e ouvindo deste, para cúmulo, que isto da Liga é uma vergonha. Fala o roto ao nu.
 
Porquê árbitros sem currículo nos jogos do FC Porto? Porque se errarem têm essa desculpa; e têm errado imenso; a desculpa surge propositadamente como desculpabilizante, atirando o odioso, ao invés, para as "nomeações". É tudo programado, nem é cabala, está tão demonstrado como os famosos bloqueios agora denunciados pelo Collina num jogo europeu do Benfica. Calha vir uma denúncia, grave, por causa da impunidade, de fora. Poucos deram por isso, O Jogo deu destaque no interior mas remeteu para um discreto título na capa como um pasquim a desvalorizar a sentença arrasadora, a meio do jogo judiciário, que mantém o vigarista Sócrates na prisão de Évora. Diz bem do que vale a Imprensa, incapaz de denunciar por si própria o mal que mina o futebol tuga. O JN fez o mesmo, tocou na coisa mas não fez estardalhaço. Essa timidez da Imprensa dita nortenha reflecte, por outro lado, o seu declínio mesmo nas terras de origem. Nada sucede por acaso. E esconder as coisas só diz de quem o faz, quem vê de fora sabe avaliar o que se omite e a falta de coragem para o denunciar.
 
Li, entretanto, ontem, no JN que Pinto da Costa terá tido uma multa de 150 euros, mais ou menos, porque terá protestado junto do árbitro Tavares do recente jogo inclinado com o Arouca. Não havia notícia a desenvolver o tema, surgiu num cabeçalho do noticiário do FC Porto. Fiquei a saber o mesmo. Em O Jogo nem me apercebi dessa multa. Devo andar muito distraído, ando mesmo, ou andam a camuflar bem as coisas e não aparece um Vítor Pereira a dizer o "futebol do Benfica é isto" ou a catalogar Jesus como treinador que só se gaba nas vitórias e "os insucessos não é com ele".
 
Entretanto, temos o Manuel Oliveira, do Porto, na Choupana. Nem quero saber do que já fez no campeonato, sigo muito à distância e nem vejo mais jogos para além dos do Porto, tirando um Benfica-Sporting ou coisa assim. Mas sei o que os da sua estirpe têm feito. E arrepio-me.
 
Arrepio-me porque a tendência, manifestada cabalmente pelo Tavares de domingo passado, é vincada. E se não é do cu é das calças, vide a denúncia de Pinto da Costa sobre o Porto-Guimarães que o sobe-e-desce algarvio Nuno Almeida não controlou como devia. Até um Vasco Santos, parolo portuense ansioso por agradar a Lisboa para ter insígnias, teve de meter a colherada como 4º árbitro...
 
Por exemplo, soubemos esta semana da avaliação tão negativa do Cospe Machado no jogo que eu segui apenas até aos 30 e tal minutos, porque percebi que o jogo em Braga da taça da treta era uma merda própria da competição malfadada e do reles futebol tuga que é servido à populaça com doses cavalares de megalomania típica do Ronaldo. Uma avaliação tão negativa que em todas as decisões analisadas foram todas em prejuízo do FC Porto. Quatro em quatro. Cem por cento. Nem no pífio FC Porto-E. Amadora lograram descortinar algo similar, nem de perto...
 
Logo o Cospe Machado que é pela aparência, mas só isso, o Collina tuga. Uma merda luzidia como a sua cabeça vazia e não só de dose capilar. O Collina que surge a dar o exemplo negativo e bafiento que por cá não é denunciado mas sabemos como é lá fora e sabemos que os de cá não aprendem com os de fora, a começar pela Imprensa de sarjeta cujo papel não serve, hoje, nem para embrulhar peixe, como há tempos se dizia.
 
Mais um sinal inequívoco do que se passa mas sabe-se, em notícia inexistente, que Pinto da Costa criticou, algures e desconhece-se em que tom, de que forma e em que local (em virtude das limitações desses contactos), o Tavares da encomenda de domingo. Vá lá que não foi uma multa de 39 euros. Foram 150 euros, mais ou menos. Pasmo.
 
Parece-me acertada a presença de um internacional, Marco Ferreira, no Rio Ave-Benfica. Temi que fosse, pela enésima vez, Bruno Caixão, cujas peripécias no jogo em cartaz já entraram na história. Mas será o internacional Marco Ferreira o valentão, tipo Jorge Tavares no Dragão, que expulsa jogadores que vão para a baliza em situação de clara oportunidade de golo? Não, por duas vezes Marco Ferreira não expulsou jogadores que como últimos defesas impediram claras oportunidades de golo, frente ao P. Ferreira...
 
É que se também, por outro lado, se procura poupar os internacionais a poucas-vergonhas, retirando-os amiúde dos jogos do Benfica sempre marcados por coisas anómalas mas nenhuma contra o Benfica, isso tem a ver com a mãozinha das nomeações e nada acontece por acaso. A Imprensa espanhola até já percebeu que algo de anormal se passava, mas talvez por haver uma ligação de muitos espanhóis esta época no FC Porto, ajuda a alertar.
 
Depois admiram-se da imagem que Portugal, também no futebol, tem lá fora, à parte a selecção que aparece nas fases finais e tem ainda Ronaldo para mostrar.
 
Devia envergonhar toda a gente, do meio, mas só realça a timidez com que tratam as coisas cá dentro.
 
A intervenção de Collina é uma espécie de Troika a chamar as coisas pelos nomes e a pôr as instituições a terem vergonha do que omitem e permitem, sempre à margem das leis.
 
O destinatário é bem identificado. Mas o tuga faz-se de sonso. A cavalgadura de sempre, sempre comido de cebolada, que pode repelir a impertinência dos "cámones" que olhem cá para dentro mas sabe que tem, ou devia, clamar "aqui d'el rei" e fá-lo um dia...
 
Portugal não afundou por acaso. Por muito que muitos nem queiram saber.