30 Outubro 2014

A retoma... do plano inclinado

É curioso saber isto quando se inicia a discussão do OE2015 na AR e vemos a tralha socialista falar do País Cor de Rosa que criaram e afundaram, pela voz "so to speak" do inenarrável Ferro Rodrigues que devia impor recato às criancinhas...
 
Passámos os anos da Troika - cujo dinheiro serviu para pagar os salários de quem protestava contra a Troika, pois não serviu para ajudar os privados, os desempregados, os pensionistas e reformados que se solidarizaram com o sorvedouro financeiro do Estado que ainda hoje nos dá greves na TAP e no Metro de Lisboa, este porque os trabalhadores estão "contra a privatização" - o "Vamos ser como a Grécia", a "Espiral Recessiva", o "2º Resgate", uma "Assistência Financeira" que seria um 2º Resgate. As coisas aparentam não estarem melhores, mas pelo menos deixaram de piorar.
 
Talvez por acreditar na retoma, Pinto da Costa e seus pares aumentam-se como capitalistas de empresa de sucesso que atingiu os seus piores resultados desportivos e financeiros em 30 anos. Não por acaso da ironia do destino, a Gala dos Dragões de Ouro revelou, no tal País que se habituou ao Cor de Rosa, que a mulher do presidente portista gosta de marcas caras e ostentou um vestido de uma coisa desse calibre.
 
Mas por muito que se vislumbre a retoma, ela dificilmente chegará aos jornais descredibilizados, os preguiçosos, ronceiros/chocarreiros e amadores que Passos Coelho apontou no fds.
 
As vendas já caem em todos os jornais, mesmo o CM que evita citar a sua queda de Janeiro a Agosto comparando com o período homólogo de 2013. Mesmo que o CM se gabe de aumentar a quota de mercado: 46 em cada 100 tugas lêem o CM.
 
Mas o CM dá-nos os dados completos da APCT. O JN já vende metade do CM (52 mil contra 104 mil), este já vendeu 123 mil há uns anos socráticos atrás...
 
Da mesma forma, há muitos, muitos anos, o Record vendia 123 mil diários. Agora, vai nos 44608 (Jan-Ago), uma subida face a Jan-Jun (42 156), mas uma queda face a 2013.
 
Já aqui falei de como o Glorigozo que só perde faz vender mais do que o alegado Glorioso que ganha 3 finais ao Rio Ave.
 
Fiquem com os números de Janeiro-Agosto e percentagem face ao ano anterior):
2011 - 58 894 (-13,7%)
2012 - 54 649 (-12,2%)
2013 - 48 574 (-11,2%)
2014 - 44 608 (-08,2%)
 
O declive é tão acentuado que não fará a reversão no futuro, por muitas capas ridículas que façam como a do Slimani a marcar pela Argélia de pé quente e o Brahimi, que marcou primeiro e lhe deu uma assistência depois, seja relegado para uma irrelevância que mal se notava.
 
Mesmo que não queiram evitar continuar, a realidade que puxa para baixo é inexorável. So long, suckers!

EM TEMPO: parece que o Rascord meteu de novo o pé na poça em que chapinha há anos e o FC Porto fala de má-fé e de forma sistemática. Nem é notícia...

28 Outubro 2014

«Inadmissível» seria até a defesa do Sporting no TAS, fosse devidamente condenado à despromoção

Palavra chocante e definitiva: inadmissível. Tem um sentido jurídico, que remete para uma queixa ou causa não poder ser admitida de per si por não ter pernas para andar, expondo ao ridículo o queixoso ou demandante. E é um adjectivo, chamando totós a quem quer à força derrubar uma parede, leia-se regulamentação que no caso do Sporting protestar o jogo com o Schalke estava obviamente condenada ao fracasso. Inadmissível é indicativo de que não se pode tolerar: conclusão da UEFA como espelho do que é o presidente dos viscondes falidos que ficam a porta de uma corte onde há regras e onde o direito nibiliárquico não conta.
 
É isto o que representa, entre a "chanfradice" e o Orgulhosamente Sós salazarento o Sporting Clube de Portugal ou da Pasmaceira e Pesporrência.
 
Ou, o que nos remete para os "Fundos russos" antes preconizados pelo grunho do carvalho, Sporting Clube Piramidal? Ainda na semana passada a RTP passou uma reportagem com um parceiro leonino de duvidosa aparência...
 
Mas o grunho do carvalho quer é que falem dele, nem que seja para dizer mal. Ele diz mal de toda a gente. Portanto, anda na crista da onda. Pobre diabo, pascácio com trejeito de bêbado mas muito adulado pela turba do verde e branco.
 
É uma pena que, para já, o Sporting não seja, por outro lado, condenado na sequência da condenação do seu ex-vice-.presidente numa instância desportiva. Por outras regras e com enorme alarida e alarme social até, uma punição destas implicaria o clube. Por muito menos o Boavista foi condenado à despromoção. E ao FC Porto sacaram-lhe 6 pontos que um dia terão de ser devolvidos, porventura, face à despenalização, consagrada em todas as instâncias jurídicas, do castigo imposto a Pinto da Costa.
 
Então, um dirigente condenado não leva em consequência a uma condenação do seu clube pelo qual orquestrou uma manobra de corrupção, coacção ou tentativa de suborno?
 
Imaginemos que depois de tantos recursos e esquemas jurídicos o Sporting usaria o recurso ao TAS como última entidade a dirimir o conflito na área desportiva.
 
Tenho a certeza absoluta que a condenação seria confirmada no TAS, porque contra factos não há argumentos.

Dirigente de clube condenado não condena clube?

Desculpem a oportunidade e a própria pergunta, mas creio ter ouvido durante o fds, que passei fora, algo sobre uma condenação, desportiva, de Paulo Pereira Cristóvão, já não sei bem mas creio que de 15 meses, tudo ainda relacionado com o depósito em dinheiro de 2 ou 3 mil euros na conta do árbitro-assistente Cardinal antes de um Marítimo-Sporting.
 
Então, perdoando a ignorância do macaco, um castigo a dirigente de clube não arrasta, agora, penalização para o clube?
 
Ou o clube dos viscondes é como o banco do Espírito Santo? No pasa nada? Não há castigo para mais ninguém e o ex-dirigente foi só um mexilhão?
 
Devo ter apanhado sol a mais, mas juro que ouvi falar disso, penso que no sábado, embora as capas dos pasquins desportivos de domingo nada trouxessem sobre a matéria.
 
Queima o assunto?
Não há comentadores sobre o mesmo?
Nenhum expert em Direito Desportivo deu uma achega?
Algum director de sub-informação e pseudo-informação fez editorial sobre o caso?
 
Ou anda tudo com o rabinho entre as pernas ou quiçá alguma perna metida no rabinho?

E quase aposto que não foi levado a debate nos programas da treta, ou porque os editores e moderadores passaram ao lado ou porque nenhum dos paineleiros rivais espicaçaram o Sporting abençoado por uma estranha Justiça Desportiva que tanto apregoam como intransigentes defensores preconizando punições a terceiros.

À boa maneira tuga.

De tal maneira (tuga) que há gente que convida gente. Estou a imaginar o director de O Jogo refastelado a ver ao vivo os Dragões de Ouro ontem à noite ou a SAD portista a convidar mais um ministro afecto ao Sporting para mostrar como o futebol une coisas aparentemente incompatíveis.

E se nos blogs leoninos, piu, piu, assobiar para o ar, na bluegosfera nada vi, ou não se deu por ela ou apanhei uma informação desacreditada, deve ser isso.

E, contudo, a verdade é como o azeite. Há é azeiteiros que escorregam muito facilmente nas esparrelas da vida coerente, firme e capaz.

27 Outubro 2014

Em O Jogo 2-1 não é o mesmo que 2-1 a lançar penáltis para a capa

Aqui há dias comentei, do Porto-Braga, que achava ridículo O Jogo meter na capa que tinha ficado um penálti por marcar a favor do Braga, no último minuto, e que poderia ditar empate (2-2) no resultado. Ficou a sensação de o FC Porto ter sido beneficiado por Pedro Proença. Ora, eu achei e acho que não foi penálti o pretenso derrube de Martins Indi a um bracarense que simplesmente tentou sacar dali alguma coisa pois a jogada estava perdida e não há como tentar.
 
Ao invés, para mim seria muito mais penálti o derrube a Alex Sandro na 1ª parte, mas o árbitro considerou simulação e deu amarelo ao portista que foi mesmo tocado, na área, pelo defesa bracarense.
 
No final, como se recorda, Sérgio Conceição queixou-se de um penálti por assinalar a seu favor.
 
Ninguém lhe perguntou se não teria achado penálti o lance do Alex Sandro, mas isto é assim...
 
Em O Jogo, depois, verifiquei que, apesar do destaque da capa sobre o penálti para o Braga que ficou por assinalar, havia o penálti do Alex Sandro em consideração no Tribunal de O Jogo, o painel de 3 ex-árbitros que dizem tudo e o seu contrário. Nunca fiz disso cavalo de batalha, até por normalmente não acompanhar a página e nunca ligar ao que os árbitros, ou comentadores quaisquer, acham disto e daquilo. Formo a minha opinião e não preciso de muletas nem de apitos.
 
Desse aspecto de livrar os jornalistas do incómodo de darem a sua opinião, que a dão por tudo e por nada e normalmente por nada e por tudo encolhem o olhinho do cu com medo das reacções negativas, digo e mantenho que é uma bizantinice de retirar o ónus aos jornalistas. Não sei se se dão bem com isso, mas é problema deles, de cada um e de todos no mesmo barco.
 
Agora, para o Braga-Benfica, há destaque na capa de O Jogo, que vi esta tarde, de um penálti por marcar para cada lado. E como se chega a essa conclusão? Pois bem, o tal tribunal de ex-árbitros que dão conta da sua incapacidade de verem melhor na tv do que viam, normalmente mal, no campo quando apitavam, diz-nos que há 3 votos a favor de um penálto a favor do Braga - claro derrube de Eliseu a Pardo, que qualquer árbitro-assistente deveria ver à sua frente mas o parolo que por lá estaria não quis envergonhar o mau chefe de equipa que passou o jogo a assobiar para o ar -, enquanto o penálti a favor do Benfica - claro agarrão/placagem a Gaitan, mas num lance mais difícil de ver pelo aglomerado de jogadores na sequência de um canto ou livre - tinha 2 votos a favor e 1 contra.
 
Ora, com 2-1 a favor do penálti para o Benfica, lá apareceu na capa o penálti para o Benfica.
 
Tão diferente do 2-1 a favor do penálti sobre Alex Sandro mas que O Jogo não levou à capa.
 
Como diria um antigo dirigente do futebol, olhem, para escrever isso no jornal mais valia servirem-se do jornal para limpar o cu que deve estar sujo para não verem a merda que fazem!

Já quanto a Jorge Jesus reclamar do penálti a favor da sua equipa, também ninguém lhe perguntou se não tinha visto o penálti sobre Pardo, mas isto é assim.

Já quanto ao 2º penálti sobre Pardo, há de facto falta, mas também a jogada nasceu de um fora-de-jogo não assinalado.

Estupidamente, O Jogo e os 3 árbitros aceitam comentar um lance (penálti por falta de Lisandro Lopez na área) precedido de irregularidade e que, por isso, devia simplesmente ter ficado pela génese da jogada.

Como diria Raul Águas, uma vez a desabafar sobre o "golo da jornada" no tempo do saudoso "Domingo Desportivo", quem elege melhor golo da jornada um canto directo não é capaz de escolher melhor.

O Jogo também não. A imbecilidade da exploração, sem coerência nem respeito pelas regras do jogo, dos lances no Tribunal da Treta está assim demonstrada por si.

I rest my case.

26 Outubro 2014

Ok, tiveram o prémio de aproximação mas agora joguem e calem-se

Vinha a reparar há uns dias, já este mês, que alguma ansiedade dos jogadores portistas face à classificação levava-os a falar do desejo de uma escorregadela do Benfica para encurtarem distâncias para o 1º lugar.
 
Parece que as preces foram ouvidas. Só agora soube que o Benfica perdeu em Braga e não faço ideia do que se passou, estou a zero para além de saber do 2-1 final.
 
Por acaso passei ao lado da Pedreira eram umas 20.25h, perto do início do desafio. Já não havia trânsito mas a via rápida Braga-Vila Verde estava bem preenchida com carros estacionados na berma, tolerâncias dos jogos da bola. Ou seja, tudo indicava que o Benfica ia... "encostar".
 
Agora alguém diga aos jogadores do FC Porto para pensarem em jogar bem, ganhar melhor e saltar em brave para a liderança, pois têm categoria para isso. É estúpido estar ansioso a olhar para a classificação em Outubro. O FC Porto, matematicamente, ainda dependia de si para ser campeão e a Liga esta época comporta 34 jornadas, ainda nem passou 1/3. Mas o terço deu para rezar e Jesus ajoelhar. Foi como ter o prémio de aproximação à Lotaria, numa altura em que anda tanta gente preocupada com o Euromilionário que não aparece e todos dão conta que seja português mas pode nem ser face à fronteira ali perto de Castelo Branco.
 
Com a demonstração de força e classe do FC Porto, sim mesmo em Arouca onde na época passada ganhou 3-1 por esta altura mas mal dominando o jogo e deixando largos períodos para os locais que ainda reduziram (1-2) antes da estocada final creio que de Quintero, é boa altura para mostrar galões. Mas convém deixar de pensar nos outros e fazer o vosso/nosso trabalho.

25 Outubro 2014

Ninguém roía na pele de Lopetegui por causa da rotação?

Houve apenas uma mexida face ao onze na Champions e pode ter servido para os fanáticos da crítica lembrarem que não se deve mexer no onze que vence: Marcano, bem, no lugar de Maicon, mal nos últimos jogos. Porém, com 3-0 ao intervalo em Arouca, eu perguntava-me quando é que o técnico começava a dar minutos aos menos utilizados? Ainda demorou 15 minutos a meter Quaresma por Tello e este teve tempo para uma preciosa assistência para Jackson fazer o seu segundo e o 4-0. Ou seja, tarde e a más horas, JL iniciava a rotação. Ainda entraram Aboubakar por Jackson, fazendo o 5-0, e Adrian Lopez também foi a jogo, precisamente todas as unidades ofensivas da múltipla capacidade de usar o potencial do plantel à disposição.
 
Curiosamente, a rotação parecia não fazer parte das conversas da treta nos relatos da tv e da rádio, que fui ouvindo aqui e ali. Entraram pela curiosa questão da eficácia, como se o FC Porto tivesse concretizado as cinco ocasiões de golo criadas. Primeiro, foram mesmo criadas e não oferecidas ou por azar do adversário; segundo, podiam ter sido 9 ou 10 golos, num jogo bem conseguido em que os médios fizeram jogo entre linhas com Quintero endiabrado a abrir jogo e o marcador. Brahimi e Tello tanto jogavam na largura como pelo meio e o jogo pareceu fácil como o 5-0 indica. E de tal forma que pareceu que o Arouca não constituiu obstáculo e que o FC Porto não obteve uma goleada, palavrão fora de moda de tal forma nunca usada pelas abencerragens da SportTV.
 
Calhou talvez o FC Porto fazer a sua segunda grande goleada da época por o adversário vestir de amarelo, como o BATE que levou 6-0 na Champions. Mas a equipa vai entrosando processos, a defesa deu menos baldas (Maicon pode ter aprendido alguma coisa no banco), Casemiro deu menos lenha e jogou mais a bola até marcar de cabeça, enfim foi um jogo sem sobressaltos mas acima de tudo bem conseguido.
 
E os que não viram que foi pela ineficácia, defensiva e ofensiva, frente ao Sporting que a eliminação da Taça aconteceu como um bambúrrio, agora tinham de puxar a sardinha para essa brasa de forma a não se encontrar mérito no "folgado" e "tranquilo" (SportTV dixit) conseguido.

Lisboa chora prà Europa os outros choram em Portugal

Depois do choradinho lisbonense por causa dos árbitros europeus, volta a Liga tuga onde esta época tem servido para tantas equipas chorarem os árbitros da parvónia que levam os clubes de Lisboa ao colo.
 Lopetegui, como se sabe, entre outros epítetos, já foi chamado de "o chorão". E outros se lhe seguem...

Foi comovente ouvir de novo Jorge Jesus, tal como em Leverkusen, dizer que o Benfica "está condicionado pelos árbitros" na Champions. Pudera, faltas como a de Lisandro Lopez não dão vermelho em Portugal e quiçá a expulsão de Artur com o Zenit não teria acontecido com um qualquer Vasco Santos ou Luís Ferreira, para não falar dos penáltis não assinalados contra o Benfica.
 
 
De resto, num dia Jesus solidariza-se com o Sporting, cujo Mau Vício vai no seguimento da impunidade encarnada na Liga tuga. E quanto a mãos na bola ou bolas na mão, o Sporting já tem a sua conta de benevolências arbitrais nos dois jogos já realizados com o FC Porto. Coincidentemente, nem Maurício em Alvalade para a Liga nem Jonathan Silva no Dragão para a Taça de Portugal tiveram o "rigor" de que os de Campo Grande se queixam.
 
E, helàs, ontem já vinha o grunho do carvalho solidarizar-se com o grunho do Alto dos Moinhos, apesar da memória viva do "limpinho, limpinho" que põe a fronteira nalgum lado essencial. Mas há sportinguistas que percebem a diferença entre nacional e internacional...
 
Esta jornada europeia foi mais do mesmo nos resultados mas ainda pior na imagem e no discurso: a culminar, a ironia de um penálti-fantasma a favor do Estoril contra o protectorado russo do Dínamo de Moscovo. Foi você que falou em aberração?

Saberá Jesus o que é uma entrada para expulsão? Não, em Portugal desconhece, entradas como a de Lisandro Lopez a Moutinho já se viu, directo às pernas e sem ver a bola, de Maxi Pereira a Moutinho no Benfica-Porto em que o "João pode vir o João! Ferreira viu impávido a agressão brutal junto à linha lateral. Ouvir estas coisas da parte de benfas é como escutar o Vasco Santana, na chamada "Canção de Lisboa", a falar com e como um lampião.

Na Europa, pela 3ª jornada de grupos, voltou a ver-se quem vence: salvo o Estoril com o Panathinaikos, mas nenhuma equipa além do FC Porto ganhou um jogo na Champions ou Europa League. E vamos já em 15 jogos, 3 vitórias no total, 2 delas portistas.

Deve ser isso o que o Calimero-mor quer dizer sobre os feitos internacionais do Sporting que elevam o nome de Portugal na Europa: só se for cobrir-se de ridículo com um protesto estapafúrdio digno de ignorantes que são por ser a estreia internacional deste espalhafatoso grunho do carvalho.

A Liga tuga vai retomar na senda do proteccionismo arbitral aos clubes de Lisboa no pouco que já vai de temporada doméstica com os seus mamarrachos e bochechos. Para um interessante Sporting-Marítimo o vi-te ó Pereira, sócio leonino, nomeou um tenrinho de quem nunca se ouviu falar. Assim a arbitragem está bem e de resto o documento estruturante que o Sporting diz que ninguém ligou - por só ter coisas impraticáveis como sorteio dos árbitros reprovado por UEFA/FIFA - deveria apontar nesse sentido: tudo controlado em Lisboa. Mas não é assim há vários anos? Ou só porque haverá um duque na Liga, no Porto, alguma coisa muda nos naips de barões e viscondes da capitolina capital centralista?
 
Daí que seja este o fim-de-semana oportuno para ver quem perderá a vontade de chorar que já tiveram Estoril, Moreirense, FC Porto, Boavista, V. Setúbal e por aí fora. Tudo por decisões de arbitragem que os desfavoreceram. Imagine-se contra quem...

De resto, enfim, a choradeira é um fado português...

24 Outubro 2014

Contas ao Mundial e patrocinadores

O FC Porto (SAD) apresentou 40ME de prejuízo na época finda. Uma catástrofe financeira decorrente da tragédia desportiva, a primeira era esperada em consequência da antevisão lúcida do que seria a segunda. Há sempre coisas que não lembram ao diabo e se pensavam arredias do Dragão mas, sem querer alongar-me nos comentários às contas, do que só tenho preparação básica, reporto três pontos importantes a reter do balanço geral enquanto apreciação desapaixonada mas objectiva:
- inexplicavelmente, a Administração ganhou mais dinheiro comparativamente à época anterior; não importa se Pinto da Costa recebeu mais de 800 mil euros brutos e a Administração custou mais de 2ME; sem se saber porquê, num ano de vacas magras em que a folha salarial decresceu, e sem ter de pagar prémios por objectivos pois foi tudo falhado, parece que PdC e seus pares lucraram com a coisa: se não é a quadratura do ciclo, está realmente uma conta de soma incógnita o que não é bom;
- entretanto, pensando-se que era boa a aposta em internacionais para quem a presença em Mundiais e Europeus potencia os activos que são os jogadores, o novo administrador financeiro Fernando Gomes vem queixar-se... do Mundial: porque ocorreu e porque só depois dele se venderam Fernando e Mangala, custando a crer que de tão falados antes não tenham sido vendidos antes também da epopeia do Brasil que nem implicou o brasileiro; ora, por exemplo, o Real Madrid só comprou James Rodriguez depois do Mundial onde foi o melhor marcador e um dos melhores jogadores, mas isso compreende-se; já não se entende o desabafo de Fernando Gomes a não ser na óptica de justificar um catastrófico ano financeiro porque as vendas posteriores ao Mundial atenuariam as contas negativas e, que chatice, esse dinheiro só esta época entrará nas contas, o que não deixa de ser desculpa de "mau pagador";
- de igual modo, parece bastante antipática a alusão à perda de patrocínios de BES e PT, previstos para o fim desta época; para já, eu gostaria de saber como se continuará a publicitar uma marca (BES) que já nem existe): não se podia alterar aquilo para o Novo Banco ou o BES dos patrocínios está no "Banco Mau"?; mas a queixa da perda de patrocínios é esquizofrénica, pois há vários meses para encontrar dois novos patrocinadores, incluindo para o "naming" das bancadas relacionadas com a PT. Uma marca como a do FC Porto está angustiada por ter nove ou 10 meses (isto nem é de agora...) para encontrar novos parceiros comerciais?
 
E é assim que de contas más se somam explicações pouco recomendáveis como se o mundo acabasse agora e os novos responsáveis não encontrassem soluções - uma ideia que vai ganhando raízes num clube empresa que tem mostrado poucas soluções alternativas e isso não abona nada nem os responsáveis, nem a marca nem as contas tão más apresentadas e que deviam trazer de imediato não lamentos mas acções concretas.
 
É por isso que quando se registam prejuízos desta envergadura nunca são os números, já previstos, que preocupam, mas a ausência de rumo e carência de ideias. Para gente tão bem paga - quase 90 mil euros em 3 meses para o próprio novo administrador financeiro, 30 mil mensais que nem no Governo socialista Fernando Gomes receberia enquanto ministro - é de esperar muito mais. Desportivamente e em gestão económica. Este é o desastre.

23 Outubro 2014

Andou o FC Porto a esfalfar-se no sábado...

Criando ocasiões, em barda, de bola corrida, recupero facilmente:
1) Adrián Lopez isolado acerta em Patrício
2) Adrián Lopez ia isolar-se mas inventam, palavra da moda entre fantasma e arbitragem tendenciosa, um fora-de-jogo inexistente
3) Jackson isola-se e faz 1-1
4) Marcano cabeceia, é um autêntico penálti de cabeça, mas Patrício dá uma palmada necessária porque a bola calhou ir direita a ele - um lance de quase golo mas numa bola parada (canto)
 
Isto só em situações de golo iminente e sem oposição; haveria outros lances perigosos, mas era areia a a mais para a camioneta de entendidos...
 
Ora, ao Schalke não foi preciso jogar bem:
a) bastou que um árbitro amarelasse devidamente entradas perigosas e em 12 ou 13 minutos expulsou um reincidente por Mau Vício
b) aproveitou lances de bola parada e assim fez 3 golos: dois livres laterais e um penálti
c) podia ter marcado mais um, mas perdoaram um penálti de Nani
 
Ou seja, tudo somado, a "boa defesa" do Spórtem que foi comida na profundidade ante o FC Porto que terá tido "buracos defensivos", saiu-se maravilhosamente do Dragão; mas conseguiu ser batida em dois livres laterais com apenas um adversário entre vários defesas frente à baliza.
 
Nada disto transpareceu dos recentes jogos do Spórtem, especialmente na vitória de "classe" no Dragão; a Imprensa, dita Desportiva q.b., anda aí a espalhar sofismas e captar leitores ignaros tanto quanto os pasquineiros de serviço.
 
Entretanto, de volta ao Dragão assobiador, o FC Porto só marcou um golo a jogar pelo meio, criando dois lances de golo a Jackson (demora a rematar e a rematar mal em cada caso) mas em jogadas partindo dos corredores de onde, como uma seta mas com sorte, Quaresma marcou a vitória e aconchegou o ego da pasquinagem de serviço e dos controladores opinativos à distância que manipulam os cordelinhos nas editorias, vidé tv's e replays.
 
Parece que é com Quaresma - que os próprios pasquineiros e opinadores reprovaram em Lille e justificaram o castigo alongado - que se ganha.
 
Quando dirão que será sem Maicon e sem Casemiro, com inteligência para jogar sem risco nos passes indevidos em zonas proibitvas, jogando pelo seguro como o Spórtem - ou como quando jogava sob o comando de Vítor Pereira, já para não falar de outro ostracizado Jesualdo -, com a qualidade intacta que tem na frente, e as alternativas para tudo e alguma coisa, o FC Porto será o que se espera a confirmar o seu potencial. Dominador.
 
Até lá, mais do que os devaneios de Lopetegui, viverá sob a ameaça dos talibãs da Imprensa que agora elegeram o ayatollah Quaresma, vulgo cigano e tatuado com versículos de um qualquer Corão, para levarem a sua revolução avante. Camaradas, para a frente é o caminho e a luta fica para lá do abismo do absurdo.